A pé na parada do índio Galdino.

Sábado, dia 24 de março, foi dia de Parada Poética.  paradapoetica.blogspot.com.br

stop motion da"parada poética"



Galeria de imagens do Correio Braziliense -> AQUI

foto by brechó online
renato mattos na "parada poética"

* Não conferi, não estava na cidade e acho que a transmissão web não rolou (ao menos, não consegui conectar). * De longe, mandei energia positiva. * Acho que é por aí que se faz uma cidade para as pessoas na capital dos carros.*
* Parabéns pra @PoetaMarinaMaraque idealizou tudo, e pra quem deu força, divulgando, levando a sua expressão criativa (teatro, música, artesanato, poesia), indo lá conferir e apoiando a iniciativa (artistas não cobraram cachê). *

É importante lembrar:
foi nessa parada da 703/ 704 sul (W3) que o
 índio GALDINO JESUS DOS SANTOS foi assassinado há 15 anos.

fotos do jmarconi AQUI


photo by jmarconi

photo by jmarconi

photo by jmarconi

photo by jmarconi

photo by jmarconi

photo by jmarconi

photo by brechó online



A pé no Museu Nacional.

foto by Juliana Goldschmidt


Sarau Sanitário. Marina Mara.

http://www.marinamara.com.br/


Presos dois suspeitos de planejar massacre na UnB.

Eles estariam planejando um ataque às ciências sociais da UnB.
Mais aqui

BsB Memo Memorabilia.

Design inspirado por Brasília.
Onde: 
SCRN 704/705 Bloco E, 
Lojas 51/56, Asa Norte.
Mais aqui -> http://bsbmemo.com

  







Renato Mattos improvisando. Mercado municipal. W3 sul.

Menu. Gama.

"Restaurante sem amor". by Na Rota do Rock

Como assim esse "restaurante sem amor" 
fica justamente no Gama?
Renato Mattos (aqui) tem uma música, 
"Um telefone é muito pouco",  
que diz assim:

Um telefone é muito pouco
Pra quem ama como louco
E mora no Plano Piloto
Se a menina que o cara ama
Tá pra lá do Gama, mata de desgosto
E ele fica dentro do pijama
Em cima da cama comendo biscoito
E a televisão com seus programas
Que não tem mais chama pra quem tá afoito
E ele foge para a Asa Norte
Tropeçando em ratos
Que saem do esgoto

Recebi pelo Facebook. Cenas fortes daquela violência que só o trânsito "inspira". Se assistir, leia os comentários.

Entre tantas bizarrices, mais uma:
quem subiu o vídeo no Youtube, neste canal, o classificou em 'Humor'
Veja shotscreen abaixo.
Só se for pra rir de nervoso.
: (
E postou um comentário nada a ver na descrição.



O registro no vídeo, independentemente do que acontecer com os envolvidos nessa cena terrível, valeu pra gerar o debate. Não sei pra você, mas sob o meu olhar tá todo mundo errado. Ninguém tem razão de agir como a motorista agiu e como o motoqueiro agiu. A atitude dos dois foi equivocadérrima, mesmo que alguém esteja "certo" na lei ... Tão desnecessário tudo isso.
"Piadinhas" machistas contra a motorista só deixam tudo ainda mais triste. "Defesas" machistas do motoqueiro idem. Homem na moto, mulher na direção, mulher na moto, homem na direção. Tanto faz. Fora da moto, fora do carro todo mundo é pedestre. Todo mundo é gente. Ou deveria ser...




aqui a pergunta que fiz, 
sobre a classificação como "humor":



PARADA POÉTICA. agora. na W3 sul. Na parada onde o índio Galdino foi assassinado, há 15 anos. Tá em BsB? Vai lá! Não tá? Acompanha aqui!

http://paradapoetica.blogspot.com.br/p/webtv.html

Bom humor no protesto contra os buracos nas ruas. Cruzeiro Novo.

 aqui

intervenção criativa pra chamar a atenção.


não parece a ponte JK?

deu certo! o GDF já resolveu. 
pelo menos, esse buraco. 

