Sentar pra descansar um pouco.

Oi. Esse blog tá andando a pé em Brasília já faz um bom tempo. Então, como as avenidas são largas e as distâncias enormes, ele vai ter que descansar um tantinho. Fazer uma massagem nos dedos, talvez. Vou estudar e andar a pé um ano na Europa. Então, se eu não deixar pegadas por aqui nesse tempo, já sabem.  Talvez eu abra um blog pra contar como é andar por lá e aí deixarei o link pra vocês andarem comigo. Mas fiquem tranquilos: o blog A pé em Brasília não vai sumir na estrada, pois o tempo - ah, o tempo - esse não anda a pé: ele voa. E já, já o blog tá de volta. Um smack grandão.

A cidade dos carros na revista Humanidades.


---------- Forwarded message ----------
From: Conselho Editorial 
Date: 2010/1/29
Subject: Revista Humanidades
To:


Prezados,
 
é com grande alegria que comemoramos a excelente repercussão da revista Humanidades n. 56, recém-lançada pela Editora Universidade de Brasília.
 
Ficamos emocionados com os elogios da Conceição de Freitas na sua Crônica da Cidade, publicada no Correio Braziliense de 28 de janeiro de 2010.
 
Essa é a primeira publicação que leva o selo da Comissão UnB nos 50 anos de Brasília. É uma homenagem à cidade e traz textos e obras de renomados professores, poetas, escritores e artistas:
 
Thomaz Farkas
Cildo Meireles
Saskia Sassen
José Geraldo de Sousa Junior
Daniel Faria
Antonio Carlos Carpintero
Paulo Herkenhoff
Claudio Valentinetti
Mariza Veloso
Vladimir Safatle
Anderson Braga Horta
João Cabral de Melo Neto
Wesley Peres
Paulo Emílio Sales Gomes
Mário Pedrosa
Brasilmar Nunes e Lourdes Bandeira
Mário de Andrade
Ordep Serra
François Hartog
Vladimir Carvalho
Olívio Tavares de Araújo
Rui Rasquilho
Roberto Salmeron
Rosângela Rennó
 
Aqueles que tiverem curiosidade, poderão encontrá-la à venda em nossas livrarias no campus da UnB e no aeroporto, ou fazer pedidos pelo telefone (61) 3035-4200.
 
Seguem abaixo as informações da revista e a crônica da Conceição Freitas.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR E LER


Do Twitter.

alinevalek
Brasília: se você não tem carro, esqueça. Não importa o quê, esqueça.
8 minutes ago from web

- Para onde caminha Brasília...


Prédios brotam a todo instante em cidades-satélite de Brasília, como Águas Claras, maior canteiro de obras da América Latina. 
Foto: Aldem Bourscheit


Dica do Santini

Fonte: O Eco
Aldem Bourscheit
16/12/2009, 18:01

A construção do caos em Brasília.

Imerso no escândalo de corrupção mais bem filmado da história brasileira, o Distrito Federal também amarga anos de conturbada urbanização, semeando desordem na ocupação da terra e impactos negativos na qualidade do ar, da água e de vida da população. Fontes ouvidas por O Eco comentam as origens do problema e projetam um futuro caótico se esse processo não for contido.

Geógrafo com pós-doutorado na Universidade do Texas (Estados Unidos), Aldo Paviani (75) chegou em Brasília um ano após o fechamento do Congresso pelo AI-5, em 1969, ato que marcaria o início do período mais duro da Ditadura Militar. Desde aqueles dias, acompanha a evolução urbana do Distrito Federal. E não tem gostado do que vê. Ele conta que a ocupação do território é baseada em planos delineados durante o regime e temperados com fortes doses de especulação imobiliária, desrespeito aos limites ambientais da região e dilapidação do Cerrado. "Aqui a primeira coisa que fazem é passar trator, arrancar tudo sem nenhum respeito. Não fica um pé de pau", ressaltou.

“A vegetação não foi tombada, só a cidade (como patrimônio cultural da humanidade, em 1987). Além disso, o Plano Piloto se tornou o centro de tudo, empurrado a população de menor poder aquisitivo para núcleos com baixa oferta de empregos. Isso provoca grande vaivém diário desde as cidades satélites. As autoridades não movem uma palha para descentralizar esse processo. Pelo contrário, criam mais núcleos afastados, elevando o uso do carro, já que o transporte público é completamente ineficiente”, disse Paviani, autor de livros como Controvérsias Ambientais e Moradia e Exclusão.

O Distrito Federal tem hoje mais de 1,1 milhão de veículos – 75% de automóveis. A frota dobrou desde o ano 2000 e cresce em média 0,8% ao mês, ou quase nove mil carros. O Departamento de Trânsito distrital não sabe quantos veículos se deslocam entre cidades-satélite e Plano Piloto. Engarrafamentos diários são registrados em inúmeros pontos nos horários de pico. No início da manhã e fim da tarde, a via “Estrutural” tem funcionado apenas em um sentido para dar conta do enorme número de veículos.

 Um carro parado em um engarrafamento com o motor ligado libera quase dois quilos de Dióxido de Carbono (CO2) por hora. Por essas e outras que a poluição atmosférica na capital federal já preocupa especialistas que acompanham o assunto (veja aqui). “Tamanha movimentação afeta a vida das pessoas, é uma agressão”, ressalta Paviani.


























Estressado










Um dos estressados era Jorge Diehl, funcionário do Banco do Brasil que aportou na capital em 1998, buscando o mito da cidade planejada. Viveu no Plano Piloto com a família até 2005, quando conseguiu comprar um apartamento em Águas Claras. Ficou por lá um ano e meio, depois fugiu do trânsito insuportável e alugou o imóvel, a vinte quilômetros da região central, onde passou a morar. “Para alcançar o Plano Piloto e dentro de Águas Claras o trânsito é caótico. Íamos para lá só para dormir, depois de quase duas horas de engarrafamentos. A cidade se tornou uma selva de pedra”, disse.

Segundo Paviani, situações como essa se repetem em outras cidades-satélite, como Guará e Taguatinga, porque as intenções urbanísticas iniciais morreram sob um manto de improviso e falta de planejamento, cedendo espaço à invasão de terras para formação de condomínios irregulares e à especulação imobiliária que afastou a possibilidade de compra de apartamentos em regiões centrais pela maioria da população.

O primeiro condomínio irregular no Distrito Federal surgiu em 1975. A ocupação desregrada de terras e o crescimento demográfico calcado em migrações se intensificaram a partir de 1988, na primeira das quatro eleições de Joaquim Roriz para o governo distrital. Hoje, são 513, conforme dados da Terracap, empresa oficial de terras.

“Minha estimativa é de que existam quase 650, pois a conta do governo inclui apenas os mais estruturados, com casas e organização condominal. Meu censo também pesa locais onde ruas foram abertas e lotes vendidos, e um grupo difícil de computar, dos condomínios "de gaveta", que não abriram ruas, mas cercaram áreas públicas e têm lotes sendo vendidos”, ressaltou o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.

Uma grande festa








Marketing: quadrinhos veiculados na edição de novembro da revista Wimóveis. Clique e confira em tamanho maior.

O mercado imobiliário “candango” é o segundo do país, atrás de São Paulo. O último salão de imóveis em Brasília vendeu cerca de 181 milhões de reais em três dias, podendo chegar a 227 milhões pós-salão para 733 unidades e total de 407 milhões até dezembro. Entre os cerca de dez mil imóveis ofertados, os valores variavam de 55 mil a 4 milhões de reais. Há quitinetes no Plano Piloto ofertadas por meio milhão de reais. Um “leque extramamente democrático das ofertas”, comentaram representantes do setor.

Na capital federal e entorno, é possível encontrar condomínios e prédios nomeados como Montparnasse, Ilhabela, Real Paris, Ilhas Maurício, Península e até Super Quadra Atlântica, onde será instalada uma piscina de água salgada ladeada por torres espelhadas, na região já batizada como “Barra da Tijuca do Planalto”. “Brasília está cada vez mais parecida com Dubai, nos Emirados Árabes, totalmente deslocada do ambiente onde está, no Cerrado”, disse Paulo Fiúza, do movimento Cerrado Vivo.

Dados da Terracap mostram que, em dez anos, os valores dos imóveis subiram 1.120% no bairro Sudoeste e 800% em Águas Claras, nesse último principalmente a partir de 2000, quando ali instalaram o metrô. Um investimento e tanto. Já no bairro Noroeste está o metro quadrado mais caro do país, onde apartamentos topsão vendidos por até dois milhões de reais, enquanto que nos lagos Sul e Norte, residências de alta classe passam facilmente dos três milhões de reais. Custa caro viver na capital do Brasil.

Atuando há mais de trinta anos no mercado, a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários pertence ao ex-corretor, senador e vice-governador do DF Paulo Octávio. A empresa já construiu e entregou mais de 40 mil unidades residenciais e comerciais na região.

À frente da Fundação Sustentabilidade e Desenvolvimento - FSD, Mônica Veríssimo questiona esse modelo excludente. “Oitenta porcento da demanda habitacional no Distrito Federal é para classe baixa, empurrada para cada vez mais longe da região central”, reclama. Conforme ela, a autonomia das “regiões administrativas”, onde estão as cidades-satélites, abriu as portas ao descontrole sobre a densidade de habitantes e fluxo de carros. “A grande especulação imobiliária pode acabar com o Distrito Federal, pois não há demanda real para moradias com esse valor”, disse.

De acordo com Flósculo, da UnB, um histórico de corrupção e autoritarismo gerou na capital federal um boomimobiliário no pior estilo chinês. “Aqui temos especulação em forma quase pura, com grupos locais e do Sudeste investindo em Brasília para ter lastro para novos investimentos. Esse caso único de território e população corrompidos não é normal ou aceitável, merecia uma CPI”, disse. “É uma pena ver cidade entregue à prostituição imobiliária, quando de início havia planos para abrigar milhões de pessoas de forma democrática e com qualidade de vida”, ressaltou. “Se essa festa continuar, os efeitos serão nefastos para o meio ambiente e vida da população e, no futuro, os mesmos grupos que hoje lucram vão lucrar de novo com a recuperação dos estragos”.

Conceitos e limites








Frederico Flósculo: "Brasília é um mar de lama a mil metros de altitude". Foto: Aldem Bourscheit


Conforme Frederico Flósculo, o modelo de “cidades-parque” copiado no cinquentão Distrito Federal funciona em países como Inglaterra e Estados Unidos porque lá não foi permitida tamanha concentração urbana. Washington, capital norte-americana com 220 anos, tem menos de seiscentos mil moradores. “Seu entorno é estruturado em pequenas cidades onde há empregos, bom nível de renda e qualidade de vida. Aqui não. Aqui onde mora o rei se concentram os privilégios”, comentou.

Segundo o arquiteto e urbanista, o pai de todos os planos de ordenamento da região foi elaborado pelos militares e observou os limites de suprimento de água para estimar uma população distrital máxima de 2,5 milhões de habitantes. Patamar ultrapassado em 2008, e há mais de um milhão de moradores em seu entorno imediato. Flósculo comenta que o projeto urbanístico em curso atua com “estratificação de classes sociais”. “Aqui não há uma base econômica produtiva, apenas um bolha imobiliário abastecido por uma classe de servidores públicos com renda paga por contribuintes de todo o país. A população distrital é maior que a de Porto Alegre ou Curitiba, mas não temos povo. Temos monopólios especulativos crescendo em várias áreas à sombra do poder público”, avaliou.

Dados divulgados esta semana sobre o Produto Interno Bruto dos municípios em 2007 mostram que Brasília responde por 3,8% da renda gerada no país, figurando em terceiro lugar no ranking com 99,9 bilhões de reais, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo. E dessa fatia, 53,8% são gerados diretamente pela administração pública, que inclui salários de servidores, gastos com educação, saúde e segurança pública.

O projeto original de Águas Claras, por exemplo, apontava prédios com menos de dez andares. Hoje, arranham quase 30 pisos. Há 160 edifícios em construção e outros 150 a serem erguidos na cidade . Só em sua porção “vertical” vivem 70 mil pessoas, a maioria funcionários públicos não abastados o suficiente para encarar os preços do Plano Piloto. “Hoje, se todas as pessoas saírem de casa com seus carros ao mesmo tempo, não cabem nas ruas”, comentou Aldo Paviani. E as projeções oficiais são para 150 mil moradores na porção central e até 250 mil no entorno. O metro quadrado construído custa ali cerca de cinco mil reais, enquanto que no Plano Piloto giram em torno de dez mil reais. “O metrô não comporta a demanda e alargar ruas e construir viadutos apenas privilegia o uso do automóvel”, ressaltou o geógrafo.

Mônica Veríssimo diz que o maior pecado da ocupação do território no Distrito Federal é não inserir a variável ambiental sem seu planejamento. Segundo ela, água também serve para manter a integridade de rios e córregos que abastecem populações e animais. Um levantamento da entidade feito em 1998 mostrou que a maioria dos mananciais no Distrito Federal já estava comprometida por poluição e uso excessivo. “De lá para cá a situação só piorou, porque a quantidade de esgotos lançados é maior que a de tratamento. Os rios têm que ter vida, não podem ser um Tietê. O crescimento urbano deveria pesar se há capacidade para desenvolvimento, que hoje está descolado dos limites ambientais”, ressaltou. O governo distrital já planeja usar água do Lago Paranoá para abastecimento público, fonte já aproveitada para geração de energia.

A presidente da FSD também reclama da extinção dos “planos diretores locais” de urbanização pelo atual governo, que ampliou em 20% as áreas urbanas no Distrito Federal em relação às normas de 1997 para permitir novos loteamentos. “Abriram as porteiras para grupos econômicos construirem o que quisessem e onde quisessem, à revelia das condições ambientais e sem consultar a população”, disse. Segundo ela, a manobra pode perpetuar a ação de empreiteiras por três décadas ou mais.

As ligações perigosas entre governo, empreiteiras e empresários estão na mira do Ministério Público no DF, que ajuizou ação judicial contra o atual Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. Para a promotoria, o plano viola a Lei Orgânica do DF, pela qual “as terras públicas, consideradas de interesse para a proteção ambiental, não poderão ser transferidas a particulares, a qualquer título”. “Seu embasamento ambiental é nulo, criminoso. A história foi desmascarada, mas agora precisamos reverter esse processo antes que tudo se torne 100% urbano”, ressaltou Veríssimo.

Caminhos a seguir








Verde em baixa, urbanização de Brasília em 1973 e em 2001. Imagem: Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas

Para a presidente da FSD, as soluções passam por parar imediatamente a aplicação do plano de ordenamento terrotorial e repensar o Distrito Federal de forma democrática e temperada com os limites ambientais. “Primeiro, pára tudo, inclusive porque o plano de ordenamento se mostrou vendido aos interesses das empreiteiras”, disse. Leia aqui um parecer da FSD sobre o plano diretor.

