- Primeiro Jipe a andar em Brasília.


- Jipe dos anos 60. Mais 
aqui
- Para saber quem são os jipeiros de Brasília hoje aqui
- Entenda a importância do jipe para a História da cidade aqui

- Andar, verbo "intransitável".

Do Blog Dores Capitais

Segunda-feira, 12 de maio de 2008. 

Depois de breve confabulação, um grupo de colegas de trabalho resolver ir, de carro, almoçar no TST. O veículo é estacionado na rua, a uma linha reta da entrada do prédio, o que não impede um dos comensais de lamentar: “Agora é uma caminhada até lá.” Outro membro da comitiva mostra-se intrigado: entre o ponto em que estão e a entrada, vê-se apenas um estacionamento (de uso restrito) e uma grade verde, certamente interrompida por um portão para o acesso de pedestres. A distância não parece tão… Hein? Pedestres? No sentido de “que ou aquele que anda ou se encontra a pé”? Ah, então, a única opção é contornar toda a grade do estacionamento e entrar com os carros. É assim que a banda toca em Brasília.

Anda quem pode, dirige quem tem juízo.

- Ponte JK.

- Linda. Linda, mesmoDizem que não é nada originalBom, eu acho lindaFoi construída para os carrosMas tem sempre gente caminhando por ali

- Dá vontade de andar aí. Mas é só para olhar.

- Teatro Nacional em Brasília.
- Detalhe da obra de Athos Bulcão.

- Efetivo Pinto direto do Eixão.

- O Eixão passo-a-passo.






- A foto acima mostra o Eixão em construção.

- Durante 6 dias na semana o Eixão é dos carros. Por 1 dia ele é das pessoas.

- O GDF quis abrir o Eixão para os carros também aos domingos. Os usuários humanos não deixaram.

- Brasília.



(Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
(Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar, da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
(Árvores nos eixos a polícia montada)
(Brasília), Brasília

Oh.. O concreto já rachou!
Brasília....

Brasília tem luz, Brasília tem carros
(Carros pretos nos colégios)
Brasília tem mortes, tem até baratas
(em tráfego linear)
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
(Servidores Públicos ali)
Árvores nos eixos a polícia montada
(polindo chapas oficiais)
Brasília, (Brasília)


- Tédio com um " T " bem grande pra você.



Andar a pé na chuva, 
às vezes eu me amarro
Não tenho gasolina, 
também não tenho carro
Também não tenho nada 
de interessante pra fazer

Moro em Brasília
Moro em Brasília
Moro em Brasília

- Brasília 5:31





Não há muito o que falar sobre o dia
Não há do que reclamar
Tudo caminha
E as horas passam devagar
Num ônibus de linha
Passos no corredor, alguém se aproxima
E uma voz estranha diz: "Bom Dia"

Ninguém pra falar
Sobre o vermelho que abre este dia
Tudo está no lugar em que não devia


- Moradores da 410 e 409 se unem pelas árvores.

- Para evitar que as paineiras com mais de 30 anos fossem derrubadas, para dar lugar a uma quadra de esportes, os moradores fizeram plantão na área residencial. O Governo desistiu de cortá-las.

- Correio Braziliense, 19 de fevereiro de 2009

Nem todos se opuseram à remoção das plantas. O administrador José Rodrigues Martins, 71 anos, é morador da 409 Norte e reclama que as raízes das barrigudas quebram as calçadas, dificultando a passagem de idosos. “Isso está danificando um bem comum. Muita gente cai quando anda aqui. Falta manutenção nas calçadas”, disse. José não quer o fim das árvores na entrequadra, mas a substituição das paineiras por espécies de raízes menores. O administrador mostrou que algumas raízes alcançam a estrutura dos prédios. 

- Trocar os pés pelas mãos. Pilotar um avião na cidade do avião.

- Sob o céu de Brasília.

- Tem que caminhar para ver o céu de Brasília.


"Hipnotizado pelo céu de Brasília", 
por Thales Sabino do blog Finíssimo

Thales Sabino, editor-chefe
editor@finissimo.com.br


Jornalista, virginiano,
24 anos, nascido em Minas,
mas brasiliense por opção


Quando me mudei para cá, há sete anos, ouvi a frase-clichê “Brasília não tem mar, mas tem o céu”. Achei engraçado e retruquei: “Tá, mas céu todo lugar tem”. Só fui entender o que significa a afirmação quando um dia fui embora à pé da UnB para casa (na época eu estudava Letras, antes de fazer Jornalismo, e morava na 410 Norte).

Eram mais ou menos 18h30. Olhei para cima e parei. Olhei, olhei… só percebi que estava ali havia tempo demais quando uma senhora parou e começou a olhar também (ela estava com uma criança que fez o mesmo). Foi meio mico… Lembrou aquela cena clássica em que todos olham para o céu e surge a frase ”É um pássaro, um avião? Não, é o Superman!” A senhora foi embora e eu continuei a andar, olhando para o céu de rabo-de-olho (imagine minha cara de doido).

