- Como é o Dia Mundial sem Carro em Brasília.


Do blog Bicicleta na via
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Parentes de ciclistas pedem paz

Marcela Duarte , 2006
Da equipe do Correio


Trinta e três dias depois da morte do ciclista Pedro Davison, 25 anos, familiares, amigos e ciclistas reuniram-se no Eixão Sul, na altura da 114, na manhã de ontem. O biólogo foi atropelado em 19 de agosto por um motorista que conduzia um Marea e que fugiu depois do acidente. No gramado do Eixão, familiares participaram de uma missa campal. A filha de Pedro, Luiza Marques Davison, 8 anos, plantou um pé de ipê-amarelo em homenagem ao pai. “Ele gostava muito do ipê-branco, mas como não achamos uma muda foi o amarelo mesmo. Tenho certeza que ele ficou feliz”, disse a garota.

Para os pais de Pedro, lutar contra a impunidade de crimes no trânsito e exigir mais respeito aos ciclistas virou um ideal. “Não podemos reverter a situação e trazê-lo de volta. Mas podemos alertar a sociedade para a punição e inibição de novas tragédias”, afirmou Pérsio Davison, 58 anos, pai de Pedro. Ciclistas e representantes da ONG Rodas da Paz também participaram da homenagem e depois seguiram de bicicleta até o Ministério das Cidades, onde participaram de um seminário sobre o Dia Mundial na Cidade sem o Meu Carro.

De acordo com Leandro Salim, presidente da Rodas da Paz, Dia Mundial Sem o Carro é realizado no mundo inteiro em 22 de setembro. A proposta é deixar o veículo em casa com a finalidade de melhorar o trânsito e a qualidade de vida. “É um dia para que as pessoas pensem em caminhar, pegar um meio de transporte alternativo. Mas, em Brasília, isso é quase impossível, não temos como pedir isso à população. Não existe segurança nem opção de transporte”, afirmou Leandro.

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