Em seguida, recomenda, será preciso reavaliar o tamanho da mancha urbana projetada no plano, desproporcional às necessidades reais da capital, concentrar desenvolvimento aproveitando espaços nos núcleos urbanos consolidados, mas “sem criar novas São Paulo”, e ampliar a oferta de transporte público. “Bastam dois quintos das áreas previstas para desenvolvimento no plano atual, não a enorme mancha urbana aprovada por este governo”, ressaltou.

“A capital também precisa descentralizar a oferta de empregos, para reduzir o fluxo diária de veículos. A frota de ônibus, metrô e os horários de circulação não condizem com o tamanho e necessidades da população”, lembrou Aldo Paviani.

Frederico Flósculo pontua que a capital brasileira tem três opções para seu futuro: adentrar o caos e se tornar algo semelhante à Cidade do México, com mais de oito milhões de habitantes, estratificação social aprofundada, elevados índices de violência e impactos profundos no meio ambiente e qualidade de vida da população; introjetar o modelo de Washington e horizontalizar o desenvolvimento econômico e crescimento urbano em uma região com cerca de 100 municípios goianos, mineiros e baianos; ou ainda retomar os preceitos originais pensados para uma cidade integrada à natureza, poupadora de recursos naturais e associada a uma população empoderada, organizada em prefeituras comunitárias que definem o uso dos espaços públicos.

Segundo ele, tornar os rumos da urbanização mais positivos também depende da eliminação da corrupção entranhada no Distrito Federal. Mas tudo depende da pizza à brasileira que costuma ser oferecida entre o Natal e o Carnaval. “Nas mãos dos predadores políticos e da especulação imobiliária, será impossível reverter esse processo. Hoje o Distrito Federal é um mar de lama a mil metros de altitude”, disse.

- Música de Natal: Faroeste Caboclo. Legião Urbana.




E João aceitou 
sua proposta
E num ônibus entrou no
Planalto Central
Ele ficou bestificado
com a cidade
Saindo da rodoviária,
viu as luzes de Natal


"Meu Deus, 
mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu 
começo a trabalhar"
Cortar madeira, 
aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês
em Taguatinga

"Meu Deus, mas que cidade linda..."

- Eu acho a Esplanada dos Ministérios linda, linda, linda. Mas também acho um abuso o que se gasta de energia e lâmpadas pra fazer a decoração de Natal.
- Entretanto, nesse ano, confesso, um passeio especial por lá deixou tudo mágico... 
- O Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, postou uma foto dessas luzes brasilienses no twitter. Eu tinha que postar aqui a imagem que ele divulgou. 
- A vida é isso. O que dá sentido a tudo não é nada mais, nada menos que o olhar da gente.

@mauriciodesousa 
  http://twitpic.com/u31xg - na esplanada dos ministérios, em brasilia, as luzes do natal...




- Lago Norte. Dia 15 de dezembro. Final do dia.

- Depois de apararem a grama do confortável bairro Lago Norte, em Brasília, trabalhadores tiram suas roupas da lida em plena rua, enquanto um caminhão os aguarda para levá-los de volta.



- Um ano depois, a dor continua para parentes de vítimas de trânsito.





Passar pela Quadra 5 do Park Way, na rua que dá acesso ao Setor Arniqueiras, causa uma sensação de tristeza e revolta para a família da veterinária Rosane D’aqui, 54 anos. Há exatamente um ano, o caçula Paulo Henrique D’aqui Velloso, 22, foi atropelado no local ao voltar para casa, perto da meia-noite. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro(1). O corpo de Paulo ficou no local por quatro horas até ser avistado por um entregador de jornal. Naquela época, Rosane montou uma força-tarefa para encontrar o motorista foragido: distribuiu panfletos na região e colocou faixas em volta da pista. Quase um mês depois, o técnico em informática Nemésio da Rocha Fonseca Júnior, 46, se apresentou à 21ª Delegacia (Taguatinga). Ontem, ao completar um ano da tragédia, as faixas voltaram ao local. Desta vez, pedindo punição ao responsável, que está livre, à espera do julgamento. 

Vestindo blusa branca com um pequeno laço azul — cor favorita de Paulo —, Rosane se emociona ao lembrar do acidente. Ela não conseguiu trabalhar durante o dia de ontem. Ao fim da tarde, participou de uma celebração ecumênica na Legião da Boa Vontade (LBV), cercada de familiares e amigos próximos ao rapaz. “Tem um orelhão aqui perto, um posto policial também. Por que o motorista não avisou à polícia ou aos bombeiros, mesmo sem se identificar? Quanto tempo será que meu filho demorou para morrer? Ele deve ter sentido muita dor. A negligência é um crime muito grave, na minha opinião”, desabafou. Em 2008, outro filho de Rosane também sofreu um acidente de carro. “Mas dele eu pude cuidar.” 


 - ()
Chovia muito na noite do atropelamento. Paulo havia cumprido todas as tarefas do dia e voltava de ônibus para casa. Pela manhã, o jovem cursava o primeiro semestre do curso de administração em uma faculdade de Taguatinga. De lá, seguia para o escritório de advocacia onde trabalhava como auxiliar administrativo. Em 10 de dezembro do ano passado, Paulo ainda ligou para a mãe por volta das 23h30, avisando-a que estava a caminho de casa. A mãe não poderia buscar o filho na parada de ônibus, como fazia em dias de chuva, porque estava na casa de uma amiga no Plano Piloto. O ponto de desembarque do transporte público fica na Estrada Parque Vicente Pires, que liga a EPTG ao Núcleo Bandeirante. Dali, Paulo andaria cerca de 1,5 km até a residência em uma rua iluminada, mas sem acostamento ou calçada.

Ao chegar em casa, Rosane viu que o filho não estava lá e ficou preocupada. Depois de vários telefonemas sem resposta, os outros filhos saíram em busca do irmão. Passaram pelo local do acidente, mas não viram o corpo de Paulo, que estava no meio do mato, próximo à cesta de lixo da entrada de um condomínio. Quando o jornaleiro avisou à polícia, a família ficou dilacerada.

Falta de visibilidade 
Sem testemunhas, a única pista material era o retrovisor direito do carro encontrado no local. A perícia da Polícia Civil identificou que a peça pertencia a um Corsa Wind verde. Em 8 de janeiro deste ano, Nemésio da Rocha Fonseca Júnior se apresentou à polícia. Segundo a investigação, o motorista teria alegado falta de visibilidade por causa da chuva. E, depois da colisão, teria ido até a casa de um parente, onde tomou remédio para se acalmar.

Morador de Arniqueiras, Nemésio foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e pode pegar até três anos de detenção. Mas há um agravante: como ele fugiu sem prestar socorro, a pena pode aumentar em um terço ou até a metade. Como é réu primário e colaborou com a apuração policial ao se apresentar voluntariamente, Nemésio — que não foi encontrado ontem para dar entrevista — se livrou da prisão preventiva. Ou seja: ele aguarda o julgamento em liberdade. Daí parte a indignação da família de Paulo. As faixas com frases de dor voltaram ao local do atropelamento: “Saudades! Aqui, o abandono do rapaz atropelado há um ano. Pedestre, cuidado! O motorista continua dirigindo”. A família, agora, exige que a morte de Paulo não fique impune.


No Código 
Classifica-se como omissão de socorro, de acordo com o artigo 135 do Código Penal, deixar de prestar assistência — quando possível fazê-lo sem risco pessoal — a criança abandonada ou extraviada e a pessoa inválida, ferida, desamparada ou em iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública. A pena prevista varia de um a seis meses de detenção, ou multa. Mas a punição pode ser aumentada se a lesão for grave ou em casos de morte.

Criança em estado grave
Uma menina de 3 anos foi atropelada ontem em Vicente Pires e está gravemente ferida. Ela atravessava sozinha a Rua 5, quando foi atingida pelo Logus, de placa KAW 4756 (DF) conduzido por Thiago Alves Rodrigues, 21. Por volta das 15h, os pais da criança, Gustavo Leal, 22, e Catilene Venâncio (idade não informada), estavam um de cada lado a pista — ele à direita, ela à esquerda. A menina Ana Luíza, que segurava a mão da mãe, se soltou e correu em direção ao pai.

Após o choque, a vítima foi atendida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, em seguida, transportada de helicóptero para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Exames constataram traumatismo craniano, e a garota segue internada.

Testemunha do acidente, Marcos Carvalho, 33, contou que o motorista do carro freou três vezes antes do atropelamento. Segundo Marcos, a garota se assustou com a primeira brecada, enquanto atravessava e tentou se afastar do veículo, sem sucesso. O condutor estava acompanhado do irmão de 14 anos no carro.

À polícia, Thiago Rodrigues alegou que o pai chamou a filha para o outro lado e ela teria atravessado sem olhar os veículos da pista. “Ele chamou a criança e mãe não segurou a mão dela”, disse. De acordo com o delegado-adjunto da 38ª DP (Vicente Pires), Tamis Queiroz, “o motorista alega que vinha em velocidade moderada”. Os resultados da perícia devem revelar a velocidade do carro na via, de até 50km/h. Os pneus imprimiram marcas de frenagem por 35m da pista, segundo peritos. Thiago deve ser indiciado por lesão corporal grave ou, caso Ana Luíza não resista aos ferimentos, por homicídio culposo (sem intenção de matar).

- É um pássaro? É um avião? NÃO! É O PHOTOMAN!

- Uma das criaturas mais incríveis do DF é o Photoman.Visite o blog dele.
http://the-photoman.blogspot.com/


- Mulher que caiu em bueiro será indenizada por GDF e Píer 21.

Fonte Dzai

O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Píer 21 foram condenados a indenizar em mais de R$ 15 mil uma mulher que se acidentou na calçada próxima ao estacionamento do shopping. De acordo com a ação, no dia 18 de dezembro de 2001 a consumidora caminhava à noite, em direção ao carro, no estacionamento do Píer 21. Na calçada havia um bueiro com a tampa quebrada.

No depoimento à justiça, a mulher contou que, como estava escuro e sem qualquer sinalização, caiu no bueiro e machucou a perna direita. Os ferimentos a impediram de se locomover por 45 dias, o que a obrigou a se afastar das aulas e do trabalho. Além disso, a consumidora precisou se submeter a várias cirurgias que a deixaram com uma grande cicatriz na lateral da coxa direita. Ela pediu indenização por danos morais, materiais e estéticos.

Em defesa, o GDF considerou que cabia ao shopping fazer a manutenção da área adjacente ao estacionamento. Já o Píer 21 afirmou que o acidente ocorreu fora de suas dependências, em estacionamento público, e que por isso não era responsável pela área.

No entanto, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF não acolheu os argumentos dos acusados. Para ele, ambos foram omissos no dever de executar a manutenção e conservação dos passeios de pedestres, garantindo a mobilidade e acessibilidade para todos os usuários. Segundo o magistrado, o GDF deveria fiscalizar e zelar pela manutenção de calçadas — “seja por razões de ordem urbanística ou de outra qualquer”. Em relação ao shopping, o juiz afirmou que a construção e conservação de calçadas são impostas aos proprietários de imóveis pelas regras que regulam a urbanização das cidades.

Inconformados, o GDF e o Píer 21 recorreram da decisão. Porém, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a sentença, aumentando o valor da indenização por danos morais de R$ 5 mil para R$ 10 mil. O TJDFT também condenou ambos a desembolsarem R$ 150, por danos materiais — relativos às despesas com medicamentos (efetivamente comprovadas) —, e mais R$ 5 mil por danos estéticos, por conta da cicatriz na perna da consumidora.

- Do Twitter.

@cortezrafa to no hotel mais antigo de Brasilia, que foi projetado pelo Niemeyer... E tenho certeza que eu vi o espírito do JK no hall c/ umas correntes

@cortezrafa a euforia com o hotel em Brasilia já acabou. Volto a ter a triste constatação dessa cidade qdo estou aqui: não gosto de Brasilia...

@mrrobinson2 @cortezarafa Brasilia:reta,projetada, fria,seca,clara,louca,cheia de arte. Please,não a limite em políticos corruptos (tds d outros estados).

- Tem fog no cerrado.

- Este é o Genaro Jazz Burguer Café que fica na 114 Norte.
- É virado para a quadra residencial, na esquina do bloco A, se é que dá pra imaginar uma esquina em Brasília. 
- Uma idéia que veio de Londres, cidade onde o dono, que tem o mesmo nome, Genaro, conhece bem.
- A trilha, as opções e os preços são great.
- Dica: Jamaica Jazz Chicken, 19 reais. Peito de frango temperado com pimenta jamaicana, queijo de cabra gratinado e chutney de frango. A taça de vinho do Concha y Toro sai por 8 reais.
- Nenhuma palavra aqui no blog poderá traduzir a experiência de descobrir esse cantinho na capital do Brasil.
- TEM QUE IR LÁ!
- O Genaro pede companhia bacana. "Alguém" ou amigos que tenham cabeça aberta e curtam as coisas boas, simples e descoladas da vida.

 







Para saber mais sobre menu, preços e a história do lugar:

clique aqui

e também aqui.

- Circo que esteve em Brasília na época da inauguração retorna à cidade.

Clique aqui 

- A foto famosa de Raymond Frajmund: os embaixadores da Noruega e da Austrália com seus secretários, na L2 Sul, a caminho da embaixada, em 7 de junho de 1960.

A foto famosa: os embaixadores da Noruega e da Austrália com seus secretários, na L2 Sul, a caminho da embaixada, em 7 de junho de 1960 - (Raymond Frajmund/Divulgação)

- 50 BRAVOS CANDANGOS - Do holocausto à esperança. Prisioneiro do mais terrível campo de concentração, Raymond Frajmund fugiu durante a Marcha da Morte. Reencontrou a família, mas, desiludido com a Europa, veio para o Brasil em 1953 e, desde 1960, vive em Brasília.

.
.
Conceição Freitas
Correio 28/11/2009
 
Ele tem 82 anos e uma tatuagem no antebraço esquerdo: o número 133381 escrito em azul. Era sua identidade em Auschwitz, campo de concentração e extermínio que se tornou símbolo de um dos mais terríveis episódios da história da humanidade. Judeu, nascido na Polônia, criado na Bélgica, Raymond Frajmund é um bravo candango. Dos 15 aos 17 anos, foi prisioneiro das tropas de Hitler. Vive no Brasil desde 1953 e em Brasília desde 1º de junho de 1960.