Hoje minha mesa de trabalho fica encostada na janela. Não há prédios, comércio, nada. Apenas o estacionamento do Ceub, os postes que iluminam a rua do Autódromo e o horizonte. Mesmo assim quase nunca desvio o olhar do computador e quando o faço sempre fico hipnotizado, anestesiado.

Ontem levei um susto. Depois da chuvarada que caiu, o céu ficou com a cartela de cores mais linda dos últimos dias. Corri e peguei a câmera fotográfica para registrar. A foto acima, acredite, apenas foi redimensionada sem passar por edição.

Não me acostumo. O céu de Brasília é lindo demais.

- Eu vou surfar no céu azul de nuvens doidas da capital do meu país.



- Céu de Brasília. Traço do arquiteto.


- Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.

- Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Lucio Costa e JK. 
- Foto do Arquivo Público do DF. Construção de Brasília.

- Lúcio Costa clique aqui
- Oscar Niemeyer aqui

- Brasília: imagem da Nasa.


- Esta imagem, tirada em novembro de 1990, mostra o Lago Paranoá, ao centro. Identifica-se, também, as asas Sul e Norte do Plano Piloto de Brasília, na forma de um avião, como projetado pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa (1902-1998).

- Superquadras.

Brasília é organizada por quadras. São quadras grandes. Elas são mesmo super: as Superquadras, espaços residenciais onde se pode caminhar livremente - desviando dos carros que se acumulam nos estacionamentos, claro.

Para (tentar) entender, arquitetonicamente, o projeto das Superquadras,  clique aqui.

Para ouvir a Banda Superquadra, clique no vídeo abaixo.

- Cada um no seu quadrado.

- Nossa Senhora do Cerrado, protetora dos pedestres.

- Clique na imagem da NS do Cerrado, que foi dica do Vítor.

Do Brasília em tempo real.

Música do Liga Tripa, gravada pela Legião Urbana.

Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o Eixão
Às seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue são e salvo
Na casa da Noélia




Os versos e o temor do poeta brasiliense Nicolas Behr, musicados pelo Liga Tripa e regravados pela Legião Urbana há 20 anos, permanecem atuais. O Eixo Rodoviário, o Eixão, continua inseguro e violento ao longo dos 18km de asfalto. Pelo menos 95 pessoas perderam a vida nos últimos sete anos e quatro meses na principal via de ligação entre as asas Sul e Norte [a matéria é de 2008]. O levantamento do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) aponta para média de até 13 mortes anuais desde 2001, o que coloca a pista como a terceira mais perigosa no DF para pedestres e motoristas.

Mais aqui

- O telefone é muito pouco. Pra quem ama como um louco. E mora no Plano Piloto.

- Música de Renato Mattos, que foi gravada pelo Leo Jaime.

- O que é Brasília?

- Como é o Dia Mundial sem Carro em Brasília.


Do blog Bicicleta na via
Ler aqui

Parentes de ciclistas pedem paz

Marcela Duarte , 2006
Da equipe do Correio


Trinta e três dias depois da morte do ciclista Pedro Davison, 25 anos, familiares, amigos e ciclistas reuniram-se no Eixão Sul, na altura da 114, na manhã de ontem. O biólogo foi atropelado em 19 de agosto por um motorista que conduzia um Marea e que fugiu depois do acidente. No gramado do Eixão, familiares participaram de uma missa campal. A filha de Pedro, Luiza Marques Davison, 8 anos, plantou um pé de ipê-amarelo em homenagem ao pai. “Ele gostava muito do ipê-branco, mas como não achamos uma muda foi o amarelo mesmo. Tenho certeza que ele ficou feliz”, disse a garota.

Para os pais de Pedro, lutar contra a impunidade de crimes no trânsito e exigir mais respeito aos ciclistas virou um ideal. “Não podemos reverter a situação e trazê-lo de volta. Mas podemos alertar a sociedade para a punição e inibição de novas tragédias”, afirmou Pérsio Davison, 58 anos, pai de Pedro. Ciclistas e representantes da ONG Rodas da Paz também participaram da homenagem e depois seguiram de bicicleta até o Ministério das Cidades, onde participaram de um seminário sobre o Dia Mundial na Cidade sem o Meu Carro.

De acordo com Leandro Salim, presidente da Rodas da Paz, Dia Mundial Sem o Carro é realizado no mundo inteiro em 22 de setembro. A proposta é deixar o veículo em casa com a finalidade de melhorar o trânsito e a qualidade de vida. “É um dia para que as pessoas pensem em caminhar, pegar um meio de transporte alternativo. Mas, em Brasília, isso é quase impossível, não temos como pedir isso à população. Não existe segurança nem opção de transporte”, afirmou Leandro.

