- A foto famosa de Raymond Frajmund: os embaixadores da Noruega e da Austrália com seus secretários, na L2 Sul, a caminho da embaixada, em 7 de junho de 1960.

A foto famosa: os embaixadores da Noruega e da Austrália com seus secretários, na L2 Sul, a caminho da embaixada, em 7 de junho de 1960 - (Raymond Frajmund/Divulgação)

- 50 BRAVOS CANDANGOS - Do holocausto à esperança. Prisioneiro do mais terrível campo de concentração, Raymond Frajmund fugiu durante a Marcha da Morte. Reencontrou a família, mas, desiludido com a Europa, veio para o Brasil em 1953 e, desde 1960, vive em Brasília.

.
.
Conceição Freitas
Correio 28/11/2009
 
Ele tem 82 anos e uma tatuagem no antebraço esquerdo: o número 133381 escrito em azul. Era sua identidade em Auschwitz, campo de concentração e extermínio que se tornou símbolo de um dos mais terríveis episódios da história da humanidade. Judeu, nascido na Polônia, criado na Bélgica, Raymond Frajmund é um bravo candango. Dos 15 aos 17 anos, foi prisioneiro das tropas de Hitler. Vive no Brasil desde 1953 e em Brasília desde 1º de junho de 1960.



"Num mundo que se destruía, aqui havia o que construir. Era uma cidade só com futuro, sem passado. Brasília era um lugar fora do perigo e das turbulências. Aqui era possível ser útil, ser necessário, ajudar"
Para entender o que a nova capital representou para este sobrevivente do holocausto, é preciso voltar ao lugar e ao tempo do horror. Raymond, que no Brasil virou Reimôn, vivia com os pais e a irmã em Bruxelas, na Bélgica. A irmã morreu em um bombardeio, durante a invasão alemã em 1940. Com identidade falsa, pais e filho esconderam-se em um apartamento na periferia da cidade até que, em 1942, Raymond foi preso em uma blitz e levado para Auschwitz, no Transporte 21, com outros 1.552 prisioneiros. Desses, 1.475 foram mortos logo que chegaram ao campo de concentração. Quando a guerra acabou, só 40 estavam vivos, entre os quais um único adolescente.

Foram dois anos de trabalhos forçados, ração de 200 calorias por dia e medo de ser o próximo a ir para a câmara de gás. Às vésperas da libertação dos prisioneiros de Auschwitz pelo exército russo, os alemães retiraram 4 mil presos e forçaram-lhes a uma longa caminhada, sob um frio de 20º abaixo de zero, durante vários dias. Raymond estava entre eles. No primeiro dia de fuga, os carrascos distribuíram a cada prisioneiro um pão de aproximadamente um quilo. Era tudo o que comeriam durante a Marcha da Morte, como ficou conhecida.

Numa das paradas, para recolher mais prisioneiros, o adolescente conseguiu fugir. “Não queria mais continuar daquele jeito. Queria morrer ou ser livre”. Raymond escondeu-se num barraco abandonado, dormiu no terceiro andar de um beliche e, quando acordou, encontrou outros fugitivos. Estava pesando 35 kg distribuídos em 1,70m. Dias depois, uma tropa de soldados russos encontrou aquele grupo de sobreviventes do holocausto e deixou-os partir. Estavam livres.

Depois de quatro meses de caminhada (a guerra continuava), Raymond finalmente chegou em casa, em Bruxelas. Reencontrou os pais, mas o filho não era mais o mesmo. Passado algum tempo, teve uma conversa com o pai: “Já trabalhei para o resto da minha vida, não vou trabalhar mais, não quero entrar nesse sistema. Não quero participar dessa farsa. Posso viver com um copo d’água e um pedaço de pão”. O polonês havia virado hippie antes mesmo de o movimento paz & amor se espalhar pelo mundo. O ex-prisioneiro do nazismo estava “p. da vida com a Europa, a Europa que nos massacrou. Estava realmente em divórcio com ela.”