Daquilo que me habita. CCBB.

ônibus grátis. saindo da rodoviária. 
veja horários aqui:
http://www.daquiloquemehabita.art.br/


'a vida é um sopro'. oscar niemeyer. documentário.

'Um Pacto pela Cultura do DF'. artigo de Renio Quintas, maestro, pianista e ativista da cultura em Brasília.

saiu no correio
clique na imagem para ampliar e ler
sobre o renio quintas aqui



A pé no Parque Olhos D'agua.

Foto: Paulo Miranda
[à direita, embaixo, senhor magela 
bebendo um copo d'agua]

Hoje, Dia Mundial da Água, Agnelo Queiroz assinou em Brasília o Decreto que protege o Parque Olhos D'agua. Se cair água no Decreto, o papel se despedaça. Mas não se despedaça o movimento SOS Parque Olhos D'Água, que comemora hoje essa conquista bonita. O grupo continua fluindo, afinal, ainda tem muita água pra passar por debaixo de muita ponte. Eu amo E odeio o que acontece em Brasília. Essa é uma parte das coisas que amo ver acontecer. Parabéns ao grupo. Parabéns pra cidade.


NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA,
DIA DE OLHO CHEIO D'AGUA 


veja aqui - o Abraço ao Parque em 2011 
{ quando tudo começou }


olha que efeito legal essa conquista 
já teve na gestão do DF

A pé em Brasília com Clarice.


'Brasília é a imagem da minha insônia', escreveu ela. Um grupo de fotógrafos da cidade manteve os olhos bem abertos para enxergar Brasília pelo texto de Clarice Lispector. Foi um projeto cultural da Varanda e o resultado ficou LINDO. Veja as Fotos - Clique aqui



clica no título pra ver a fonte do texto. 

Brasília [1962]

"Brasília é construída na linha do horizonte. – Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar, e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. – Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia, vêem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia – minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil; eles ergueram o espanto deles, e deixaram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério. – Quando morri,um dia abri os olhos e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo. Havia um táxi parado. Sem chofer. – Lucio Costa e Oscar Niemeyer, dois homens solitários. – Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera ainda não cresceu. – Além do vento há uma outra coisa que sopra. Só se reconhece na crispação sobrenatural do lago. – Em qualquer lugar onde se está de pé, criança pode cair, e para fora do mundo. Brasília fica à beira. – Se eu morasse aqui, deixaria meus cabelos crescerem até o chão. – Brasília é de um passado esplendoroso que já não existe mais. Há milênios desapareceu esse tipo de civilização. No século IV a.C. era habitada por homens e mulheres louros e altíssimos, que não eram americanos nem suecos, e que faiscavam ao sol. Eram todos cegos. É por isso que em Brasília não há onde esbarrar. Os brasiliários vestiam-se de ouro branco. A raça se extinguiu porque nasciam poucos filhos. Quanto mais belos os brasiliários, mais cegos e mais puros e mais faiscantes, e menos filhos. Não havia em nome de que morrer. Milênios depois foi descoberta por um bando de foragidos que em nenhum outro lugar seriam recebidos; eles nada tinham a perder. Ali acenderam fogo, armaram tendas, pouco a pouco escavando as areias que soterravam a cidade. Esses eram homens e mulheres menores e morenos, de olhos esquivos e inquietos, e que, por serem fugitivos e desesperados, tinham em nome de que viver e morrer. Eles habitaram as casas em ruínas, multiplicaram-se, constituindo uma raça humana muito contemplativa. – Esperei pela noite, noite veio, percebi com horror que era inútil: onde eu estivesse, eu seria vista. O que me apavora é: é vista por quem? – Foi construída sem lugar para ratos. Toda uma parte nossa, a pior, exatamente a que tem horror de ratos, essa parte não tem lugar em Brasília. Eles quiseram negar que a gente não presta. Construções com espaço calculado para as nuvens. O inferno me entende melhor. Mas os ratos, todos muito grandes, estão invadindo. Essa é uma manchete nos jornais. – Aqui eu tenho medo. – Este grande silêncio visual que eu amo. Também a minha insônia teria criado esta paz do nunca. Também eu, como eles dois que são monges, meditaria nesse deserto. Onde não há lugar para as tentações. Mas vejo ao longe urubus sobrevoando. O que estará morrendo meu Deus? – Não chorei nenhuma vez em Brasília. Não tinha lugar. – É uma praia sem mar. – Mamãe, está bonito ver você de pé com esse capote branco voando (É que morri, meu filho). – Uma prisão ao ar livre. De qualquer modo não haveria pra onde fugir. Pois quem foge iria provavelmente para Brasília. Prenderam-me na liberdade. Mas liberdade é só que se conquista. Quando me dão, estão me mandando ser livre. – Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui em Brasília, e floresce gélido, potente, força gelada da Natureza. Aqui é o lugar onde os meus crimes (não os piores, mas os que não entenderei em mim), onde os meus crimes não seriam de amor. Vou embora para os meus outros crimes, os que Deus e eu compreendemos. Mas sei que voltarei. Sou atraída aqui pelo que me assusta em mim. – Nunca vi nada igual no mundo. Mas reconheço esta cidade no mais fundo de meu sonho. O mais fundo de meu sonho é uma lucidez. – Pois como eu ia dizendo, Flash Gordon... – Se tirasse meu retrato em pé em Brasília, quando revelassem a fotografia só sairia a paisagem. – Cadê as girafas de Brasília? – Certa crispação minha, certos silêncios, fazem meu filho dizer: puxa vida, os adultos são de morte. – É urgente. Se não for povoada, ou melhor, superpovoada, uma outra coisa vai habitá-la."
[...]