- Uma cidade sem calçadas.


Saiba mais sobre a pesquisa do Prof. Gustavo Velloso da UnB

Pesquisador da UnB verifica que passeios públicos de Brasília
não existem onde são necessários e muitos estão danificados

A dificuldade de andar a pé por Brasília é motivo de dor de cabeça para grande parte dos visitantes e moradores da capital federal. Em quase todos os lugares, as calçadas, quando existentes, estão em más condições ou obstruídas. Não à toa, a cidade ficou conhecida como a recordista brasileira no número de carros por habitantes – existe um automóvel para cada 2,4 indivíduos. Para avaliar a dimensão do problema, o médico ortopedista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Gustavo Velloso caminhou pelos diversos setores da capital e fotografou a precariedade dos passeios. A idéia é propor um debate público com as autoridades, especialistas e a população.

De acordo com a análise feita em setembro de 2006, todos os lugares apresentam problemas. 

Além de percorrer os locais, o médico simulou a ida de um paciente a um pronto-socorro do SMHS. Ele estacionou o carro no local permitido e no trajeto até o atendimento, os passeios ficavam cada vez mais estreitos para ceder lugar à passagem de carros.

Outro abuso encontrado é a presença de uma lanchonete no meio da calçada do Hospital Santa Luzia, no Setor Hospitalar Local Sul. “O estabelecimento separou um canto do passeio para a passagem de pedestres, aí ou o transeunte entra por esse espaço improvisado ou tem de desviar das mesinhas e cadeiras do trailer”.

- Vamos caminhar mais por Brasília?


Do site Candango

Carol Nogueira é jornalista, brasiliense convicta e acha que quem anda por gosto não se cansa.

Eu sei que a escala monumental do Lúcio Costa não ajuda, mas vou fazer aqui uma proposta: vamos caminhar mais por Brasília. É, é de andar a pé mesmo que eu estou falando – esquece o carro, dispensa o ônibus e, pelo menos de vez em quando, calça os tênis e vai dar uma boa caminhada.

Com a desculpa da lonjura das coisas, o povo daqui se acomodou demais nessa história de só andar de carro. Às vezes, até pra ir na padaria, na farmácia, ali mesmo na quadra, a pessoa quer ir dirigindo. Vou te contar que a maior parte dos urbanistas que estudam Brasília concordam que é o trânsito – e não a ocupação desordenada, e não o desmatamento – o maior fator de risco para a cidade no futuro. Eles acham que Brasília pode estar se encaminhando pra ficar inviável, com uma péssima qualidade de vida.

Tá, mas não é de nada disso que eu queria falar. Meu ponto aqui não é (só) tentar salvar a cidade dos engarrafamentos monstruosos. É que andar a pé por Brasília pode ser ótimo mesmo, porque você descobre um milhão de coisas novas. Gente nova, lugares novos pra comer, pra se divertir, pra comprar. E é na rua que você vê a cidade viva de verdade!

Continue lendo aqui

- A verdade sobre o trânsito de Brasília: o dossiê do Absurdo.


Do Blog Guerrilheiros do Planalto

Discutir o trânsito caótico das grandes metrópoles brasileiras não é novidade. Recentemente, em Brasília, a cidade começou a discutir o assunto depois de se ver justamente enquadrada no grupo de cidades que vislumbram a curto/ médio prazo a falência de seu sistema viário urbano. Cada cidade possui problemas, soluções e desafios particulares. Com Brasília não é diferente. Este Dossiê pretende retratar alguns absurdos particulares de Brasília.

Absurdo 4 - Por que a "cultura do carro" é tão forte no Distrito Federal? Só vejo uma explicação além do poder aquisitivo: a concepção original da cidade! Mesmo com projeções populacionais erradas, como é que os urbanistas da década de 1950 não conceberam uma cidade com um metrô subterrâneo que interligasse toda o Plano, além das Satélites, ou não diminuíram o espaço inútil que existe entre os lugares?

Carro em Brasília não é um luxo, é uma necessidade. O problema é que desta necessidade reproduziu-se elementos de raiz burguesa, individualista e machista. Tão nojenta, para se resumir o assunto, que o Detran descarta a adoção de um sistema de rodízio por achar que seu efeito seria nulo, já que a mesma família poderia adquirir dois ou mais veículos. É juntar a fome com a vontade de comer: sem um carro por aqui, suas chances de se tornar um outsider, de ficar no seu lugar, são bem maiores.

Para ler os outros absurdos aqui


- Não ter carro virou " In".

Do Repórter Diário
Foto de uma rua de Londres que eu fiz em 2005.