Numa noite do ano de 1952, portanto, seis anos depois do fim da guerra, Raymond assistia a um concerto de música erudita do brasileiro Eleazar de Carvalho (1919-1996) em Bruxelas. Acostumado aos velhos maestros de longa cabeleira branca, ele estranhou a juventude do brasileiro a quem via de costas. Mais ainda quando ele começou a dançar ao ritmo da música. “Nunca havia visto um chefe de orquestra tão bonito, tão elegante, tão gracioso e tão jovem. Isso me tocou muito e eu me disse, naquele dia: ‘Preciso conhecer esse país’”. Até aquele concerto, Raymond nunca havia ouvido falar de um lugar chamado Brasil. No ano seguinte, o polonês irado com a Europa desembarcava no país do maestro dançarino.

Vida de fotógrafo

Três anos depois, estava casado com Rose, brasileira filha de



diplomatas franceses, artista plástica que ficara no país porque havia se apaixonado por um francês criado na Polônia, meio largado, meio zangado, muito desiludido e muito divertido. Raymond frequentava o meio cultural paulistano e foi nele que conheceu o jornalista Claudio Abramo, um dos mais importantes do país. Abramo estava com um problema: precisava enviar profissionais para a sucursal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo, mas ninguém queria vir.

Raymond veio para ficar um ou dois meses. Nunca mais saiu. Uma semana depois de chegar, fez uma das fotos mais conhecidas da nova capital: a dos homens de fraque atravessando o cerrado bravio. A foto faz parte do acervo do Itamaraty. Eram os embaixadores da Noruega e da Austrália e dois secretários caminhando na L 2 Sul para a inauguração da primeira embaixada em Brasília, em 7 de junho de 1960. A partir de então, o jornal claramente contrário à mudança da capital passou a publicar diariamente “umas cinco fotos” sobre a cidade.

O jornal não havia mudado sua postura editorial. As fotos é que revelavam, sob o olhar de Raymond, o que de extraordinário acontecia no Planalto Central. “Depois de um mês, eu já me divertia muito. Era ótimo. Brasília era um encanto, uma aventura. Eu dormia num anexo do Brasília Palace Hotel. Acordava todas as manhãs com uma camada de dois milímetros de poeira sobre o lençol, o equipamento, tudo”. Dois meses depois, trouxe a mulher, Rose, para conhecer a capital moderna. Se ele havia gostado, ela se apaixonou: “Era um céu fascinante, um horizonte incrível”, diz ela, hoje, aos 78 anos, com os olhos faiscantes.

A cidade havia sido inaugurada dois meses antes, mas o ritmo ainda era de construção. “As máquinas trabalhavam dia e noite”. Pela primeira vez, Raymond teve a sensação “de participar de algo bonito, grandioso, livre.” O aventureiro que queria arrancar de si suas raízes com a Europa, que não queria se fixar em nenhum outro chão, teve pela primeira vez vontade de ter um filho e um pedaço de terra — vermelha, no caso. “Foi uma coisa muito forte. Tive a impressão de ter achado um porto seguro, um porto tranquilo, onde eu podia pensar, criar uma família”. Algum tempo depois, Raymond percebeu que quando veio para Brasília estava “à procura inconsciente de raízes.”

Enquanto a Europa tentava se recuperar de uma guerra que dizimou cidades inteiras e matou 50 milhões de pessoas, dos quais 6 milhões de judeus, o Brasil inventava uma nova cidade. “Num mundo que se destruía, aqui havia o que construir. Era uma cidade só com futuro, sem passado. Eu ainda estava machucado pela guerra. Brasília era um lugar fora do perigo e das turbulências. Aqui era possível ser útil, ser necessário, ajudar”.




Logo vieram as decepções. “Tudo o que a gente sonhava, imaginava, a ideia inicial de fazer uma cidade socialista num país capitalista foi uma utopia que não se realizou, se desfez pela cobiça do ser humano”. Quando veio o golpe militar, o ex-prisioneiro quis ir embora de Brasília e do Brasil. No dia da invasão da Universidade de Brasília, em agosto de 1968, o fotógrafo do Estadão chegou em casa vomitando. Recusava-se a aceitar o terror novamente. Dois anos depois, deixou o fotojornalismo e virou empresário.