"Num mundo que se destruía, aqui havia o que construir. Era uma cidade só com futuro, sem passado. Brasília era um lugar fora do perigo e das turbulências. Aqui era possível ser útil, ser necessário, ajudar"
Para entender o que a nova capital representou para este sobrevivente do holocausto, é preciso voltar ao lugar e ao tempo do horror. Raymond, que no Brasil virou Reimôn, vivia com os pais e a irmã em Bruxelas, na Bélgica. A irmã morreu em um bombardeio, durante a invasão alemã em 1940. Com identidade falsa, pais e filho esconderam-se em um apartamento na periferia da cidade até que, em 1942, Raymond foi preso em uma blitz e levado para Auschwitz, no Transporte 21, com outros 1.552 prisioneiros. Desses, 1.475 foram mortos logo que chegaram ao campo de concentração. Quando a guerra acabou, só 40 estavam vivos, entre os quais um único adolescente.

Foram dois anos de trabalhos forçados, ração de 200 calorias por dia e medo de ser o próximo a ir para a câmara de gás. Às vésperas da libertação dos prisioneiros de Auschwitz pelo exército russo, os alemães retiraram 4 mil presos e forçaram-lhes a uma longa caminhada, sob um frio de 20º abaixo de zero, durante vários dias. Raymond estava entre eles. No primeiro dia de fuga, os carrascos distribuíram a cada prisioneiro um pão de aproximadamente um quilo. Era tudo o que comeriam durante a Marcha da Morte, como ficou conhecida.

Numa das paradas, para recolher mais prisioneiros, o adolescente conseguiu fugir. “Não queria mais continuar daquele jeito. Queria morrer ou ser livre”. Raymond escondeu-se num barraco abandonado, dormiu no terceiro andar de um beliche e, quando acordou, encontrou outros fugitivos. Estava pesando 35 kg distribuídos em 1,70m. Dias depois, uma tropa de soldados russos encontrou aquele grupo de sobreviventes do holocausto e deixou-os partir. Estavam livres.

Depois de quatro meses de caminhada (a guerra continuava), Raymond finalmente chegou em casa, em Bruxelas. Reencontrou os pais, mas o filho não era mais o mesmo. Passado algum tempo, teve uma conversa com o pai: “Já trabalhei para o resto da minha vida, não vou trabalhar mais, não quero entrar nesse sistema. Não quero participar dessa farsa. Posso viver com um copo d’água e um pedaço de pão”. O polonês havia virado hippie antes mesmo de o movimento paz & amor se espalhar pelo mundo. O ex-prisioneiro do nazismo estava “p. da vida com a Europa, a Europa que nos massacrou. Estava realmente em divórcio com ela.”

Numa noite do ano de 1952, portanto, seis anos depois do fim da guerra, Raymond assistia a um concerto de música erudita do brasileiro Eleazar de Carvalho (1919-1996) em Bruxelas. Acostumado aos velhos maestros de longa cabeleira branca, ele estranhou a juventude do brasileiro a quem via de costas. Mais ainda quando ele começou a dançar ao ritmo da música. “Nunca havia visto um chefe de orquestra tão bonito, tão elegante, tão gracioso e tão jovem. Isso me tocou muito e eu me disse, naquele dia: ‘Preciso conhecer esse país’”. Até aquele concerto, Raymond nunca havia ouvido falar de um lugar chamado Brasil. No ano seguinte, o polonês irado com a Europa desembarcava no país do maestro dançarino.

Vida de fotógrafo

Três anos depois, estava casado com Rose, brasileira filha de



diplomatas franceses, artista plástica que ficara no país porque havia se apaixonado por um francês criado na Polônia, meio largado, meio zangado, muito desiludido e muito divertido. Raymond frequentava o meio cultural paulistano e foi nele que conheceu o jornalista Claudio Abramo, um dos mais importantes do país. Abramo estava com um problema: precisava enviar profissionais para a sucursal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo, mas ninguém queria vir.

Raymond veio para ficar um ou dois meses. Nunca mais saiu. Uma semana depois de chegar, fez uma das fotos mais conhecidas da nova capital: a dos homens de fraque atravessando o cerrado bravio. A foto faz parte do acervo do Itamaraty. Eram os embaixadores da Noruega e da Austrália e dois secretários caminhando na L 2 Sul para a inauguração da primeira embaixada em Brasília, em 7 de junho de 1960. A partir de então, o jornal claramente contrário à mudança da capital passou a publicar diariamente “umas cinco fotos” sobre a cidade.

O jornal não havia mudado sua postura editorial. As fotos é que revelavam, sob o olhar de Raymond, o que de extraordinário acontecia no Planalto Central. “Depois de um mês, eu já me divertia muito. Era ótimo. Brasília era um encanto, uma aventura. Eu dormia num anexo do Brasília Palace Hotel. Acordava todas as manhãs com uma camada de dois milímetros de poeira sobre o lençol, o equipamento, tudo”. Dois meses depois, trouxe a mulher, Rose, para conhecer a capital moderna. Se ele havia gostado, ela se apaixonou: “Era um céu fascinante, um horizonte incrível”, diz ela, hoje, aos 78 anos, com os olhos faiscantes.

A cidade havia sido inaugurada dois meses antes, mas o ritmo ainda era de construção. “As máquinas trabalhavam dia e noite”. Pela primeira vez, Raymond teve a sensação “de participar de algo bonito, grandioso, livre.” O aventureiro que queria arrancar de si suas raízes com a Europa, que não queria se fixar em nenhum outro chão, teve pela primeira vez vontade de ter um filho e um pedaço de terra — vermelha, no caso. “Foi uma coisa muito forte. Tive a impressão de ter achado um porto seguro, um porto tranquilo, onde eu podia pensar, criar uma família”. Algum tempo depois, Raymond percebeu que quando veio para Brasília estava “à procura inconsciente de raízes.”

Enquanto a Europa tentava se recuperar de uma guerra que dizimou cidades inteiras e matou 50 milhões de pessoas, dos quais 6 milhões de judeus, o Brasil inventava uma nova cidade. “Num mundo que se destruía, aqui havia o que construir. Era uma cidade só com futuro, sem passado. Eu ainda estava machucado pela guerra. Brasília era um lugar fora do perigo e das turbulências. Aqui era possível ser útil, ser necessário, ajudar”.




Logo vieram as decepções. “Tudo o que a gente sonhava, imaginava, a ideia inicial de fazer uma cidade socialista num país capitalista foi uma utopia que não se realizou, se desfez pela cobiça do ser humano”. Quando veio o golpe militar, o ex-prisioneiro quis ir embora de Brasília e do Brasil. No dia da invasão da Universidade de Brasília, em agosto de 1968, o fotógrafo do Estadão chegou em casa vomitando. Recusava-se a aceitar o terror novamente. Dois anos depois, deixou o fotojornalismo e virou empresário.

“Brasília me deu um chão”, ele confere — 49 anos, dois filhos (Patricia e Jean-Claude) e três netos (Leon-Aaron, Chloe e João Maurício) depois. E guarda fortes lembranças, como a de ter sido o primeiro morador da SQS 305. “Uma quadra inteira pra mim, pude escolher o apartamento que eu queria. Escolhi um no terceiro andar, com o sol no nascente e perto de um posto de gasolina. Era pra ouvir algum barulho. Aqui era muito silêncio”. Mais significativa ainda é a presença de um importante personagem na vida de Raymond Frajmund: “Juscelino Kubitschek era um homem extraordinário. A sombra dele caía sobre a cidade. Adorávamos ele, ele representava o grande pai. Ele nos protegia.”

- Despesas com lazer na capital federal ficam cada vez mais elevadas.

Desde janeiro, ir à boate encareceu 9,46% e jantar fora subiu 4,41%. Preços superam a inflação

Mariana Flores
28/11/2009 
Correio
 

Acostumados a amargar preços e reajustes superiores aos de outras cidades brasileiras, os brasilienses também pagam caro na hora da diversão. O oneroso lazer da capital do país está subindo mais do que a inflação. Um levantamento feito pelo Correio em dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)(2), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que de 14 produtos e serviços ligados ao divertimento, nove tiveram reajustes superiores à variação média de preços na cidade. O IPCA subiu 3,29%, de janeiro a outubro deste ano, mas as boates da cidade estão cobrando 9,46% mais. Assistir a um jogo esportivo está 10,43% mais caro. Os consumidores de lazer sentem no bolso os preços amargos. O valor de um ingresso para um show musical pode chegar a R$ 400. Não são raras as festas que cobram mais de R$ 100 pela entrada.

Cristina Müller reclama e afirma que, em Brasília, tudo é mais caro - (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 20/11/09)
Cristina Müller reclama e afirma que, em Brasília, tudo é mais caro
 
A renda elevada(1) ajuda a explicar os valores, segundo economistas. “Quanto mais dinheiro uma pessoa tem, mais ela gasta com lazer. Primeiro, a pessoa consome o que é necessário à sobrevivência. Se ganha pouco, o consumo de lazer é pequeno. Quando o peso com a sobrevivência é menor, pode gastar mais para se divertir”, afirma o professor do Departamento de Economia da Universidade Católica de Brasília (UCB) José Carneiro da Cunha. “Conhecendo essa disponibilidade de recursos, os empresários cobram mais caro, porque sabem que há mercado”, completa.

Os aumentos foram generalizados em todo o país. Dos 14 itens, 10 tiveram variações maiores na média nacional do que no Distrito Federal. Mas, de qualquer forma, os preços brasilienses continuam bem superiores aos de outras capitais, segundo os consumidores. A carioca Cristina Müller, 51 anos, se espanta com os preços cobrados em Brasília quando comparados aos da cidade em que nasceu. “Aqui é tudo muito mais caro. Seja o chope, a peça de teatro ou o show de música”, afirma. Ela conta que tem saído menos de casa. Apesar de gostar de se reunir com os amigos para conversar e tomar uma cervejinha, deixou de frequentar alguns lugares por causa do valor final da conta. “Se parar para pensar no preço do chope, você não toma nenhum. Em alguns estabelecimentos, o valor chega a R$ 5, R$ 6 e até R$ 7”, reclama.

O excesso de carteiras de meia-entrada em posse dos brasilienses ajuda a fomentar os preços altos, critica o economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Onde se tem renda mais elevada se tem a possibilidade de cobrar preços elevados. Mas um agravante é o fato de em Brasília todo mundo ter carteira de estudante. Os empresários aumentam os preços dos ingressos de meia-entrada, que, na verdade, hoje equivalem aos preços que seriam cobrados pela inteira. E aí, quem não tem carteira, acaba pagando o dobro do preço que seria real”, afirma.

1- Bons salários
O rendimento do brasiliense é o mais alto do país. Em 2008, o salário médio era de R$ 2.117, mais do que o dobro da média nacional, R$ 1.036. A segunda colocada no ranking, São Paulo, tem um salário médio de R$ 1.290, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

2- Levantamento
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é levantado mensalmente pelo IBGE entre as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e 40 salários mínimos. Os dados são coletados em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, em concessionárias de serviços públicos e em domicílios.

Boêmios lamentam
 
Os boêmios são os que mais sofrem com os reajustes. As boates, danceterias e discotecas ficaram 9,46% mais caras em 2009. Jantar em um restaurante está 4,41% mais oneroso desde janeiro. A cerveja subiu 3,01%. O cigarro, 26,62%. Em contrapartida, o preço da entrada de cinema caiu 1,56%, e alugar uma fita de DVD está 5% mais barato. “As pessoas devem substituir: se o bar ficou muito mais caro, podem fazer reuniões e jantares em casa”, orienta Carneiro da Cunha.

Para a classe de renda mais baixa, a saída é o lazer gratuito. “Em algumas cidades, há campos de futebol, além disso, nesses casos, o lazer de fim de semana é a visita a vizinhos e a amigos. É comum que as pessoas fiquem batendo papo na porta de casa, como em cidades do interior. Em outras localidades há praia, que é uma opção para a baixa renda”, afirma Carneiro da Cunha.

PALAVRA DO ESPECIALISTA
 
Renda alta estimula gasto
 
"Os preços sobem acima da inflação porque os brasilienses têm maior disponibilidade para gastar com itens de lazer. À medida que a renda se eleva e você tem uma sofisticação do consumo, a pessoa começa a gastar mais com itens ligados à cultura, à arte ou a lazer. Como em Brasília temos mais pessoas com renda elevada, é normal que os preços sejam mais elevados."
Roberto Piscitelli, economista e professor da UnB

Enquanto isso, andando pelo Naturetto da 403 sul...


@ mrrobinson2  
RISCO DE VIDA NO "NATURETO FAMILIA" 403 Sul! Acabei de encontrar um pedaço de metal de 2,5cm com 3 pontas na pizza! Não há gerente.

@ mrrobinson2  
O "encarregado de equipe" diz q não vai se responsabilizar! Disse q não tem gerente! Kkk.

@ mrrobinson2  
O 190 pediu pra ligar pro 196 (civil) q disse q é so no Procon, na Secon e na ANVISA. Mas ninguém faz BO em flagrante. Será negligencia?

@ mrrobinson2 
Aguardo p entrar com processo na ANVISA, SECON e PROCON contra o NATURETO-403S. Sinto-me humilhado por esse resteurante.

@ mrrobinson2 
Pra piorar a situação, foi no prato de uma amiga-irmã minha que fez redução de estômago! O nome dela é Nylcian Isaac. 


do Twitter. 

Prioridade para o automóvel em relação ao pedestre precisa mudar.

25/11/09
do blog da Raquel Rolnik


- Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.


Os tempos semafóricos são insuficientes para pedestres em São Paulo. É uma questão simples, mas muito importante para a qualidade de vida daqueles que se deslocam a pé na cidade, que são quase 40% do total dos deslocamentos na região metropolitana.

Em alguns cruzamentos, o semáforo fica verde durante vários minutos seguidos para o carro e apenas 20 segundos para o pedestre. Para uma pessoa cruzar duas vezes, como é o caso de alguns locais, o tempo gasto é desproporcional. Isso mostra claramente a priorização para o automóvel em relação ao pedestre na nossa cidade, que precisa mudar.

A CET tem um serviço para que o pedestre possa fazer uma reclamação desse tipo, que é o número 118. Mas, ao fazer essa reclamação, alguém te ouve, registra e depois você fica sem saber o que aconteceu com a sua demanda, para onde foi e quanto tempo vai demorar para ser atendida. Ou seja, você não consegue acompanhar o processo a partir do momento da sua reclamação. Isso ocorro em vários serviços da prefeitura que montaram call center para receber reclamações de ouvintes, mas não têm um sistema de acompanhamento e gerenciamento dessa reclamação.