O "carro verde" virou mania em Londres Começou com carros compartilhados ou pós-pagos (sim, como celular). Clubes como WhizzGo e Streetcar mantêm uma frota comum entre vários associados - eles pagam por hora de uso. Depois, surgiram as locadoras "verdes", especializadas no aluguel de "ecocarros", movidos a biocombustível, biodiesel ou células de hidrogênio ou, ainda, híbridos, com motor elétrico e convencional. E a boa e velha carona também voltou à moda, agora organizada por empresas como a Lift Share e a National Car Share.

Leia mais aqui.

- Artigo de Cristovam Buarque, senador e ex- governador do DF.


Clique para ler na íntegra  aqui


Brasília, maio de 2.008

Todos sabiam que o descuido com a fiscalização levaria à dengue; e todos sabem que a cidade de São Paulo vai parar, daqui 5 a 10 anos, porque todas suas ruas estarão cobertas por automóveis, impedindo cada um de mover-se. As outras grandes cidades têm datas diferentes, mas todas elas serão, em breve, asfixiadas. Até Brasília, planejada para nem sequer precisar sinal de trânsito, é uma cidade engarrafada nos horários de pico.

O mais grave: para criar as condições necessárias para essa dinâmica asfixiante, foi preciso endividar a população, que hoje deve bilhões de reais, dos quais uma parte considerável foi para financiar a compra de carros.

Da mesma forma que há data prevista para a asfixia das ruas, em breve, haverá uma asfixia financeira da nossa população, provocada pelo endividamento. Hoje, são 25 milhões de automóveis, sendo 11 milhões só em 5 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

- A "saga" de uma família no trânsito de Brasília.

- Se você entende inglês, pare tudo por 38 minutinhos e assista. Se não entende, tudo bem. As imagens vão te dizer muito.

*** O documentário que 1 amigo mandou pra mim e que inspirou este Blog.

- A "cultura do carro" em Brasília.


Acho que esta notícia, abaixo, publicada em 2008, dá uma boa idéia de como o automóvel faz parte do imaginário da cidade.

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27/05/2008 - 09h19
Detran descarta rodízio por causa da "cultura do carro" 
que Brasília tem desde as origens
Claudia Andrade,
Em Brasília

Clique para ler tudo aqui


O plano piloto de Brasília tem largas avenidas planas, mas poucas ciclovias e calçadas. Quando alguém pede informação sobre como chegar a determinado local, as instruções sempre são dadas levando-se em conta que o interlocutor tem carro. Caso ele diga que vai utilizar o transporte público, a maioria não sabe qual o trajeto a ser seguido.

A "cultura do carro" é tão forte no Distrito Federal que o Detran descarta a adoção de um sistema de rodízio por achar que seu efeito seria nulo, já que a mesma família poderia adquirir dois ou mais veículos.

Para o professor do mestrado em transportes da UnB (Universidade de Brasília) Paulo César Marques, será preciso mais do que um transporte coletivo eficiente para desestimular o uso do carro. "Em Brasília, as pessoas têm uma dependência do carro. Até pequenas distâncias são percorridas de carro, porque as pessoas não querem andar no barro ou no asfalto, na rua. Para mudar isso, é preciso que se ofereça segurança para quem andar de bicicleta e calçadas e iluminação para os pedestres", afirma.

O pedágio urbano também pode ser adotado, para reduzir a poluição e estimular as viagens a pé e de bicicleta", afirma. "Outra medida restritiva são os corredores de ônibus, porque o passageiro do ônibus não pode ser penalizado pelo trânsito causado pelos carros."

- Para onde caminha este Blog.


- Este Blog NÃO é uma declaração de ódio para Brasília. Também não é uma declaração de amor. É um registro do amor-e-do-ódio-ao-mesmo-tempo-agora que sente por Brasília quem anda a pé  nas ruas sem esquina. Amor quando é fim-de-tarde, e o céu e as árvores enchem o pulmão e os olhos de alegria. Ódio quando seu par de tênis não agüenta o tranco e você precisa ir mais longe. Brasília é conhecida como uma cidade de rodas. As estatísticas mostram que esse apelido faz sentido. Mais de 1 milhão de carros. 1 veículo para cada 2,3 habitantes. Um índice altíssimo, se comparado com São Paulo, que é bem maior, onde o caos se instala com a média é de 1 carro para cada 1,78. Mas há pessoas vivendo aqui. Que nunca foram candidatas à nada. E que se deslocam caminhando, de bicicleta, de metrô, ônibus, van, zebrinha, carona e táxi. Hoje, depois de assistir a um documentário sobre o ecológico tema da redução do uso (ou do vício) do automóvel particular, resolvi falar um pouco dessa experiência, que está na contra-mão do fluxo, mas que passou a ser in: não ter carro. Como é usar os pés na cidade onde os carros é que se dão bem? Claro que não vou narrar tal odisséia sozinha: todos podem deixar suas pegadas.