
"Hipnotizado pelo céu de Brasília", por Thales Sabino do blog Finíssimo
Thales Sabino, editor-chefe
editor@finissimo.com.br
Jornalista, virginiano,
24 anos, nascido em Minas,
mas brasiliense por opção
Quando me mudei para cá, há sete anos, ouvi a frase-clichê “Brasília não tem mar, mas tem o céu”. Achei engraçado e retruquei: “Tá, mas céu todo lugar tem”. Só fui entender o que significa a afirmação quando um dia fui embora à pé da UnB para casa (na época eu estudava Letras, antes de fazer Jornalismo, e morava na 410 Norte).
Eram mais ou menos 18h30. Olhei para cima e parei. Olhei, olhei… só percebi que estava ali havia tempo demais quando uma senhora parou e começou a olhar também (ela estava com uma criança que fez o mesmo). Foi meio mico… Lembrou aquela cena clássica em que todos olham para o céu e surge a frase ”É um pássaro, um avião? Não, é o Superman!” A senhora foi embora e eu continuei a andar, olhando para o céu de rabo-de-olho (imagine minha cara de doido).
Hoje minha mesa de trabalho fica encostada na janela. Não há prédios, comércio, nada. Apenas o estacionamento do Ceub, os postes que iluminam a rua do Autódromo e o horizonte. Mesmo assim quase nunca desvio o olhar do computador e quando o faço sempre fico hipnotizado, anestesiado.
Ontem levei um susto. Depois da chuvarada que caiu, o céu ficou com a cartela de cores mais linda dos últimos dias. Corri e peguei a câmera fotográfica para registrar. A foto acima, acredite, apenas foi redimensionada sem passar por edição.
Não me acostumo. O céu de Brasília é lindo demais.
Thales Sabino, editor-chefe
editor@finissimo.com.br
Jornalista, virginiano,
24 anos, nascido em Minas,
mas brasiliense por opção
Quando me mudei para cá, há sete anos, ouvi a frase-clichê “Brasília não tem mar, mas tem o céu”. Achei engraçado e retruquei: “Tá, mas céu todo lugar tem”. Só fui entender o que significa a afirmação quando um dia fui embora à pé da UnB para casa (na época eu estudava Letras, antes de fazer Jornalismo, e morava na 410 Norte).
Eram mais ou menos 18h30. Olhei para cima e parei. Olhei, olhei… só percebi que estava ali havia tempo demais quando uma senhora parou e começou a olhar também (ela estava com uma criança que fez o mesmo). Foi meio mico… Lembrou aquela cena clássica em que todos olham para o céu e surge a frase ”É um pássaro, um avião? Não, é o Superman!” A senhora foi embora e eu continuei a andar, olhando para o céu de rabo-de-olho (imagine minha cara de doido).
Hoje minha mesa de trabalho fica encostada na janela. Não há prédios, comércio, nada. Apenas o estacionamento do Ceub, os postes que iluminam a rua do Autódromo e o horizonte. Mesmo assim quase nunca desvio o olhar do computador e quando o faço sempre fico hipnotizado, anestesiado.
Ontem levei um susto. Depois da chuvarada que caiu, o céu ficou com a cartela de cores mais linda dos últimos dias. Corri e peguei a câmera fotográfica para registrar. A foto acima, acredite, apenas foi redimensionada sem passar por edição.
Não me acostumo. O céu de Brasília é lindo demais.
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