Como o Luis Megale lembrou na BandNews, a cidade de Londres adotou em um cruzamento importante uma faixa em X para pedestres. Por exemplo, no cruzamento da Paulista com a Brigadeiro, em determinado momento fechariam as duas vias para que os pedestres pudessem atravessar paralelamente ou em X, na diagonal.

Em São Paulo isso seria uma solução técnica possível, porque quando o pedestre tem que fazer o X, atravessar para o outro lado, fazer os dois cruzamentos, ele é obrigado a passar, esperar o sinal abrir para o outro lado e de novo passar. Acaba demorando muito tempo, principalmente nos cruzamentos mais movimentados, como é o caso da Paulista com a Brigadeiro.

A faixa em X pode ser uma alternativa e implicaria em uma mudança no comportamento dos carros e dos pedestres, porque não é só o motorista que deve aprender, os pedestres também devem. É uma solução adequada, mas o mais importante é seu objetivo: fazer com que o pedestre comece a ser priorizado na cidade de São Paulo.

- Simone de Beauvoir em 1960:

“À noite, enfim, chegamos a Brasília. Uma maquete em tamanho natural. Essa falta de humanidade salta logo aos olhos… Só se pode circular de automóvel… A rua, esse lugar de encontro entre moradores e turistas, lojas e residências, sempre imprevista – a rua, tão cativante em Chicago como no Rio, por vezes deserta e sonhadora, mas cujo silêncio é vivo. A rua, em Brasília, não existe nem existirá.” 
* Do comentário que o maravilhoso blog Dores Capitais deixou aqui e que virou post 


Sobre a viagem de Sartre e Simone pelo Brasil, tem mais aqui 




1960 - Em agosto, Simone e Sartre visitam o Brasil, durante dois meses. O convite havia sido feito por Jorge Amado e alguns intelectuais brasileiros, interessados na revolução cubana e em mostrar ao casal o que era um país subdesenvolvido. Beauvoir e Sartre viajam pelo Brasil cobrindo doze mil quilômetros, tendo Jorge Amado como guia. No Rio de Janeiro, Simone faz uma conferência sobre a condição da mulher, enquanto Sartre fala sobre Cuba e a Argélia para salas repletas. Beauvoir e ele formam aos olhos de todos um bloco intelectual indivisível. Em Brasília, eles são recebidos pelo presidente Kubitschek. Em São Paulo fazem uma conferência para a imprensa e concedem uma entrevista para a TV. O casal é abordado na rua, sobretudo pelos jovens, e suas fotografias podem ser vistas em todos os lugares. Quando se preparavam para voltar, Lanzmann os avisa que em nenhuma hipótese eles deveriam pousar em Paris: Sartre estava ameaçado de morte, e Beauvoir também corria risco — tudo em virtude do Manifesto dos 121, e também pelo artigo sobre Djamila Boupacha. Os dois mudam o vôo para Barcelona, e voltam a Paris por estradas secundárias. 

- Dia 1 de dezembro. Atravesse o Eixão às 6 horas da tarde para encontrar a Noélia.



TRAVESSIA DO EIXÃO
De Nicolas Behr, poeta de Brasília,
gravado por Legião Urbana, a banda mais famosa do DF

Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o eixão
Às seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue são e salvo
Na casa da Noélia
Nonô Nonô Nonô Nonônô ...

- Uma cidade planejada e desenhada única e exclusivamente para assassinar pedestres. Não vejo nada mais que isso.

- Nando Carrazza, pedestre profissional há mais de 30 anos.
* comentário deixado aqui no blog que virou post *

- A pé. Da China até a Alemanha.

- The Longest way. 
- O cara do vídeo percorreu 4.646km a pé, durante um ano, da China até a Alemanha e aproveitou para documentar  de forma bem-humorada  o crescimento da barba e cabelo durante o trajeto. 
- Na legenda, além de pequenos comentários sobre os lugares onde as fotos foram tiradas, o autor mostra a quilometragem.


via @rosemaybsb

- Brasília também queima quando chove.

- Muita, muita chuva na capital do Brasil. Numa voltinha de carro para conferir a cidade alagada, porém, a fotógrafa Rose May, minha talentosa amiga, capturou a vida que queima na cidade à noite. Mesmo quando parece que não há ninguém por aí. A trilha sonora da aventura foi Lou Reed.



- Carregue Brasília no seu celular.

- BSB Mobile.  Diversão em qualquer lugar.
http://www.bsbmobile.com.br/

- Frindly Fires, Lovesick. No Velvet, 102 Norte.

- Assistência pra quem tem Mac.

- Mac Brasília na 204 Norte.
My Mac SHCS 102/103 Bloco “A” Loja 16.




- Twitter.

FreddyCharlson@NOTICIA88 - Este é meu post 500. E é um alerta. Quem precisar pegar a EPTG agora, NÃO PEGUE. Fiquei 1h10 nela, entre Águas Claras e o SIG
FreddyCharlson @NOTICIA89 - Carro pega fogo no estacionamento do La Salle, 907 Sul. Chamas altas, proprietária desesperada, bombeiros tocaram o terror.
FreddyCharlson@NOTICIA90 - Engarrafamento, carro incendiado, assassinato... E a Sexta-Feira 13 mal começou. 

- Protesto SEM vestido rosa.



- A polêmica em torno do caso Uniban tirou a roupa de alunos da UnB nesta manhã chuvosa e fria de Brasília. E a andar pelos corredores do Minhocão de cueca, de sutiã e calcinha... pelados...

- Donas de casa de Ceilândia Sul se reúnem para jogar futebol.

A cada fim de semana, elas derrotam a rotina com um gol de placa

Juliana Boechat
09/11/2009
Correio

Todo domingo, por volta das 14h, a casa de Maria da Paz, 44 anos, na Quadra 8 de Ceilândia Sul, começa a encher. O quintal vira vestiário para quase 40 mulheres que se preparam para trocar a rotina de dona de casa por um campo de futebol de terra batida. A organizadora Francinete Moura Lima, 31, é sempre a primeira a chegar. Com a prancheta em mãos, vestindo meião e chuteira, distribui os uniformes de todas as participantes e divide os dois times: Mulheres de Hoje e Quebrando a Rotina. Às 16h em ponto, o juiz apita o início da partida. E, a partir daí, a diversão não tem hora para acabar. Seis meses depois do primeiro jogo, a mudança de vida das jogadoras é perceptível pelo sorriso sem fim no rosto de cada uma.




Mais aqui

- Tragédias brasilienses 2.


Empilhadeira de 3,5 toneladas esmaga operário na Asa Norte Correio, 09/11/2009

Um operário foi esmagado por uma empilhadeira de aproximadamente 3,5 toneladas na manhã desta segunda-feira (9/11). O acidente ocorreu por volta das 11h30, no lote 680 da quadra 01 do Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN), em uma obra da empresa Dival Engenharia, que estava sendo feita pela Empilhadeira Santana. Afonso de Oliveira, 28 anos, morreu no local. Segundo o delegado-chefe da DP 2ª (Asa Norte), Antônio Romeiro, o operário estava consertando uma empilhadeira e para isso ergueu a máquina com a ajuda de um macaco, que não aguentou o peso e caiu em cima de Afonso.

De acordo com o delegado Romeiro, o inquérito para apurar o acidente já foi instalado, e vai verificar se houve negligência por parte de algum funcionário com cargo superior ou se o equipamento era adequado para realizar o trabalho. Se for comprovado que sim, o responsável será indiciado por homicídio culposo. Procurada pelo CorreioBraziliense.com.br a Empilhadeira Santana não quis se pronunciar.

Canteiro de obras

Os acidentes em obras têm se tornado frequentes, principalmente em Águas Claras, cidade considerada o maior canteiro de obras do país. Mesmo com a fiscalização, algumas empresas deixam de fornecer equipamento obrigatório de segurança aos trabalhadores. Capacete, luvas, botas e aparelho auricular em construções onde o barulho for constante são indispensáveis para a segurança e a saúde daqueles que, todos os dias, fazem a mesma atividade. Somente nos cinco primeiros meses deste ano, 493 casos de acidentes de trabalho foram registrados no Distrito Federal. O número corresponde a 36% do total de registros de 2008. Os dados são do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Saúde. Em 2007, 39 acidentes em obras foram registrados em diversas regiões administrativas, que resultaram em 17 mortes.



Memória

3 de fevereiro de 2009
Em Ceilândia, Marcelo Pereira de Brito, 28 anos, estava soldando a cobertura de uma quadra de esportes quando tomou um choque e caiu. Ele morreu instantes depois. No mesmo dia, Ricardo Xavier de Oliveira, 22 anos, não resistiu aos ferimentos causados por uma máquina de misturar cimento. O acidente ocorreu no Setor de Indústria e Abastecimento.

19 de maio de 2009
Um operário teve o braço esquerdo decepado por uma máquina enquanto trabalhava em uma obra do hotel Manhattan Plaza, no Setor Hoteleiro Norte. José Macelino Barros, 36 anos, foi levado por policiais militares ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O operário trabalhava na substituição do revestimento externo das varandas do hotel e nos pilares das fachadas.

24 de junho de 2009
As obras no Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, tiveram de ser interrompidas devido a um acidente com um operário da construtora Porto Belo, responsável pela reforma do prédio de quatro andares onde está localizado o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A parede do segundo pavimento do prédio, um andar abaixo da sala de Lula, desabou sobre o funcionário. Ele recebeu os primeiros socorros dos colegas, enquanto o Corpo de Bombeiros não chegava. Nivaldo Rosa da Silva, 50 anos, foi levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) consciente e na maca do Corpo de Bombeiros. O operário teve um corte na cabeça e uma fratura exposta na perna direita.

22 de setembro de 2009
Um engenheiro civil morreu soterrado pela obra a qual era responsável, em Águas Claras. O acidente ocorreu na Rua das Filgueiras. Pedro Lima de Menezes, 54 anos, supervisionava a concretagem da laje do prédio quando a estrutura desabou. Na hora do acidente, 20 operários trabalhavam no local e cinco deles ficaram feridos. Eles foram levados ao Hospital de Base com ferimentos pelo corpo.

24 de outubro de 2009
Um operário de 38 anos sobreviveu após despencar de uma altura de aproximadamente 20 metros, o equivalente a um prédio de sete andares, na Rua 24 Norte da Avenida Araucárias, em Águas Claras. Ele foi levado pelos bombeiros de helicóptero ao Hospital de Base de Brasília (HBDF), com fratura na perna esquerda e dores na coluna.


- Tragédias brasilienses 1.

09/11/2009
Mara Puljiz / Correio Web


Com uma das mãos, o pedreiro Cláudio Gomes da Silva, 43 anos, segurava a bíblia sagrada. Com a outra, puxava Aline* pelos cabelos e a rodava no ar. A criança de apenas 2 anos já não chorava mais. O irmão dela — um bebê de apenas oito meses —, também estava inconsciente. Ambos foram espancados na noite de domingo, no conjunto 1 da Fazendinha, no Itapoã. O bebê sofreu convulsões e deu entrada no Hospital Regional do Paranoá (HRP) com traumatismo craniano, ferimentos no abdome e no pescoço. Ele e a irmã foram transferidos em estado grave para o Hospital de Base. Aline também teve traumatismo craniano, além de ferimento na orelha e vários cortes pelo rosto.

O caso foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) e Cláudio foi preso em flagrante, poucas horas depois do crime, acusado de dupla tentativa de homicídio. Conforme depoimento de testemunhas, as crianças dormiam ao lado da mãe quando foram retiradas da cama pelo pedreiro, que passou a noite bebendo com os amigos. Enquanto jogavam dominó, ele e a própria mãe das vítimas tomaram juntos uma garrafa de cachaça. Segundo o delegado plantonista Eduardo Viges, o acusado teria espancado as crianças com a justificativa de exorcizá-las. “Ele dizia que estava tirando o capeta do corpo dos filhos dela”, contou Eduardo.

Depois de beber, a mãe foi dormir em um colchão de solteiro na parte de baixo de uma bicama. Colocou ao seu lado os três filhos de oito meses, 2 e outro de 4 anos. A mulher só acordou depois que foi chamada pelo outro colega, o pedreiro Joaquim da Rocha Soares Neto, 37. Ele estava deitado em um colchão da sala e diz ter presenciado a agressão do amigo apenas contra Aline. “Parece que ele tentou deitar na mesma cama e as crianças estavam atrapalhando. Daí, ele arrastou a menina pelos cabelos e a ficou jogando para cima e para baixo. Não o vi agredindo o bebê.”

Foi Joaquim quem conseguiu arrancar a criança dos braços do pedreiro. Após perceber o que estava acontecendo, a mãe resolveu sair da casa e seguiu pela rua pedindo ajuda aos vizinhos. Estava acompanhada de Joaquim e carregava o bebê em um carrinho. O brigadista Ricardo Helber de Paiva Pereira, 20 e a mulher dele, Mayara Xavier de Souza, da mesma idade, ouviram os gritos na rua e saíram para ver o que acontecia. “Quando peguei o bebê no colo, percebi que ele estava gelado e não respirava. Fiquei fazendo massagem até que ele deu um suspiro. Foi tão desesperador, que comecei a chorar. Parei o primeiro carro que passou na rua e pedi para nos levar ao hospital”, contou Mayara.

Enquanto isso, Ricardo carregava Aline nos braços. “Deitei ela no sofá e vi que o ouvido estava sangrando”, relembrou. Depois de perceber a gravidade do estado de saúde da pequena, Ricardo foi para o mesmo hospital onde a mulher dele tinha ido. “Quando vi aquilo, pensei logo na minha filha. Não sei como um ser humano pode fazer uma coisa dessas com alguém tão indefeso”, disse.

O casal conta que o carrinho de bebê estava jogado na rua, com roupas sujas. A polícia chegou a Cláudio, vulgo “Pernambuco”, após os médicos avaliarem as crianças e terem constatado o espancamento. Na delegacia, ele disse não lembrar do ocorrido e não quis prestar depoimento. De acordo com o delegado, a mãe das crianças teria um relacionamento com o pedreiro, que não é o pai das vítimas. Na casa onde tudo ocorreu, amigos disseram desconhecer que os dois tinham um caso. “Ela tinha o costume de aparecer por aqui para beber, mas eles eram apenas amigos”, afirmou Joaquim.

Cláudio foi levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). A mãe das crianças pode ser indiciada por negligência, mas por enquanto, como as crianças não têm onde ficar, o delegado recomendou ao pai biológico que ele pedisse a guarda dos menores junto à Vara da Infância e da Juventude (VIJ).

* Nome fictício em respeito ao Estatudo do Menor e do Adolescente.