do blog 'Rádio Corredor'.

clique na frase


A pé em Brasília com João de Santo Cristo.

Faroeste Caboclo. O filme.
'assista' a produção aqui ->  blog do filme
- clique na imagem abaixo.
"Em pequenas latinhas se escondem grandes efeitos e grandes histórias. Nesse vídeo a equipe de Faroeste Caboclo pensa como mostrar as habilidades de João de Santo Cristo como atirador."
mais vídeos aqui

MEU DEUS
MAS QUE 
CIDADE LINDA
NO ANO NOVO
EU COMEÇO A 
TRABALHAR

' Vitamina Central na 506 sul/W3. O melhor suco da cidade com ótimo preço. Não é à toa que tá sempre lotada. Super indico! ' Milena.

onde fica
Comercial da 506 Sul
Bl. A, s/n lj 63 
tel (61) 3244-2866
7h30-20h 
(sáb. até 12h30; fecha dom.)
o que tem lá
"As trinta sugestões de vitamina, todas feitas de frutas frescas, levam nomes como adrenalina e saborosa. A primeira combina açaí, banana, xarope de guaraná e leite. Já a segunda, laranja, mamão, banana, abacaxi e leite . Para um lanche, são servidos salgados de fabricação própria, entre eles pão de batata recheado com queijo de minas (que até a data deste post custava R$ 2,55) e esfiha de carne."

playlist para o plano piloto.

o movimento NOSSA BRASÍLIA já deu o primeiro passo! vem gente!

saiba mais e participe \o/
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no blog 
e na rede ning


En Brasilia cuando llueve...mejor cerrar la ventanaaaaaaaa!!!!



...e chegou a estação das
'suaves' águas de março em brasília.
vista da janela. asa sul.
o que você ouve é a filha de 8 anos
de amigos queridos:
'- ayyyy, me he mojao! 
cierra la ventanaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!'
o pai dela é espanhol.

