- Calçadas.

- Achei esta foto aqui

- Nem sempre tenho tempo e disciplina para curtir o Parque Olhos D'agua como deveria e gostaria. Agora, que ele voltou a fechar às 19h, ou me organizo para ir de manhã ou nada feito. 
Este foi o diálogo entre eu e minha amiga outro dia, no final da tarde, a caminho do Parque:

- Que pena. Vamos chegar e o parque já vai fechar.

- A gente caminha lá dentro até fechar. 

- Isso. Daí, continuamos andando na rua mesmo.

- Mas é tão ruim andar assim. Nem sempre tem calçada.

Verdade. 

Caminhamos enquanto o Parque estava aberto. E fomos para casa depois.

- Que saber como foi o aniversário de Brasília? Foi assim.




Texto e Foto: Uirá Lourenço

"As pessoas sem carro que tentavam passar pela barreira eram alertadas com sirene e gritos pelas autoridades de trânsito, como se fossem criminosos. Enquanto isso, os carros seguiam livremente pela pista. A orientação dada pelos agentes de trânsito era que se desviasse pela plataforma superior, em meio ao intenso fluxo de carros e ônibus. Um detalhe importante: dos cinco policiais no Eixão Sul, nenhum foi capaz de ajudar na travessia dos inúmeros pedestres e ciclistas que eram obrigados a atravessar a pista e ir pelo caminho alternativo.
Perguntei a um dos policiais o motivo do bloqueio. A resposta foi: “as pessoas não podem passar, pois temos que liberar para o fluxo de carros.”


- Veja o post original no Blog Bicicletada DF e saiba quem venceu a disputa carros versus gente.

- Brasília. Literalmente, 49 anos de estrada.

Globo News, aqui.


- Réquiem pré-sono.


Crédito da foto, aqui

Para ler o post no original, aqui

SEGUNDA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2009

De Olival Júnior, morador de Brasília.

Levo o carro para passear na madrugada de domingo. Às 2h todos parecem estar saindo dos lugares e indo pra casa. Carros solo, levando apenas seu motorista, se apressam para o descanso.

E eu não tenho descanso.

Eu vejo quadras vazias, sós como eu. Frias. Enigmáticas. Aqui e ali luzes acesas em apartamentos diversos. Ora no primeiro, ora no sexto. Ou mesmo um quinto andar. O que fazem ali que carecem dessa luz? O que queria eu estar fazendo agora?

Sei onde queria estar.

O Eixão é sublime quando deserto. Uma estrada para lugar algum. Outra via para transpor as mágoas. Alguns meditam ouvindo sons da natureza. Eu medito ouvindo uma playlist cuidadosamente selecionada de forma completamente aleatória. Dentro do meu carro. Andando abaixo da velocidade limite do Eixão.

Janelas abertas no meio da madrugada.

Sinto o vento frio e fico feliz. Eu sinto algo. Eu sinto frio. E prossigo tomando o rumo de casa. Meu carro me leva. Sozinho. Rumo de casa.
Perco a saída do Eixão. Prossigo adiante.

A Lua crescente (ou mingante?) parece o Sorriso do Gato de Alice a pairar sobre o Lago. Lua Amarela. Sorriso Amarelo. Seria o Gato um fumante inveterado? Seus dentes já podres e amarelos da fumaça e da nicotina?

E me cansei. Chego em casa. Checo o computador. No programa de mensagens instantâneas sua mensagem. Tarde demais para responder. Você já se foi.

Tarde demais pra nós dois.