Punição
A pena para o crime de tentativa de homicídio é de 6 a 20 anos de reclusão para cada vítima. O Código Penal Brasileiro prevê aumento de pena caso as vítimas sejam crianças menores de 14 anos ou maiores de 60 anos de idade

PALAVRA DA ESPECIALISTA
Para aliviar a culpa
Não existe uma explicação para o que aconteceu do ponto de vista científico. Existe o fanatismo de pessoas que estão envolvidas com determinados dogmas, mas eu acho que, de modo geral, o álcool e outros tipos de droga potencializam a predisposição de uma pessoa para a violência. Naquele momento é como se a pessoa tivesse um lapso. No meu ponto de vista a religião, sem criticar nenhuma delas, é uma forma de conforto. O que a gente percebe é que as pessoas que cometem um crime querem arranjar uma justificativa para o ato agressivo, porque tem dificuldade de assumir o erro. Isso alivia a culpa. É uma forma de se esquivar. Como bater em uma criança de oito meses? Qual a justificativa para espancar um bebê? Simplesmente não existe.

Sônia Prado
Especialista em violência doméstica graduada pela Universidade de Brasília (UnB).

- Entrada franca.

ONDE:
- Centro Comunitário da UnB - Campus Universitário Darcy Ribeiro
(Via L4 Norte - em frente ao Minas Brasilia Tênis Clube).


PROGRAMAÇÃO:
O Serviço Cultural da Embaixada da França tem o prazer de convidar para os shows do Festival Station Brésil (encontros entre músicos e compositores franceses e brasileiros) que acontecerão nos dias 10 e 11 de novembro do corrente (cf. flyereletrônico em anexo), como parte do Festival de Inverno de Brasilia e da programaçéao do Ano da França no Brasil.


QUANDO:


- Terça-feira 10/11 
a partir das 19h00 :


Show 1: Isca de Polícia + grupo francês Spleen (blues e hip hop).
Show 2: Luiz Melodia + a francesa Jeanne Cherhal (revelação 2005 do "Victoires de la Musique")
Show 3: Edgar Scandurra & Arnaldo Antunes + Bertignac (ex-guitarista do grupo francês Téléphone).


Quarta-feira 11/11 
a partir das 19h :


Show 1: Sandra Nkaké (cantora do Cameroun) + Ana Canas
Show 2: Thierry Stremler (baladas pop) + Móveis Coloniais de Acaju


PREÇO:
- De graça.

- Feira de Trocas.

Próximo escambo:

21 de novembro de 2009
408 norte, no novo Raízes
Das 14h às 18h

A feira é uma forma de dar outro destino aos produtos que não são mais necessários para você, mas que podem ter muito valor para outras pessoas, permitindo a reciclagem socioambientalcultural. :)

Qualquer pessoa pode levar produtos que não precise mais e trocar por outros que estejam em exposição ou "circulando". Os itens devem estar em bom estado de conservação.

Não é permitida a venda de produtos.

Aceitamos doações. Os livros e os artigos de vestuário doados irão para instituições beneficentes.

Tem mais de 20 itens para trocar? Pegue uma mesa gratuitamente! Dessa vez, serão disponibilizadas por ordem de chegada.

Dúvidas, Sugestões?



 feiraescambau@gmail.com

REALIZAÇÃO:
Cooperativa Trilha Mundos
www.trilhamundos.com.br 



Do Twitter.

@WelderMM 





Acabaram de me perguntar


se Brasília tem litoral... 


O que responder?




***
Welder é do grupo de


comediantes brasiliense 


Os melhores do mundo 


- Brasília tem o El Paso Texas. Passa lá.

- Para saber mais sobre o restaurante El Paso Texas da 404 sul, aqui.
- Também tem um El Paso no shopping Terraço, no bairro Sudoeste.
- Música, astral, decoração: o El Paso é balada certa. Além do menu tex mex, outras receitas e bebidas latinas estão no cardápio. O Combo El Paso é perfeito para 2 pessoas.
- Pena que não há um cantinho pra dançar, depois de algumas tequilas, mojitos, frozen... Eu sei que o conceito do lugar não é este. Mas que dá vontade de fiesta, dá.
- Quando estiver por lá, segure a grana. Não, não é carérrimo. Você paga preços muito legais, mesmo para os preços exagerados de Brasília. Só que tudo é tão delicioso que você não consegue para de comer e beber.
- Clique na imagem. Conheça quem assina esse lugar hermoso que é o El Paso Texas.

- IMPORTANTE: Tem almoço de terça a domingo. À noite, quintas e sextas, às vezes aos sábados, pode ter fila, sim. Se não puder esperar pra entrar - o que seria un error - , há opções também maravilhosas na mesma quadra. Pra quem é adepto do movimento de privatização das vias públicas, tem manobrista por 5 reais.

- Feliz Natal.



- Manhã de sexta. Passa um ônibus laranjão na L2 sul. Daqueles com letreiro eletrônico. O letreiro mostra um texto: "FELIZ NATAL". Chovia fino e chato. O dia em Brasília estava de um cinza Niemayer, como é típico nessa época do ano. Que engraçado. Parecia que o ônibus tinha conversado comigo. Parecia que tinha dito Feliz Natal como quem diz Bom dia. É meio bizarro, mas aquelas palavrinhas automáticas, "faladas" por um objeto inanimado da cor do sol, conseguiram mandar todas as nuvens embora... do meu pensamento. 2009 pegou a estrada e já, já vai sumir no horizonte. Incrível. Feliz Natal pra você também, seu ônibus. Feliz Natal, capital.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- -



- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- -


A Esave Mídia , empresa que pertence ao Grupo Esave, vem ao mercado de Brasília como a mais nova opção de mídia móvel. Especializada em propaganda de ônibus Busdoor, Backbus, Busindoor e Painel interior, com aproximadamente 1000 ônibus disponíveis para veiculação de propaganda no Distrito Federal e entorno. A Esave Mídia tem como compromisso proporcionar uma divulgação diferenciada e com qualidade.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- -

Urgente.


De: Dani Azevedo danielle_azevedo@yahoo.com.br
Enviada em: quinta-feira, 5 de novembro de 2009 14:51
Assunto: Para divulgar: Garota desaparece na 216 norte


Oi, pessoal!

Gostaria do apoio de vocês na divulgação desta foto. Trata-se de Vanessa Gomes da Silva, de 20 anos, sobrinha de uma colega minha, que desapareceu no início da tarde de ontem. Ela saiu de casa, na SQN 216, Asa nORTE, Brasília, de bermuda e camiseta, sem dinheiro nem celular, e até o momento não retornou. A Beré, tia dela, esté desesperada e já acionou a polícia, mas conto com a colaboração de vocês, se puderem divulgar aos amigos de Brasília ou na imprensa. Vanessa tem um 1,75 m, cabelos cacheados e olhos castanhos. Caso tenham informações, favor liguem para (61)8138-0917 ou (61)8175-5868.

Obrigada pela atenção.
Abraços.
Dani.

- Croissanterie da 215 norte. Você tem que andar por lá.







- Atendimento excelente, crepes deliciosos, opções de saladas e outros lanchinhos, preços bacanas... Hmmmm.
- Parece que você está na casa de um amigo.
- A Croissanterie do final da Asa Norte não é metida a besta e bate muuuuitas creperias colunáveis da cidade.
- E ainda tem wi-fi grátis! 
- Apareça pra conferir e encontre, no final do dia, muita gente interessante conectada num clima gostoso de happy hour moderninho.
- Lugar perfeito para conversar, trocar idéias e até marcar uma reunião.
- Nunca vi lançamento de livro por lá, mas combinaria muito bem.
- A perfeita trilha sonora é um motivo a mais para experimentar.

- Veja o site deles:

http://www.croissanterie.com.br




Croissanterie 


SCLN 215 Bloco B Loja, 21 Asa Norte


Brasília, DF - 70874-520
(61) 3965-7711





Mensagem que recebi no Orkut.

---------- Forwarded message ----------
From: Silvania Mota
Date: 3 Nov 2009 15:29
Subject: orkut - SE VC NASCEU EM BRASILIA VEJA!

ATENCAO, A CAMARA LEGISLATIVA ESTA DISCUTINDO A PRIMEIRA LEI DE INICIATIVA
POPULAR APRESENTADA.ESTA LEI POPULAR JA CONTA COM O APOIO DE MAIS DE 35000
BRASILIENSES. ELA CRIA O PROGRAMA HABITACIONAL EXCLUSIVO PARA OS NASCIDOS EM BRASILIA E AQUELES QUE ESTAO NO DF A MAIS TEMPO E TEM DEPENDENTES NASCIDOS AQUI. O PROJETO ESTIPULA O PERCENTUAL MINIMO DE CINQUENTA POR CENTO DAS MORADIAS PARA OS BRASILIENSES, ISTO PROMOVE JUSTICA COM AS PESSOAS DAQUI.

ACESSE O SITE E SAIBA MAIS
w w w . GERACAOBRASILIA . ORG . BR

Brasília quer Madonna em vez de McCartney para aniversário de 50 anos.

03 de novembro de 2009, 11h28
Da Rolling Stone

Ex-Beatle pode fazer shows em SP e RJ pela mesma época, abril de 2010, e por isso é descartado pelo DF, que deseja exclusividade

Madonna: cachê não seria problema, garantem organizadores das comemorações dos 50 anos de BrasíliaDepois de cortejar U2 e Paul McCartney, o governo de Brasília quer Madonna para a festa de 50 anos da capital do país, em 21 de abril de 2010.

Segundo o Correio Braziliense, trazer o ex-Beatle não está mais nos planos dos organizadores, que querem exclusividade "para atrair o maior número de turistas e mídia". O problema, ainda de acordo com o jornal, seriam os dois shows no Brasil marcados para o mesmo mês - no meio do ano, falou-se sobre apresentações em São Paulo (Estádio do Morumbi, em 18 de abril) e Rio de Janeiro (Maracanã, dois dias antes), além de Brasília. Conforme apurado pela Rolling Stone Brasil, o Morumbi não confirma o concerto para a data.

A volta de Madonna, que trouxe sua turnê ao país em dezembro, não encontraria obstáculos financeiros, já que "empresários garantem o patrocínio". A sugestão teria vindo de uma rede de televisão, não identificada, que pretende organizar transmissão nacional e internacional do evento.

Paulo Octávio (DEM), que acumula as funções de vice-governador do DF e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo local, comentou, em julho, sobre as expectativas de pôr McCartney e Roberto Carlos no lugar e hora certos. "Seria uma grande festa: 50 anos de carreira de Roberto Carlos, Paul McCartney e de Brasília. Imaginem os dois no mesmo palco?", disse ao Jornal de Brasília.

Se McCartney, assim como a banda irlandesa U2, saiu do planejamento, ainda há esperança para ter Roberto Carlos na comemoração. Entraves: cachê e agenda, já que o músico brasileiro tem shows em Nova York na mesma semana.

Se as negociações com Madonna não vingarem, outro cenário possível inclui a texana Beyoncé e trio classificado como "divas da música baiana": Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Claudia Leitte.

Ao Correio, Paulo Octávio, o nome por trás da festa do cinquentenário, não confirmou a conversa com Madonna - que, segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, desembarca no Brasil esta semana, para estudar apoio a projetos sociais semelhantes aos que realiza na África, como o Raising Malawi. O jornal, no entanto, alega ter apurado a informação com integrantes do governo brasiliense.

De fato, a agenda de Madonna estará livre na época - sua Stick & Sweet Tour foi encerrada em setembro, após passar por 32 países e engordar os cofres da cantora em US$ 408 milhões.

O calendário oficial dos 50 anos acolhe outras datas: os festejos começaram em outubro, tendo o Porão do Rock como um dos pontapés iniciais. Para o réveillon, o governo do DF quer convocar nome de peso internacional; entre os candidatos, as cantoras Shakira e Beyoncé e o grupo Pussycat Dolls.

- Brasília, às vezes, vale a pena.

- Velvet. 102 norte.

- Não é sempre mas, às vezes, Brasília surpreende. O Velvet é uma bela surpresa da cidade. Você tem que andar por lá.

Velvet Pub
CLN 102, Bloco B, Lojas  28 e 32, 20 e 30
Asa Norte

- Fotos Marconni. Fim de tarde. 0082.

Do blog Sobrevivente, by Deborah Dornellas



Do blog Sobrevivente 

Lago


no céu sem mácula
do planalto
central,
o peixe prateia e pula na rede:
cérebro aquático
na estiagem.
celebro às margens do lago,
meio seco, meio sujo.
há lodo no fundo.
e a superfície, que o céu confisca,
pisca.

- Até o início de 2014, todos os 56 milhões de automóveis, ônibus, caminhões, carretas e motos que compõem a frota nacional — incluindo os cinco milhões de veículos fabricados a cada ano — deverão estar equipados com uma placa eletrônica de identificação — um chip.




Carros com chip no DF já em 2010

Rodrigo Couto

Correio, 30/10/2009

Até o início de 2014, todos os 56 milhões de automóveis, ônibus, caminhões, carretas e motos que compõem a frota nacional — incluindo os cinco milhões de veículos fabricados a cada ano — deverão estar equipados com uma placa eletrônica de identificação — um chip. Também conhecido como transponder veicular, o equipamento, que será instalado na parte interna do vidro dianteiro, atrás do retrovisor, servirá para fornecer informações para ajudar no controle de tráfego e coibir furtos, roubos, sequestros, clonagem e inadimplência. Brasília será uma das primeiras cidades a implantar o dispositivo. A informação foi confirmada ontem pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e pelo secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga.

O coordenador-geral de Planejamento e Estratégico do Denatran, Antonio Sergio Calmon, que apresentou ontem os aspectos técnicos da novidade, enumerou as utilidades do sistema para o dia a dia dos proprietários de carro. “O principal objetivo é planejar e implantar ações de combate a roubo e furto de veículos e cargas, mas essa mesma placa pode ser utilizada em estacionamentos e pedágios”, afirma.

Cada placa custa entre R$ 6 a R$ 30 e varia de acordo com o fabricante. As informações do chip instalado no automóvel serão repassadas a antenas em rodovias e avenidas de todo o país. O Denatran garante que não haverá invasão de privacidade e que as informações serão repassadas apenas aos Departamentos de Trânsitos (Detrans) e polícias.

Em Brasília, o sistema deve estar nas ruas já em 2010 e vai atuar inicialmente na caça aos motoristas inadimplentes e na redução do roubo de carros. Alberto Fraga não prevê aumento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no próximo ano.

- A cidade já está vazia.

120 mil carros devem deixar Brasília no feriado de Finados.