“Brasília me deu um chão”, ele confere — 49 anos, dois filhos (Patricia e Jean-Claude) e três netos (Leon-Aaron, Chloe e João Maurício) depois. E guarda fortes lembranças, como a de ter sido o primeiro morador da SQS 305. “Uma quadra inteira pra mim, pude escolher o apartamento que eu queria. Escolhi um no terceiro andar, com o sol no nascente e perto de um posto de gasolina. Era pra ouvir algum barulho. Aqui era muito silêncio”. Mais significativa ainda é a presença de um importante personagem na vida de Raymond Frajmund: “Juscelino Kubitschek era um homem extraordinário. A sombra dele caía sobre a cidade. Adorávamos ele, ele representava o grande pai. Ele nos protegia.”

- Despesas com lazer na capital federal ficam cada vez mais elevadas.

Desde janeiro, ir à boate encareceu 9,46% e jantar fora subiu 4,41%. Preços superam a inflação

Mariana Flores
28/11/2009 
Correio
 

Acostumados a amargar preços e reajustes superiores aos de outras cidades brasileiras, os brasilienses também pagam caro na hora da diversão. O oneroso lazer da capital do país está subindo mais do que a inflação. Um levantamento feito pelo Correio em dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)(2), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que de 14 produtos e serviços ligados ao divertimento, nove tiveram reajustes superiores à variação média de preços na cidade. O IPCA subiu 3,29%, de janeiro a outubro deste ano, mas as boates da cidade estão cobrando 9,46% mais. Assistir a um jogo esportivo está 10,43% mais caro. Os consumidores de lazer sentem no bolso os preços amargos. O valor de um ingresso para um show musical pode chegar a R$ 400. Não são raras as festas que cobram mais de R$ 100 pela entrada.

Cristina Müller reclama e afirma que, em Brasília, tudo é mais caro - (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 20/11/09)
Cristina Müller reclama e afirma que, em Brasília, tudo é mais caro
 
A renda elevada(1) ajuda a explicar os valores, segundo economistas. “Quanto mais dinheiro uma pessoa tem, mais ela gasta com lazer. Primeiro, a pessoa consome o que é necessário à sobrevivência. Se ganha pouco, o consumo de lazer é pequeno. Quando o peso com a sobrevivência é menor, pode gastar mais para se divertir”, afirma o professor do Departamento de Economia da Universidade Católica de Brasília (UCB) José Carneiro da Cunha. “Conhecendo essa disponibilidade de recursos, os empresários cobram mais caro, porque sabem que há mercado”, completa.

Os aumentos foram generalizados em todo o país. Dos 14 itens, 10 tiveram variações maiores na média nacional do que no Distrito Federal. Mas, de qualquer forma, os preços brasilienses continuam bem superiores aos de outras capitais, segundo os consumidores. A carioca Cristina Müller, 51 anos, se espanta com os preços cobrados em Brasília quando comparados aos da cidade em que nasceu. “Aqui é tudo muito mais caro. Seja o chope, a peça de teatro ou o show de música”, afirma. Ela conta que tem saído menos de casa. Apesar de gostar de se reunir com os amigos para conversar e tomar uma cervejinha, deixou de frequentar alguns lugares por causa do valor final da conta. “Se parar para pensar no preço do chope, você não toma nenhum. Em alguns estabelecimentos, o valor chega a R$ 5, R$ 6 e até R$ 7”, reclama.

O excesso de carteiras de meia-entrada em posse dos brasilienses ajuda a fomentar os preços altos, critica o economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Onde se tem renda mais elevada se tem a possibilidade de cobrar preços elevados. Mas um agravante é o fato de em Brasília todo mundo ter carteira de estudante. Os empresários aumentam os preços dos ingressos de meia-entrada, que, na verdade, hoje equivalem aos preços que seriam cobrados pela inteira. E aí, quem não tem carteira, acaba pagando o dobro do preço que seria real”, afirma.