Brasilienses mobilizam-se contra projeto de Magela que reduz o Parque Nacional de Brasília.


blog do Chico Sant'anna

“A redução irá afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água” -
ressalta carta enviada à Câmara dos Deputados.

Texto por Chico Sant’Anna. Foto: Edgard Thomas
Um projeto-de-lei, de autoria do deputado federal Geraldo Magela, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, é o motivo para a mais nova mobilização de brasilienses contra a redução de áreas verdes no Distrito Federal. Desta vez, a área ameaçada é o Parque Nacional de Brasília, que abriga a Água Mineral.
O projeto, de nº 7999/2010, a título de regularizar uma invasão de terras públicas, propõe a exclusão de uma vasta área do Parque Nacional de Brasília em prol de invasões irregulares. O projeto está na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na comissão de Meio Ambiente, que é presidida pelo deputado Sarney Filho, do Partido Verde.
Trata-se da área do Núcleo Rural Boa Esperança II. Com 42,3 mil hectares, o Parque Nacional de Brasília tem um trecho com 24 chácaras irregulares. Mais do que rural, o Núcleo já começa assumir características de condomínio urbano, como os existentes para o lado de São Sebastião.
Segundo dirigentes do Parque Nacional de Brasília, a invasão começou em 2006 e alguns moradores já contam energia elétrica, salão de festa, lugar para lazer e até haras para a criação de cavalos. A ambientalista Christiane Horowitz afirma que a tendência é que, face à pressão da especulação imobiliária, a área tenha sua destinação rural desvirtuada para urbana. Vários chacareiros já teriam inclusive parcelado as terras por eles invadidas.
Criado em 1961, o parque foi redesenhado em 2006, passando de pouco mais de 30 mil hectares para 42,3 mil hectares. A proposta de Magela altera justamente a Lei 11.285/06, que redefiniu limites do parque. Ele quer diminuir em52,57 hectares, o equivalente a 52 campos de futebol, a área de preservação. Magela alega que a lei de 2006 incluiu equivocadamente este território que fica às margens da BR-20, que liga o Plano Piloto à Formosa, em Goiás, e ao Nordeste do Brasil. Diz ainda que se houvesse invasão no passado, as autoridades deveriam ter impedido à época. Ela afirma ainda que os processos de urbanização em torno do parque podem sufocar suas riquezas naturais.
Segundo os participantes do movimento em defesa do Parque Nacional de Brasília – alguns dos quais recentemente se mobilizaram pela ampliação do Parque Olhos d’Água, na Asa Norte – o PL 7.999/2010 propõe a exclusão de área situada a nordeste do Parque Nacional de Brasília. “Esta região já teve sua área reduzida pela Lei 11.285/2006, favorecendo na época o interesse da especulação imobiliária” – informa uma nota postada na Internet.
O movimento, que se agita nas redes sociais, entende que a redução da área do Parque Nacional de Brasília – que já é ameaçado de um lado pelo lixão da estrutural, da própria Vila Estrutural, alçada recentemente ao status de cidade satélite; e, de outro, pelo Lago Oeste – implicará em prejuízos na manutenção de ambientes contíguos, como corredor ecológico, no controle dos impactos ambientais provenientes de ocupações habitacionais.
Há medo ainda que ele prejudique o manancial de água, já escasso no Distrito Federal.
“Também haverá prejuízos em um dos maiores benefícios prestados a sociedade pelo Parque Nacional de Brasília que é o fornecimento de aproximadamente 28% da água consumida no DF. A redução irá afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água” – ressalta uma carta enviada ao deputado federal Ricardo Berzoini – PT/SP, até 2011, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por onde o projeto também tem que passar.
O projeto de lei fora apresentado na legislatura passada, e chegou a receber parecer favorável pelo relator na comissão de Meio Ambiente, deputado Jorge Pinheiro (PRB-GO). Como a legislatura vence e o projeto não tinha chegado a ser votado, ele foi arquivado, mas em 2011, Geraldo Magela pediu o seu desarquivamento, o que evidencia o empenho dele em aprovar a propositura.
Um elemento curioso na tramitação do projeto, é que o relator na Comissão de Meio Ambiente, seria o deputado Augusto Carvalho – PPS/DF, suplente do próprio Magela. Há temores de que Carvalho não elaboraria um parecer contrário aos interesses do titular da vaga de deputado, com medo de perde o posto.
No portal da Câmara dos Deputados, que noticia a tramitação do projeto, existe uma pesquisa junto aos internautas. Até domingo, 18/3, 41,18% dos internautas eram contra a proposta. 17,65% votaram favoravelmente e 41,18% não souberam se posicionar.