Correio

30/10/2009

Cento e vinte mil carros devem deixar a capital neste feriado prolongado do Dia de Finados, de acordo com a da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A estimativa do número de veículos continua a mesma do feriado anterior (12 de outubro), em que, segundo a polícia, a previsão se confirmou. Para previnir acidentes de trânsito nas rodovias que cortam o DF, a fiscalização será intensificada.

Das 0h desta sexta-feira (30/10) até a meia-noite de segunda-feira (02/11), a PRF realiza a Operação Finados. Bafômetros e radares medidores de velocidade serão utilizados na fiscalização. Também serão checados a documentação do condutor e dos veículos, os equipamentos obrigatórios e o estado de conservação. Todas as viaturas da PRF serão utilizadas nos 934 km de rodovias federais que cortam o DF.

Em 2008, a Polícia Rodoviária Federal, não realizou operação especial, porque o feriado caiu em um domingo. No último feriado prolongado (12 de outubro), 47 acidentes foram registrados nas estradas que cortam o Distrito Federal. Ao todo 39 pessoas ficaram feridas, mas não houve mortes.

Viagens interestaduais terão ônibus extras

Ônibus que dão acesso ao Campo da Esperança circularão em maior número

800 mil pessoas devem visitar cemitérios do DF neste feriado

Confira o que abre e fecha no feriado de Finados

Cautela

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta aos motoristas a dirigirem com mais cautela, pois há previsão de chuva para o perído. " É preciso manter uma distância de segurança do veículo à frente, e principalmente obedecer a sinalização. As estatísticas indicam que o maior causador dos acidentes nas rodovias é a imprudência", frisa o inspetor da PRF, D.Lucas.

Ainda segundo o inspetor, as rodovias mais perigosas são as BR-020 (Formosa), 040 (Belo Horizonte) e 070 (Águas Lindas).

Aeroporto

Diariamente, passam pelo Aeroporto Internacional de Brasília, em média, 30 mil pessoas. Com o feriado prolongado do Dia de Finados, na segunda-feira, o movimento deve aumentar em 50%. Devem a circular por volta de 45 mil passageiros diariamente, até segunda. Em setembro desse ano o número de embarques e desembarques foi recorde, 1.074.882 passageiros passaram pelo local, 32% a mais que o número de viajantes do mesmo período do ano passado. O predomínio foi de passageiros em conexão, representando 38,66% do movimento. Desde julho, o número de pessoas que passam por mês pelo aeroporto atinge marca superior a um milhão.

- Brasília, questão de fé.

- Estava conversando com o Márcio no Gtalk e falando sobre Brasília. Defini para ele um sentimento que tenho, mas que não estava tão claro pra mim até organizá-lo hoje: Brasília é uma cidade que te escolhe, como já me disseram; mas, mais do que isso, acho que, quando você mora em Brasília, você não mora - você faz parte de uma seita. Tal qual o crente, ou você bota fé em Brasília ou é melhor cair fora. Sim, tudo nessa vida é uma questão de ou botar fé ou cair fora. Mas tipo: pra morar em Brasília você TEM que olhar e viver a cidade com os olhos no(s) deus(es). Vai ver que é por isso que o céu daqui é tão lindo e azul.

- Agora tem Hayal, a 1a Kebaberia de Brasília na 408/ 409 sul.

-  Não fui. Ainda. Mas quero ir já! A-d-o-r-o comida árabe e derivados. Adoro. Mas nunca experimentei kebab. Mesmo viajando pela Europa, onde tem kebab por todos os lados. Tá passando da hora. Se depender do look da fachada, esse achado - uma portinha super charmosa - vai ser o meu lugar de estréia. Esqueci o nome do restaurante com cara de bar. Parece que é o máximo. Espero que não seja o máximo também no preço. Descobri a tal kebaberia por acaso hoje, quando fugia da chuva para encontrar duas amigas na Toca da Mata , que fica ao lado. Aliás, a 408 sul é uma quadra calórica e não recomendável para aqueles dias em que o saldo está no vermelho... Tem ainda o restaurante natural Girassol , que serve uma sopa deliciosa no happy hour. A gente queria ter ido até lá, mas atravessar da 408 para a 409 com a chuva que despencou foi impossível. Ficamos na Toca mesmo, que também é tudo. Nessa mesma quadra tem ainda uma lojinha incrível chamada Arktetonicos ... e tem o Vanilla Caffe ... e tem o crepe  C'est si bon ... Affff! É preciso consumir com moderação na 408/ 409 sul...

**** ATUALIZANDO: Fui e virei fã da kebaberia Hayal!  Apareçam por lá!

Novidade, Jornal de Brasília
Paula Santana 
Depois da febre das temakerias, Brasília receberá em outubro, na 408 Sul, a primeira kebaberia. Quem está à frente do empreendimento, especializado na iguaria árabe kebab, é Jorge Bittar e os irmãos Marco Antônio e César Araújo. Juliana Cestari será a chefe responsável.

- Revelações de Millor Fernandes sobre Brasília. Do Twitter.

@millorfernandes

Revelado: Brasília não fica no Brasil.


Revelado: em Brasília há a síntese do Brasil. No Congresso Nacional e fora dele (para quem conhece além da Esplanada...)

- Brasília. Antes da chuva. 6o andar. Gravei agora mesmo estas cigarras. Arghhhhhh. Eu não gosto do ruído que elas fazem.

- Mil Livros Pela Capital.


- 1000 livros pela Capital. Uma deliciosa distribuição que aconteceu em Brasília. Mais de 5000 livros foram pendurados em varais em praças públicas, restaurantes, padarias, bancas de jornal, pontos de táxi, à disposição de quem por ali passasse!
- Dica da escritora Patrícia Secco.
- Já conhece os livros dela? Clica aqui. 

- A pé em Recife.

- O motivo da viagem é profissional, mas não há como não "levar para o pessoal" uma viagem para uma cidade tão interessante como Recife . Não terei o tempo e a atenção que a cidade merece para dedicar a ela, mas já gostei de algumas coisinhas que pude observar na minha caminhada por aqui:

- Wireless grátis, free, livre, na faixa. É só levar seu computador para o Shopping Recife , que fica ao lado do Aeroporto.

- Enquanto eu estiver aqui, terei minha 1 hora de volta. Recife não tem horário de verão.

- Caminhar ao lado do Rio Capibaribe é tudo. Juro: ele é uma entidade tão forte que senti vontade de cumprimentá-lo, solenemente,.

- Muita, muita, muita gente caminhando pelas calçadas. Bom, tem muita, muita, muita gente caminhando por todos os lados. Que bom ver gente andando a pé. Morar muito tempo em Brasília, a capital dos carros, torna essa banal caminhada cotidiana uma cena daquelas que se pára pra ver. Parei pra ver Recife andar a pé.

- Brasiliense vive 3 anos a mais. Não será melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a 10?

- Brasiliense vive três anos a mais.

Correio

- Quando um bebê nasce na capital do país, a expectativa é de que ele viva pelo menos até os 75,6 anos. São quase três anos além da média nacional, o que coloca o Distrito Federal no topo do ranking da esperança de vida ao nascer


Quem nasce no Distrito Federal tem chances de viver mais do que pessoas nascidas em outros estados. A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a expectativa de vida do brasiliense aumentou nos últimos 10 anos e, hoje, é a maior do país. Atualmente, as crianças que nascem na capital da República devem viver, em média, 75,6 anos – três anos a mais do que meninos e meninas que vieram ao mundo no fim da década de 1990. O crescimento se explica, principalmente, pela redução dos níveis de mortalidade infantil local (11,1 para cada mil nascidos vivos) e pela melhoria da qualidade de vida do brasiliense.

Segundo a pesquisa, em 1998, o DF ocupava o terceiro lugar no ranking das unidades da Federação cuja população, ao nascer, tinha chances de ter uma vida mais longa. À época, a esperança era de que os recém-nascidos brasilienses alcançassem a idade média de 72,6 anos. Eles só perdiam para os paranaenses e gaúchos, que estavam na frente na corrida da longevidade. Dez anos se passaram e o cenário mudou. Hoje, quem ocupa o topo da lista são os filhos da capital do país (veja quadro).

Nayara, com os filhos Lerre e Maria Eduarda: mais investimento - (Cadu Gomes/CB/D.A Press)
Nayara, com os filhos Lerre e Maria Eduarda: mais investimento


 “E já não era sem tempo. Apesar dos problemas evidentes que temos no nosso sistema público de saúde, ele ainda é o melhor do país. A mortalidade no DF tem caído progressivamente. Temos postos de saúde em cada cidade, um ótimo programa de imunização, entre outras coisas. As pessoas estão tendo melhores condições sociais e de saúde do que há 10 anos”, afirma o chefe do Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Renato Maia.

Ele destaca que o aumento de três anos na esperança de vida é muito significativo e que esse prolongamento pode ser estendido aos idosos, mas não na mesma proporção. “Eles são beneficiados pela melhoria nos serviços públicos, na organização social e na renda do DF”, diz. Praticante de dança cigana, Divina Gomes Teixeira, 76 anos, trocou a capital goiana por Brasília há 20 anos e acha que fez uma ótima escolha. “Comecei a fazer atividade física aqui e hoje não vivo sem. Acho que o idoso tem muito o que aproveitar na cidade. Ando nas calçadas da Octogonal, aprecio o verde e a tranquilidade. E ainda adoro encontrar meus amigos”, conta.

Mulheres


 - ()
A alta renda per capita em Brasília impacta diretamente a melhoria da qualidade de vida dos moradores da capital. Mais dinheiro no bolso significa melhores alimentos na mesa, mais medicamentos no armário, melhores escolas e mais opções de lazer e segurança. Do ponto de vista econômico, os dados indicam que os brasilienses poderão permanecer por mais tempo no mercado de trabalho. Para o integrante do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF), Júlio Miragaya, se o tempo de vida tende a aumentar, a legislação previdenciária terá que mudar. “Se a idade das pessoas tende a prolongar, significa que o encargo sobre as outras que estão ativas cresce”, analisa o especialista.

A tendência de as pessoas viverem mais não é exclusiva da população do DF. A média nacional também cresceu e saltou de 69,7 anos, em 1998, para 72,7 anos, em 2008. A pesquisa do IBGE mostra ainda que a vida média ao nascer, entre 1998 e 2008, cresceu 3,2 anos entre as mulheres com a situação bem mais favorável que a dos homens (o número passou de 73,6 para 76,8 anos, para elas, e 65,9 para 69,3 anos, para eles). Sorte da pequena Maria Eduarda Caetano, de 4 meses, que hoje tem oportunidade de viver melhor do que o irmão Lerre, de 9 anos, teve nos primeiros anos de vida.

A mãe das crianças, a professora Nayara Frota Caetano, 26, admite que há diferença entre a sua situação atual e a de quando ficou grávida do primeiro filho. “Minha situação financeira era diferente e hoje poderei investir em mais coisas para ela. Já estou pensando em colocá-la no berçário e na aula de natação. Isso vai ajudá-la a ter mais contato com crianças”, diz. No entanto, a professora acredita que conseguirá melhorar a vida dos dois filhos porque hoje a cidade oferece mais a ela. “Temos acesso à modernidade e à melhoria da renda, (1)mas isso também traz transtornos. Veja como é o tumulto do trânsito hoje”, ressalta Nayara.


1 - Renda alta
A renda média do brasiliense é a mais alta do país.
Em 2008, estava em R$ 2.117, mais que o dobro da média nacional, de R$ 1.036. A segunda colocada no ranking, São Paulo, tem um salário médio de R$ 1.290, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE.


O número
72,7 anos
Expectativa de vida média do brasileiro projetada pelo IBGE

- Dia nacional da roupa de baixo no DF.

- De táxi em Brasília.

Táxi 1. 

Táxi 2. 

Táxi 3. 

- A pé na rodoviária.

- Hora do almoço. Fui até a Rodoviária renovar o passaporte. Há um serviço nota mil chamado "Na hora" . Você realmente resolve a sua vida na hora. Da identidade à declaração de que você está em dia com o seu voto e outras chatérrimas burocracias mais. Até postinho da Polícia Federal para fazer passaporte agora tem. O atendimento é rápido, sobretudo considerando o desrespeito médio das filas por aí, e todos os atendentes são muito bem preparados. Onde fica o Na Hora? No subsolo da rodoviária. Desça a escada rolante como se você fosse pegar o metrô. Fica logo à sua direita.

- A rodoviária é muito mais Brasília. Há nela mais da cidade do que há de Brasília nos ícones daqui, como a Esplanada. Quando a gente fala Brasília todo mundo pensa na Esplanada e nos políticos. Injusto. A rodoviária é que deveria ser Top of Mind, junto com tantos outros lugares e pessoas que são, de fato, a capital do país.



- Para quem não conhece Brasília, talvez valha saber que, quando você está na Rodoviária, você olha para o outro lado e vê a Esplanada/ a Praça dos 3 Poderes. Lá é um pouco triste e deprimente, sim. Você olha e pensa: o que se fez da rodoviária de Brasília, meu deus? Mas também pode ser triste e deprimente olhar para o lado de lá, enxergar os ministérios e monumentos e pensar: e o que é isso que tanta gente faz do Congresso Nacional?

- Seguramente, nem todos aqueles que estão no poder podem ser arremessados no balaio de gatos dos políticos corruptos. Da mesma forma, nem todos que estão na rodoviária são dignos de compaixão. Muitos deles merecem, mais do que tantos senhores e senhoras importantes, o nosso aplauso e o nosso orgulho.

- Cheguei na fila do passaporte. Havia gente bem vestida e com cara de bem alimentada e bem tratada na fila, com características opostas às das pessoas que aguardavam para tirar a carteira de trabalho e de identidade.

- Havia também menos gente na fila do passaporte do que nas demais filas. Óbvio. Saindo de lá, porém, pude ver algumas cenas menos óbvias nos saguões da Rodoviária. Sem trocadilho, eu estava lá na hora em que elas aconteceram.

- CENA 1 - TIM, TIM.
Vi duas mulheres, com talvez 50 anos, andando rápido. É difícil saber a idade de uma alma e de um corpo quando a vida maltratou tanto. Elas passaram por mim apressadas. Estavam sorrindo. Foi tudo muito rápido. Elas cruzaram a minha frente com copos de cerveja na mão. Estavam quase correndo, mas, antes de tomar o primeiro gole, pararam um pouquinho, brindaram, sorriram mais e seguiram no passo firme. O que será que elas celebravam? Ou será que não tinham outra razão além daquela, de estarem ali, bebendo juntas? Já não seria o bastante?