1- Bons salários
O rendimento do brasiliense é o mais alto do país. Em 2008, o salário médio era de R$ 2.117, mais do que o dobro da média nacional, R$ 1.036. A segunda colocada no ranking, São Paulo, tem um salário médio de R$ 1.290, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

2- Levantamento
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é levantado mensalmente pelo IBGE entre as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e 40 salários mínimos. Os dados são coletados em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, em concessionárias de serviços públicos e em domicílios.

Boêmios lamentam
 
Os boêmios são os que mais sofrem com os reajustes. As boates, danceterias e discotecas ficaram 9,46% mais caras em 2009. Jantar em um restaurante está 4,41% mais oneroso desde janeiro. A cerveja subiu 3,01%. O cigarro, 26,62%. Em contrapartida, o preço da entrada de cinema caiu 1,56%, e alugar uma fita de DVD está 5% mais barato. “As pessoas devem substituir: se o bar ficou muito mais caro, podem fazer reuniões e jantares em casa”, orienta Carneiro da Cunha.

Para a classe de renda mais baixa, a saída é o lazer gratuito. “Em algumas cidades, há campos de futebol, além disso, nesses casos, o lazer de fim de semana é a visita a vizinhos e a amigos. É comum que as pessoas fiquem batendo papo na porta de casa, como em cidades do interior. Em outras localidades há praia, que é uma opção para a baixa renda”, afirma Carneiro da Cunha.

PALAVRA DO ESPECIALISTA
 
Renda alta estimula gasto
 
"Os preços sobem acima da inflação porque os brasilienses têm maior disponibilidade para gastar com itens de lazer. À medida que a renda se eleva e você tem uma sofisticação do consumo, a pessoa começa a gastar mais com itens ligados à cultura, à arte ou a lazer. Como em Brasília temos mais pessoas com renda elevada, é normal que os preços sejam mais elevados."
Roberto Piscitelli, economista e professor da UnB

Enquanto isso, andando pelo Naturetto da 403 sul...


@ mrrobinson2  
RISCO DE VIDA NO "NATURETO FAMILIA" 403 Sul! Acabei de encontrar um pedaço de metal de 2,5cm com 3 pontas na pizza! Não há gerente.

@ mrrobinson2  
O "encarregado de equipe" diz q não vai se responsabilizar! Disse q não tem gerente! Kkk.

@ mrrobinson2  
O 190 pediu pra ligar pro 196 (civil) q disse q é so no Procon, na Secon e na ANVISA. Mas ninguém faz BO em flagrante. Será negligencia?

@ mrrobinson2 
Aguardo p entrar com processo na ANVISA, SECON e PROCON contra o NATURETO-403S. Sinto-me humilhado por esse resteurante.

@ mrrobinson2 
Pra piorar a situação, foi no prato de uma amiga-irmã minha que fez redução de estômago! O nome dela é Nylcian Isaac. 


do Twitter. 

Prioridade para o automóvel em relação ao pedestre precisa mudar.

25/11/09
do blog da Raquel Rolnik


- Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.


Os tempos semafóricos são insuficientes para pedestres em São Paulo. É uma questão simples, mas muito importante para a qualidade de vida daqueles que se deslocam a pé na cidade, que são quase 40% do total dos deslocamentos na região metropolitana.

Em alguns cruzamentos, o semáforo fica verde durante vários minutos seguidos para o carro e apenas 20 segundos para o pedestre. Para uma pessoa cruzar duas vezes, como é o caso de alguns locais, o tempo gasto é desproporcional. Isso mostra claramente a priorização para o automóvel em relação ao pedestre na nossa cidade, que precisa mudar.

A CET tem um serviço para que o pedestre possa fazer uma reclamação desse tipo, que é o número 118. Mas, ao fazer essa reclamação, alguém te ouve, registra e depois você fica sem saber o que aconteceu com a sua demanda, para onde foi e quanto tempo vai demorar para ser atendida. Ou seja, você não consegue acompanhar o processo a partir do momento da sua reclamação. Isso ocorro em vários serviços da prefeitura que montaram call center para receber reclamações de ouvintes, mas não têm um sistema de acompanhamento e gerenciamento dessa reclamação.

