- Seinfeld, que já publicou livro, ficou famoso por causa do engraçadíssimo programa de humor que leva o seu nome, do canal Sony , um programa que faz piada sobre nada.
- " Você tem um blog sobre andar a pé em Brasília? Então é um blog sobre nada ! É um blog Seinfeld !"
- Frase ouvida por um paulistano, morador de Brasília, numa festa ontem, quando falei que este blog existia.
- A pé para Brasília: crônicas de uma marcha.



- Livro A Pé para Brasília - Crônicas de Uma Marcha, de Alfredo de Souza Coutinho Filho. A publicação, que contou com o apoio da FAPERJ e foi editada pela Relume Dumará, narra um fato da história do Brasil até então pouco conhecido dos brasileiros: a marcha realizada por fuzileiros navais entre o Rio de Janeiro e o planalto central em homenagem à inauguração de Brasília.
Sobre o livro, aqui.
- Móveis e imóveis.
- Dica do Vítor.

A qualidade de vida dos moradores das grandes cidades - e a própria sustentabilidade das metrópoles - está ameaçada pela falta de mobilidade.

A qualidade de vida dos moradores das grandes cidades - e a própria sustentabilidade das metrópoles - está ameaçada pela falta de mobilidade.
Qual é a saída?
- No que diz respeito ao controle dos automóveis e respeito ao pedestre, quem tem algo a ensinar é Brasília. A capital federal é reconhecida por ter estabelecido, ao longo de anos, um padrão de educação no trânsito no qual a faixa de pedestres é respeitada. A mudança de cultura, de acordo com o senador Cristovam Buarque, que coordenou o projeto quando governador do Distrito Federal, baseou-se em repressão com educação. “Quando eu assumi, as vítimas de acidentes lotavam os hospitais. Quando eu saí, havia até leitos sobrando”, vangloria-se Buarque. “A receita para essa mudança contou com fortes multas para quem infringisse o limite de velocidade e uma campanha de educação.”
- No que diz respeito ao controle dos automóveis e respeito ao pedestre, quem tem algo a ensinar é Brasília. A capital federal é reconhecida por ter estabelecido, ao longo de anos, um padrão de educação no trânsito no qual a faixa de pedestres é respeitada. A mudança de cultura, de acordo com o senador Cristovam Buarque, que coordenou o projeto quando governador do Distrito Federal, baseou-se em repressão com educação. “Quando eu assumi, as vítimas de acidentes lotavam os hospitais. Quando eu saí, havia até leitos sobrando”, vangloria-se Buarque. “A receita para essa mudança contou com fortes multas para quem infringisse o limite de velocidade e uma campanha de educação.”
- Poeminha pruma cidadezona.

http://marcelotorres.zip.net
Poeminha pruma cidadezona
Ê, Brasília
Ovo de codorna
Cidadezinha
Terra de ninguém
Cidadona
Filhos da mãe
Cidadezona
Um deserto
Do mar é longe
Do céu é perto
Ê, Brasília
Singular e plural
Capital e interior
Letrada, iletrada
Passado, futuro
Esplanada, Catedral
O mato e o concreto
O poder sem pudor
É um ódio, é um amor
Brasília
- Ame-a ou deixe-a
Brasília
Distrito Federal
Detrito fede, uai!
Patrimônio Cultural da Humanidade
Ê, Brasília
Miséria rodeando palácios
Sol e chuva sob o mesmo teto
Um luxo aqui, um lixo ali
Em Brasíli tudo é perto
Mas tudo é longe
Como assim?
Sim, senhor
Ê, Brasília
Gente, tanta gente
Goiano, catarinense, baiano
Argentino, canadense, palestino
Oriente, Ocidente
Gente de toda parte
Brasília é arte
Verso e prosa
Verbo e verba
Eita, Brasília!
Curvas, retas
Quadras, quadros
Eixos, blocos
Letras, siglas, números
SQS, SOS
O motorista pára na faixa
- Na passarela desfila a cidadania
Brasília, onde não se dá boa noite
Nem boa tarde, nem bom dia.
- Brasília é cidade fria!
- Brasília é muito calor!
Aqui não se buzina
Cidade sem esquina
Nem menina na janela
Nem bairro, nem rua
Cidade nua e crua
Numa casa chove
Na outra faz sol
Numa hora faz frio
Na outra faz calor
Num dia é chuva que não vem
No outro é a chuva que não vai
Brasília
Pássaro que não voa
Tesoura que não corta
Balão que não sobe
Pardal que não canta
Sexo, droga, rock'n'roll
Ê, Brasília
Este céu que é um mar
O coração do Brasil
Provinciana, cosmopolita
Cartesiana, bonita
Traço do arquiteto
Obra de sonhador
Estética futurista
Concretista
Pós-modernista
Brasília é uma merda
Brasília é um sonho
Brasília de todos os sons
Plebe Rude, Legião Urbana,
Paralamas do Sucesso
Capital Inicial
Brasília
Balzaquiana, mãe solteira
Linda e gostosa até no nome
Palavra mais que feminina
Brasília é Brasil no feminino
Brasília é nome de mulher
Brasília
Esse corpo de avião
Essas asas para voar
Brasília, brasis!
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Marcelo Torres.
Graduado em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal da Bahia, pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário e Gestão da Comunicação, Universidade Católica de Brasília; baiano, mora em Brasília.
- Primeiro Jipe a andar em Brasília.

- Jipe dos anos 60. Mais aqui
- Para saber quem são os jipeiros de Brasília hoje aqui
- Entenda a importância do jipe para a História da cidade aqui
- Andar, verbo "intransitável".
Do Blog Dores Capitais
Anda quem pode, dirige quem tem juízo.
Segunda-feira, 12 de maio de 2008.
Depois de breve confabulação, um grupo de colegas de trabalho resolver ir, de carro, almoçar no TST. O veículo é estacionado na rua, a uma linha reta da entrada do prédio, o que não impede um dos comensais de lamentar: “Agora é uma caminhada até lá.” Outro membro da comitiva mostra-se intrigado: entre o ponto em que estão e a entrada, vê-se apenas um estacionamento (de uso restrito) e uma grade verde, certamente interrompida por um portão para o acesso de pedestres. A distância não parece tão… Hein? Pedestres? No sentido de “que ou aquele que anda ou se encontra a pé”? Ah, então, a única opção é contornar toda a grade do estacionamento e entrar com os carros. É assim que a banda toca em Brasília.
Anda quem pode, dirige quem tem juízo.
- Ponte JK.
- Linda. Linda, mesmo. Dizem que não é nada original. Bom, eu acho linda. Foi construída para os carros. Mas tem sempre gente caminhando por ali.
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