- CENA 2 - O HOMEM SAUDÁVEL.
Três taxistas conversando. Ouvi o papo aos pedaços:
- Mas isso que você tá dizendo aí é como se o Mc Donalds fosse bom pra saúde. Eu não acredito. Não vou comer isso, não.
O que será que o outro cara tinha falado sobre Mc Donalds?

- CENA 3 - ÁGUA PARA A GARRAFINHA DE QUEM TEM SEDE.
Entrei na Livraria da Rodoviária, que adoro. Os livros ficam amontoados. Você vai descobrindo o que tem. Nada contra a super organização da Livraria Cultura, mas esse jeito de sebo de livro novo da Livraria da Rodoviária não tem igual. Além disso, como eles vendem muito livro didático e voltado para o Ensino Médio, é uma boa dica dar uma espiada no que andam ensinando nas escolas. E no caixa sempre tem um monte de coisinhas legais - agendinhas, caixinhas de mensagens, calendários, literatura de cordel. Estava conferindo as agendas para 2010 quando uma senhora, vendedora ambulante entrou na Livraria:
- Moça, tem água pra encher a garrafinha?
Não posso arriscar a idade dela. Pela aparência, eu daria uns 80, mas tinha vitalidade de uns 50. Nunca sei que idade gente sofrida tem. Bom, depois da onda da cirurgia plástica, não dá pra saber nem a idade de quem nada sofreu.
- Deixa eu ver. Fulanooooooo!
Vem o Fulano.
- Você põe água pra ela?
- Não dá. Eles estão consertando ainda o cano.
- Ainda?
- Ainda.
A senhora continuava ali.
- Senhora, desculpa, hoje não tem. Tão consertando ainda.
A senhora despediu-se, foi embora, sorridente.
Ou seja, se não fosse o cano quebrado, eles dariam água pra ela.
Numa cidade tão seca, num mundo com tanta gente de coração rachado feito solo de deserto, esses dois atendentes tentaram, ao menos, ajudá-la. Eu, babaca, fiquei olhando e só depois que sai dali me dei conta: deveria ter perguntado se poderia comprar-lhe água. Já era tarde demais. Ela já tinha ido. Tudo muito rápido. A vida passa rápido.

- A vida passa muito rápido. Mas passa num tempo diferente quando se anda a pé na rodoviária de Brasília.

- Em Brasília, ninguém buzina, mas há cigarras. Muitas. Milhões delas.

Ouça as cigarras de Brasília.

- Cigarras.

Do blog  O Eco
02/10/2009, 17:56

Quem vive na capital federal, no Cerrado, sabe que o canto estridente das cigarras anuncia a chegada do período de chuvas. Depois de passar cerca de um ano enterrados, milhares desses insetos rompem a terra para conhecer a luz do sol na escalada de troncos e arbustos. Logo após trocar a roupagem, partem para intensa cantoria, reprodução e morte. Um ciclo curto de vida. E tudo se repete no ano que vem.

A foto foi feita hoje mesmo pelo repórter Aldem Bourscheit, no Parque Olhos d´Água, em Brasília.





Do blog do Beto Só 


"Quando morri, um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Havia um táxi parado. Sem chofer".(Clarice Lispector)

- Clique na imagem para ampliar. Dia 3 tem Candango Cantador no Museu da República.

Veja mais no site
www.candangocantador.com.br 


- Sobre o comentário do Evandro Mesquita no Twitter.

É certo que Brasília não é unanimidade e eu mesmo sou crítica a muitas, muitas coisas dessa cidade singularíssima, mas daí a tomar Brasília como sinônimo radical de Congresso é too much. Ainda mais em se tratando de um artista que é tão bem recebido na capital do país que tá sempre fazendo show aqui. Só para ter uma idéia de quem elege quem vale a pena olhar quantos são os deputados eleitos por estado.

SP=70. 
MG=53. 
RJ=46. 
BA=39. 
RS=31. 
DF=8

- Evandro Mesquita faz show em Brasília dia 3. Mas fala mal da cidade no Twitter.



  1. RT @evandromesquita Dia 3 BLITZ em Brasília, a cidade mais perigosa do país!Ladrões com aparência acima de qualquer suspeita! from web

- É uma pena que as pessoas não tenham a mesma importância dos carros em Brasília pq, apesar da detonação da mídia, em Brasília tem muita gente muito legal.

- Brasília by Dudu.

- Para saber mais sobre o trabalho lindo do meu querido amigo, escreva pra ele:
e.d.u.





- Plano Piloto. Uma ilha da fantasia. Cercada de dura realidade por todos os lados.


- IBGE diz que Brasília é a capital da desigualdade social.



Maria Fernanda Soares / Rafael Sobrinho

A Pesquisa Nacional do IBGE, feita em domicílios, revela que Brasília tem a maior renda do país. É ainda a campeã da desigualdade social e a segunda colocada no índice de desemprego.
Procurar emprego se tornou uma rotina na vida de Vanilzo. Há um ano e meio ele está desempregado. “É difícil demais ficar desempregado”, fala o rapaz.

Na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) do IBGE, em 2008, o Distrito Federal ocupou o segundo lugar na lista de desemprego do país, com 11,1% de desempregados. Um número bem acima da média do Brasil: 7,1%./

Mas alguns setores abriram vagas. Destaque para a construção civil, que registrou o maior aumento, em 2007 foi de 5,7%. Já em 2008 esse índice subiu para 6,5%. O setor de serviços foi o que mais empregou em 2008: 69,2%.

A pesquisa confirma: a renda média do morador do Distrito Federal continua a maior do país. Passou para R$ 2.117,00. Enquanto a média nacional ficou em pouco mais de R$ 1 mil. Mas em compensação, a capital federal também está no topo da lista quando o assunto é desigualdade na distribuição da renda.

“Esta questão da desigualdade está ligada ao fato de você ter um percentual de trabalhadores importantes ocupados nos serviços público, cujos rendimentos são maiores. E outro extrato de pessoas que está no mercado mais informal, onde o rendimento é bem menor”, destaca a analista da Pnad Adriana Beringuy.

Os dados também confirmam o envelhecimento da população do DF. Com aumento de pessoas nas faixas de idades mais altas. Entre 40 e 59 anos, o crescimento foi de 22,6%, em 2008. Mas entre 25 e 39 anos, o aumento foi maior: 27%

A pesquisa também revelou que entre 18 e 24 anos, 41% estão na escola. E o índice de pessoas do DF com curso superior é praticamente o dobro da média nacional.

- Pedaladas Capitais.

Do Blog Pedaladas Capitais



Dia Mundial sem Carro

Setembro 22, 2009 · 1 Comentário

Hoje é dia de bicicleta, ônibus, metrô, trem, bonde, patinete, triciclo, monociclo, carrinho de rolimã, skate, riquixá, patins e daquele aparato incrível conhecido vulgarmente como pé.
Mas, de volta à realidade, se nenhuma dessas opções parecerem muito atraentes, bote pelo menos uma pessoa no banco do carona do seu carro!

- Por quê o ‘Dia sem Carro’ falhou - o q vc está vendo nas ruas

http://www.bluebus.com.br/show/2/92578/por_que_o_‘dia_sem_carro’_falhou_o_q_vc_esta_vendo_nas_ruas_marinho 

Noticia do Blue Bus - 22/09/09
Marinho
16:03

A quantidade excessiva de carros nas ruas nao é exclusividade de cidades como Rio e SP. Mesmo lugares que até poucos anos atrás eram tranquilos, como Salvador e Brasília, sofrem hoje com o trânsito. Para você ter idéia, pesquisa divulgada na 6a feira passada pelo Ibope revelou que os paulistanos perdem em média 2 horas e 43 minutos diariamente nos deslocamentos pela cidade, quase 15 minutos a mais que no ano passado. Nao é para menos. Em SP metade da populaçao possui ao menos 1 veículo de passeio. Na faixa acima de R$ 2.300 mensais de renda familiar esse percentual sobe para 83%. Tem mais – 1 em cada 5 paulistanos possui 2 carros. E a coisa deve piorar ainda mais, na medida que a economia vá melhorando. Vale dizer que 1/3 desses donos de carros de passeio compraram o seu automóvel nos últimos 12 meses, com crise e tudo. 22/09 Luiz Alberto Marinho

Sendo o trânsito um dos maiores problemas dos habitantes das grandes cidades, causador de desconfortos e também de uma poluiçao bem nociva a saúde das pessoas, seria de se esperar uma enorme adesao ao ‘Dia sem Carro’, comemorado hoje, nao acha? Pois é, mas nao foi bem isso o que aconteceu. O volume de automóveis nas ruas ficou igual. Oficialmente a desculpa é a precariedade do transporte público - e também a insegurança das cidades, pressa, chuva etc. Mas na verdade isso ocorre principalmente porque estamos todos de acordo quando o assunto se refere ao que os outros precisam fazer pelo planeta. Mas quando somos nós que temos que abrir mao de algum conforto, tudo muda. Nos esquecemos que sem o sacrifício de cada um, um dia o trânsito vai parar de vez, o ar ficará irrespirável, a água potável acabará e por aí vai.

O problema é que a gente sempre pensa que isso está longe de acontecer e vai adiando o consumo sustentável, da mesma maneira como adiamos o início da dieta, a retomada dos exercícios físicos e o dia de abandonar o cigarro.

- No Dia Mundial sem Carro, o DFTV, que tem o programa Radar, sobre trânsito, não destaca o assunto.

- Veja o site do DFTV aqui 
- Quem sabe até o final do dia isso muda.







22 de Setembro de 2009BOM DIA DF

21 de Setembro de 2009DFTV 2ª EDIÇÃO

- Clique para saber mais sobre o Dia Sem Carro em Brasília.

- Programação aqui 

- No Dia Mundial Sem Carro, DF e 8 Estados promovem eventos.

Terra/ Agência Brasil


Para comemorar o Dia Mundial Sem Carro, o Ministério das Cidades realiza nesta terça-feira passeio ciclístico na Esplanada dos Ministérios e seminário. O ministro Márcio Fortes vai pedalar, juntamente com os participantes do passeio, até o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde é realizado o 10º Congresso Brasileiro de Municípios.
No estacionamento do ministério, às 10h30, Márcio Fortes participa do projeto Vaga Viva, que terá exposição de fotos, exibição de vídeos e lançamento do Concurso de Ideias para Mobilidade com Bicicletas, promovido pela Universidade de Brasília. Às 13h, o ministro vai ao seminário Dia Sem Carro, que discutirá alternativas de mobilidade urbana.


Outras cidades

Para marcar a data, a ONG Greenpeace promove vagas vivas em oito capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Manaus (AM) e Recife (PE). As vagas vivas são manifestações pacíficas que ocorrem nessa data, quando o espaço na rua que seria ocupado por um carro estacionado é usado para promover uma atividade com a população.
Em São Paulo, o Serviço Social do Comércio (Sesc) promove, das 10h às 14h, o evento "Pegue Carona Nessa Ideia". A trupe de palhaços Os Sustentáveis - Agentes de Transição fará intervenções artísticas e ações interativas durante cortejo que percorrerá ruas do Centro de São Paulo, com a distribuição de material informativo.
O percurso será feito pela rua Carmo, Poupatempo-Sé, Praça da Sé, rua XV de Novembro, Praça Antonio Prado, rua São Bento, pelo Largo São Bento, a rua Líbero Badaró, o Viaduto do Chá, a rua 24 de Maio, avenida Ipiranga, barão de Itapetininga, Praça Patriarca e rua Direita.
No Rio de Janeiro, diversas atividades marcarão a data. A programação começa às 10h, na Praça Mário Lago, no Centro, com apresentação da banda da Guarda Municipal, seguindo-se dança rítmica. Haverá ainda apresentação de Tai Chi Chuan no Clube Escolar da Mangueira, de teatro de rua, além de curso de educação cicloviária, às 9h em Copacabana, com noções sobre o uso adequado da bicicleta como meio de transporte.
Em Curitiba (PR), 40 quadras de 15 ruas do Centro foram fechadas às 6h e só voltam a ser liberadas às 20h. A prefeitura autorizou o acesso nesses trechos apenas de ônibus, bicicletas, pedestres e veículos de emergência.
Uma extensa programação está prevista para ocorrer em toda a cidade durante o dia. Nas ruas haverá exames de saúde e atividades de educação de trânsito, lazer e serviços, com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de reduzir a emissão de poluentes. Quem se interessar poderá utilizar um dos quatro ciclotáxis puxados por bicicletas que ficarão à disposição para passeios nas principais ruas bloqueadas.



- A pé em São Paulo. A pé em Brasília.

  • renatabennetDia Mundial Sem Carro em Brasília? Tá de sacanagem né? Cadê o metrô fora do eixo Norte e Sul?

    marciolealg@LarissaSqueff Aqui em BSB, Dia Sem Carro é Dia de 2h de onibus para ir e 2h para voltar... Contra 20 minutos de carro fica dificil, né?

    @LarissaSqueffVantagens de andar sem carro. Capítulo 2: vc vai olhando as pessoas. É muito bom...perdemos o gosto por observar os outros
     from web








  • @LarissaSqueff



  • Vantagens de andar sem carro. Capítulo 1: você vai lendo from web


















  • @LarissaSqueff



  • A vida sem carro é melhor. Juro, juro que é verdade. Sem hipocrisia, tb, moro numa região abastecida por ônibus e nem toda a cidade é assim.
  • Mais de 22h. Não há ônibus em Brasília. Quando aparece um par de luzes naquelas ruas largas e secas e vazias de gente é como se fosse um poço no deserto.

    Brasília é uma cidade seca.

    from twitter


    lgiesel


    Uma chuva de 3 minutos na Asa Norte, 


    quando parou, fui olhar na janela 


    e a rua já estava


    sequinha  de novo. 


    # clima#brasilia

    CQC em BSB.

  • Rafael CortezcortezrafaDe todo modo, apesar de não gostar de Brasília, quero dizer que amo essa cidade. Um abraço from web







        

  • Rafael Cortez

  • cortezrafaEstou em Brasília. E resolvi sair para comer algo às 23hs. Onde eu tava com a cabeça? Lugar aberto, na Asa Norte, a essa hora? Sofrimento...
  • troféu abacaxi pra brasília.

    from twitter
    @rosemaysbsb
    Bom dia, Bras ilha. Me sinto numa grande cidade do interior quando escuto o cara da kombi vendendo abacaxi.

    - Domingo. Asa Norte.


    - Remédio contra o Tédio.

    - Ganhei um remédio contra o tédio de Brasília. Foi ontem, sábado à noite (5 set), no Senhoritas Café, da 408 Norte. Todo mundo que estava lá ganhou uma cápsula. Dentro dela, havia um papelzinho com o endereço do mais novo site da cidade.
    - Achei a abordagem linda. E a iniciativa, mais ainda. Vai lá se curar também. O endereço do site:
    www.brasiliensite.com.br  
    - E o email para contato: desembucha@brasiliensite.com.br 

    - O sapateiro da 415 norte.