Como o Luis Megale lembrou na BandNews, a cidade de Londres adotou em um cruzamento importante uma faixa em X para pedestres. Por exemplo, no cruzamento da Paulista com a Brigadeiro, em determinado momento fechariam as duas vias para que os pedestres pudessem atravessar paralelamente ou em X, na diagonal.

Em São Paulo isso seria uma solução técnica possível, porque quando o pedestre tem que fazer o X, atravessar para o outro lado, fazer os dois cruzamentos, ele é obrigado a passar, esperar o sinal abrir para o outro lado e de novo passar. Acaba demorando muito tempo, principalmente nos cruzamentos mais movimentados, como é o caso da Paulista com a Brigadeiro.

A faixa em X pode ser uma alternativa e implicaria em uma mudança no comportamento dos carros e dos pedestres, porque não é só o motorista que deve aprender, os pedestres também devem. É uma solução adequada, mas o mais importante é seu objetivo: fazer com que o pedestre comece a ser priorizado na cidade de São Paulo.

- Simone de Beauvoir em 1960:

“À noite, enfim, chegamos a Brasília. Uma maquete em tamanho natural. Essa falta de humanidade salta logo aos olhos… Só se pode circular de automóvel… A rua, esse lugar de encontro entre moradores e turistas, lojas e residências, sempre imprevista – a rua, tão cativante em Chicago como no Rio, por vezes deserta e sonhadora, mas cujo silêncio é vivo. A rua, em Brasília, não existe nem existirá.” 
* Do comentário que o maravilhoso blog Dores Capitais deixou aqui e que virou post 


Sobre a viagem de Sartre e Simone pelo Brasil, tem mais aqui 




1960 - Em agosto, Simone e Sartre visitam o Brasil, durante dois meses. O convite havia sido feito por Jorge Amado e alguns intelectuais brasileiros, interessados na revolução cubana e em mostrar ao casal o que era um país subdesenvolvido. Beauvoir e Sartre viajam pelo Brasil cobrindo doze mil quilômetros, tendo Jorge Amado como guia. No Rio de Janeiro, Simone faz uma conferência sobre a condição da mulher, enquanto Sartre fala sobre Cuba e a Argélia para salas repletas. Beauvoir e ele formam aos olhos de todos um bloco intelectual indivisível. Em Brasília, eles são recebidos pelo presidente Kubitschek. Em São Paulo fazem uma conferência para a imprensa e concedem uma entrevista para a TV. O casal é abordado na rua, sobretudo pelos jovens, e suas fotografias podem ser vistas em todos os lugares. Quando se preparavam para voltar, Lanzmann os avisa que em nenhuma hipótese eles deveriam pousar em Paris: Sartre estava ameaçado de morte, e Beauvoir também corria risco — tudo em virtude do Manifesto dos 121, e também pelo artigo sobre Djamila Boupacha. Os dois mudam o vôo para Barcelona, e voltam a Paris por estradas secundárias. 

- Dia 1 de dezembro. Atravesse o Eixão às 6 horas da tarde para encontrar a Noélia.



TRAVESSIA DO EIXÃO
De Nicolas Behr, poeta de Brasília,
gravado por Legião Urbana, a banda mais famosa do DF

Nossa Senhora do Cerrado
Protetora dos pedestres
Que atravessam o eixão
Às seis horas da tarde
Fazei com que eu chegue são e salvo
Na casa da Noélia
Nonô Nonô Nonô Nonônô ...

- Uma cidade planejada e desenhada única e exclusivamente para assassinar pedestres. Não vejo nada mais que isso.

- Nando Carrazza, pedestre profissional há mais de 30 anos.
* comentário deixado aqui no blog que virou post *

- A pé. Da China até a Alemanha.

- The Longest way. 
- O cara do vídeo percorreu 4.646km a pé, durante um ano, da China até a Alemanha e aproveitou para documentar  de forma bem-humorada  o crescimento da barba e cabelo durante o trajeto. 
- Na legenda, além de pequenos comentários sobre os lugares onde as fotos foram tiradas, o autor mostra a quilometragem.


via @rosemaybsb