Na maioria das vezes, Brasília é uma metáfora injusta. Os palavrões dirigidos para a cidade e seus moradores são, na verdade, para outros destinatários...

lista de senadores -> aqui  
apenas 3 são de Brasília
Cristovam Buarque, Gim Argello, Rodrigo Rollemberg

lista de deputados federais -> 
apenas 8 são de Brasília
Reguffe, Paulo Tadeu, Jaqueline Roriz, Izalci, Magela, 
Erika Kokay, Ronaldo Fonseca, Luiz Pitiman
Brasília é também a Esplanada 
(Congresso -> Senado+Câmara),
 mas não é só a Esplanada. 
Ainda bem.

A capital modernista do Brasil tem muitos desafios (problemas de mobilidade urbana, baixa qualidade no setor de serviços, segregação social, violência, a polêmica do tombamento...), mas não é a maior responsável por tudo o que acontece na política nacional com os votos de todos os brasileiros, de todos os estados. 


Para descobrir as SuperQuadras de Brasília só a pé.



Dica da Maíra.
Viver em Brasília. Troca-Troca.
Feira da Troca. SQN 408.
(A Palmatória - Episódio 1). 
"A Palmatória" é um programa do site "Viver em Brasília". São dois programas por mês, sobre sociologia e sociabilidade urbana. O próximo será no dia 31/03". 
Mais no link abaixo: 

Capital do país não dá exemplo quando se trata do uso de bicicletas.

A matéria completa tá na edição impressa. Mas abaixo reproduzi o trecho disponível online.
PS - O texto fala de esquina, mas Brasília não tem esquina. Ao menos no Plano Piloto, pois os endereços não seguem essa lógica. Geralmente, o que importa é a avenida (W3, L2...) , a quadra (104, 609...) e o bloco (L, A, B...)




Cidade plana, clima seco a maior parte do ano, vias largas e proximidade entre as residências, os comércios e os equipamentos públicos. Assim é Brasília. Seu traçado urbanístico único a torna perfeita para o morador usar a bicicleta nos pequenos trajetos. Mas não é isso que acontece. E os motivos são muitos. Começa na falta de políticas públicas de mobilidade urbana voltada para meios de transporte que não o carro. E é também um problema cultural. A maior parte da população nem sequer cogita a possibilidade de adotar a bike como meio de transporte, ainda que seja para ir somente até a padaria da esquina.

Ciclista tenta pedalar na Estrutural (Iano Andrade/CB/D.A Press )
Ciclista tenta pedalar na Estrutural

Também é verdade que o mesmo traçado urbano que convida ao uso da bicicleta é um inimigo dela. A própria concepção das ruas de Brasília não levou em consideração a magrela como parte do trânsito. Projetada a partir do que existia de mais moderno no mundo em conceito de urbanismo, Brasília foi gerada para privilegiar os automóveis. Está lá bem claro na explicação do urbanista Lucio Costa: “E houve o propósito de aplicar os princípios francos da técnica rodoviária — inclusive a eliminação dos cruzamentos — à técnica urbanística, conferindo-se ao eixo arqueado, correspondente às vias naturais de acesso, a função circulatória tronco, com pistas centrais de velocidade e pistas laterais para o tráfego local, e dispondo-se ao longo desse eixo o grosso dos setores residenciais”.