    - Há um sapateiro na 415 norte. Se você passa de carro, o que vê é (mais) um caixote brasiliense. Mas há frases de reflexão decorando o puxadinho de madeira e, lá dentro, um personagem e tanto. Por dentro e por fora o office improvisado tem história pra contar. Você só sabe que o sapateiro da 415 norte existe se caminhar por ali. Usuário pesado de drogas, foi preso, sofreu muito. Até que descobriu Jesus. Literalmente. Desde então, o evangélico sapateiro se desloca de bicicleta pela capital do país, mantém o corpo e a mente em forma e, sempre que pode, compartilha os aprendizados de vida com quem deixa um sapato para consertar. Na semana passada, fui até lá. Surpresa: o sapateiro estava ocupado. Uma repórter da rádio Band News fazia uma entrevista com ele. Rápida e esperta - duas qualidades fundamentais para ser jornalista - ela aproveitou a oportunidade da minha chegada e pediu para me entrevistar. Contei para ela e os ouvintes que o sapateiro da 415 norte sempre sabia muito bem qual era o sapato deixado pelos clientes. "Antes que você diga o que veio buscar, ele já sabe qual é o seu par". Para andar a pé em Brasília, tem que ter um sapateiro muito bom e barato. Fica a dica.
    JÁ, JÁ POSTO UMA FOTO.
    Serviço.
    Sapateiro da 415 norte.
    Telefone (61) 8172-0999
    Fica na entrada da 415 norte residencial,
    à direita. Em frente ao ponto de táxi.

    - Brasília soft.

    - Brasília é um pouco hard quando tem sol. Mas em dias sem ele, parece que até o céu foi feito por Niemayer. Absolutamente tudo fica cinza, sem graça. Prefiro Brasília quando você anda por aí, olha pra cima e o que vê é um enorme, gigante, incomensurável protetor de tela do Windows. Brasília fica mais soft. Microsoft.

    - Coitadas.


    - No meio do passeio não tinha uma pedra. Tinha uma calçada. Passeio é lugar de calçada, mas não de calçada quebrada. Calçada quebrada em Brasília é uma armadilha. No meio do passeio tinha uma calçada quebrada. Uma armadilha. Passeio com calçada quebrada mais parece trilha. Calçadas em Brasília, de tão pouco usadas, não são reconhecidas pelos pés. Caçadas quebradas são feias. São erguidas. Parecem mini-vulcões. É tropeçar e cair. Calçadas quebradas parecem mini-vulcões, mas quem se esparrama é ela: óculos, bolsa, celular. Coitada da menina esparramada. Espatifada na calçada quebrada. Coitada da calçada e da menina. Coitadas. Que Brasília feia.
    - Esta placa eu achei aqui
    - Esta "cena" eu testemunhei na 405 sul.

    - Sobre Damas e Cavalheiros. No trânsito.



    - Minha amiga voltou do almoço, esbaforida. Ela estava de carona com outra amiga e tiveram um pensamento verde: pra que ir em dois carros se vamos almoçar juntas? Na volta para o trabalho, o carro da tal amiga quebrou. Em plena Esplanada. Em uma das muitas horas do rush que Brasília passou a ter nos útimos anos. Lá ficaram as duas, tostando sob o sol do cerrado, precisando do help, que não veio. Algum cavalheiro parou para ajudar? Não. "Fiquei apavorada com a indiferença dos homens!" - disse ela. Pensei um pouco. "E alguma dama parou"? - perguntei. "Também não". Hmmmm. Então não se trata de uma questão de gênero-feminino-masculino. Se tem algum "gênero" aí pra se questionar é o "gênero" ser humano, mesmo. Sabe o que me surpreenderia? Se a minha amiga chegasse contando: "Hoje fui almoçar com uma amiga, fomos no carro dela e na volta, o carro quebrou. Ainda bem que 100 pessoas pararam pra ajudar a gente". Se isso acontecesse, eu pensaria: "Eram 100 aliens". Beijo, Josi.

    - Homem caminha em frente ao Museu Nacional.



    Para ver a matéria sobre a arquitetura de Niemeyer, aqui

    - Do Twitter.


    Brasília é assim. Você descobre que tem vizinho enrolado com a polícia.
    O meu já foi preso várias vezes.
    Pois é. O vizinho do meu vizinho enrolado com a polícia é um juiz federal. Imagine só.
    Não o conheço.
    Sei que se enrolou com venda de pedras preciosas, de cavalos de raça e outras cositas.



    Um amigo perguntou: por que alguém escolhe ganhar a vida como barman? Porque fora de Brasília a palavra estabilidade não faz o menor sentido



    Esta Cidade É Um Sanduíche de Atum Selado





    Entendo porque Brasília enoja o País. Mas é preciso entender que eles não são daqui: são do País. Aqui é apenas o estômago


    - "Dezesseis".

    - "Dezesseis" da banda
    Little Quail and the Mad Birds, de Brasília.



    Um, dois, três, quatro, cinco, seis
    Sete, oito, nove, dez, onze, doze,
    Treze, catorze, quinze, dezesseis
    Eu sei que são dezesseis
    Centos, duzentos, trezentos, quatrocentos
    É que não dá, desse jeito eu vou pirar
    SQS, HIGS, SDS
    Pra mim é tudo igual
    SQN, SHIN, CLN
    Vou dar uma decida na comercial
    Dezesseis, eu sei que são dezesseis
    L 12, W 3, eu sei que são dezesseis

    - Dica do Thiago

    - Para saber mais sobre as bandas de Brasília, aqui

    - do Facebook.


    Norma ah! estava aqui pensando em Porto Alegre, gostaria muito que algum amigo aí, vá na Rua da Praia e deixe alguém esbarrar em vc, por mim. Isto não existe aqui em Brasília, não existe o acaso, existem outras coisas...como as que busco, mas não as que vêem.

    Norma
    Ah meu amigo...faça isso, olhe nos olhos de uma garota e veja ela ruborizar-se, se der olhe para trás. Assim mantenho a chama viva da minha cidade em mim.


    Talita Voltei do Rio e também senti falta disso. Acho que quero ir para uma cidade em que tenha gente andando na rua.








    Cariocas a pé no Calçadão do Rio de Janeiro.



    - Brasília. Quase ninguém a pé.

    - O carro pára na Faixa. As pessoas atravessam a rua. Não é Brasília. É a Abbey Road, 40 anos depois.

    Folha

    07/08/2009 - 17h37
    Foto dos Beatles na Abbey Road completa 40 anos

    da France Presse, em Londres

    Dezenas de fãs se aglomeram todos os dias em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres, para uma foto no local da famosa imagem dos Beatles atravessando a rua de mesmo nome, há 40 anos.

    Mas agora, neste dia 8 de agosto, os nostálgicos dos Fab' Four vão lotar a emblemática rua para celebrar o 40º aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado "Abbey Road". Mais...
    CLIQUE E VEJA AGORA A FAMOSA FAIXA DE PEDESTRE NA WEB CAM:

    Matéria da BBC, aqui

    - Morador de rua é queimado por colegas no Lago Sul.

    Dominique Lima
    Raphael Veleda
    Correio
    Publicação: 02/08/2009 13:11


    Um morador de rua foi queimado na noite deste sábado (1/8), por volta das 22h30 no comércio da QI 13 do Lago Sul, próximo ao supermercado Carrefour bairro. Everton Augusto da Silva, 29 anos, apelidado De Menor, teve queimaduras de primeiro e segundo graus. Segundo o médico supervisor de emergência do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Fernando Moraes de Oliveira, para onde foi Everton Silva foi levado, a extensão das queimaduras não é grande, mas os ferimentos são graves por se localizarem no rosto. Foi feita a limpeza dos ferimentos, mas não há previsão de alta para o morador de rua, que pode ter de se submeter a uma cirurgia para reparar os tecidos atingidos.

    Segundo Everton Silva, que conversou com o médico sobre o acontecido, os autores do crime foram seus companheiros, identificados por ele como Carlinho e Renan. Os três bebiam numa praça da comercial do Lago Sul quando a vítima adormeceu e acordou momentos depois em chamas. O fogo teria sido iniciado com álcool combustível. Everton Silva foi atendido pelo corpo de bombeiros e o caso é investigado pela 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul).

    Memória

    Violência contra moradores de rua


    A morte do índio Galdino Jesus dos Santos, em 20 de abril de 1997, do povo pataxó Hã-Hã-Hãe, chocou o país há 12 anos. Ele morreu em consequência de queimaduras em 95% do corpo causadas por cinco jovens de classe média, que atearam fogo no índio enquanto ele dormia no ponto de ônibus da 703/704 sul. Segundo os cinco, eles pretendiam fazer uma brincadeira com Galdino, que acreditaram ser um morador de rua. Os quatro jovens que eram maiores de idade foram condenados a 14 anos de prisão e receberam liberdade condicional em 2004.
    Também em 1997, o morador de rua Alair Roberto de Araújo, de 47 anos, foi internado no Hospital de Base com 18% do corpo queimado. Ele dormia no fundo de uma loja na 104 sul quando acordou em chamas. Não se sabe quem o atacou. No dia 21 de março de 2003, mais um caso de violência. Cinco malabaristas foram acusados de atear fogo no mendigo Leandro Lopes Celestino, de 23 anos, que sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em 43% do corpo. A causa do ataque foi uma discussão por disputa de território para arrecadar dinheiro. O crime aconteceu no semáforo do cruzamento entre a W3 e a via S-2, próximo ao Pátio Brasil.

    Em 19 de janeiro de 2009, mais duas mortes. Os moradores de rua Paulo Francisco de Oliveira Filho, de 35 anos, e Raulhei Fernandes Mangabeiro, de 26, foram executados pelo funcionário do Banco Central (BC) José Cândido do Amaral Filho, 48 anos na 703/704 sul, mesmo local em que o índio Galdino Jesus foi morto doze anos antes. O analista do BC atirou à queima-roupa nos mendigos, que morreram na hora. José Filho fugiu, mas acabou confessando o crime dias depois.

    - O que diz a lei.


    Das normas gerais de circulação e conduta

    Via de regra, o pedestre tem prioridade sobre todos veículos, motorizados ou não, conforme as normas gerais de circulação e conduta previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Mas também tem obrigações e deveres que, para sua segurança, devem ser observados

    # Art. 68
    É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas. A autoridade pode até permitir o uso da calçada para outros fins, desde que não prejudique o fluxo de pedestres.

    Quando não houver passeios nas áreas urbanas, o pedestre pode caminhar na pista de rolamento e tem prioridade sobre os veículos. Deve andar pelos bordos da pista, em fila única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.

    Nas vias rurais, quando não houver acostamento, as regras são as mesmas. Mas o pedestre deve andar em sentido contrário ao deslocamento de veículos.

    # Art. 69
    Para cruzar a pista de rolamento o pedestre deve levar em conta a visibilidade, a distância e a velocidade dos veículos.

    Deve usar sempre as faixas ou passagens sempre que estas existirem numa distância de até 50m dele. Onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via deve ser feito em sentido perpendicular ao de seu eixo.

    Onde houver foco de pedestres, obedecer às indicações das luzes. Onde não houver, aguarde que o semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos nas interseções e em suas proximidades (onde não existam faixas de travessia), os pedestres devem atravessar a via na continuação da calçada, observadas as seguintes normas:

    a) deve iniciar a travessia após assegurar-se de que não vai obstruir o trânsito de veículos;
    b) uma vez iniciada a travessia, não deverá aumentar o seu percurso, demorar-se ou parar sobre a via sem necessidade.

    # Art. 70
    Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas têm prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica. Quando houver semáforo, será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.

    # Art. 71
    O órgão de trânsito manterá, obrigatoriamente, as faixas e passagens de pedestres em boas condições de visibilidade, higiene, segurança e sinalização.

    - Faixa não garante segurança de pedestre

    Correio

    Dos 157 pedestres mortos no ano passado no asfalto, seis foram atingidos enquanto atravessavam no lugar teoricamente mais seguro

    O aumento da morte de pedestres no Distrito Federal não é o único alerta. Das 157 vítimas de 2008, seis perderam a vida durante a travessia da faixa. Em todos os casos, já havia pelo menos um veículo parado quando ocorreram os acidentes. É pior do que 2006, quando 60% dos acidentes ocorreram quando havia outro veículo parado aguardando a vez do pedestre.
    As estatísticas do Departamento de Trânsito (Detran) revelam que o número de pedestres mortos na faixa em 2008 (6 casos) foi três vezes maior do que em 2007. A análise também mostra, ano a ano, o percentual de mortos sobre a faixa em relação ao total de pedestres que perderam a vida. Neste caso, 2008 registrou o segundo maior percentual sobre o total de vítimas (3,8%) dos últimos 11 anos, perdendo apenas para 2006.
    O desrespeito à faixa de pedestres não pode ser medido apenas pelas multas aplicadas. Mas o fato é que, em 2008, os fiscais do Detran e os policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar aplicaram 3.595 multas a motoristas que não deram preferência a pedestre ou veículo não motorizado. A média foi de quase 10 por dia e representou um aumento de 27% em relação a 2007 (veja quadro).
    Conjunto Nacional é um dos pontos críticos - (Monique Renne/CB/D.A Press)
    Conjunto Nacional é um dos pontos críticos
    O Detran identificou alguns pontos onde o desrespeito é maior. E tem colocado agentes próximos a esses locais para multar os infratores. No Plano Piloto, os pontos críticos são o Conjunto Nacional, as vias W4 e W5 Sul e entre o Cruzeiro e o Sudoeste econômico. Em Taguatinga, a avenida Hélio Prates é outro trecho arriscado pelo grande fluxo de veículos e pedestres. “Tem muita falta de atenção do motorista e um excesso de confiança por parte do pedestre. O sinal de vida com a mão foi uma coisa que inventaram para Brasília, não está no código de trânsito. Mas ajuda o pedestre a ser visto e o motorista a parar a tempo”, considera Silvaim Fonseca, chefe do Departamento de Policiamento e Fiscalização do Detran.
    Fonseca alerta que é preciso ter cautela dos dois lados. Especialmente com crianças e idosos, que são mais vulneráveis. “Um veículo leve, a 80km/h, precisa de no mínimo 30 metros para parar. O pedestre confia no primeiro carro e vai atravessando. De outro lado, o motorista precisa estar atento ao que ocorre nas laterais da pista”, diz.
    Irresponsabilidade dos motoristas fica evidente  - (Monique Renne/CB/D.A Press)