A pé na Faixa. Há 15 anos.
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Durante o governo Cristovam, Brasília tirou do papel a Lei da Faixa. Ruim com ela? Pode ter certeza que seria beeeem pior sem ela
Perigo para os pedestresDurante o governo Cristovam, Brasília tirou do papel a Lei da Faixa. Ruim com ela? Pode ter certeza que seria beeeem pior sem ela
Soraya Sobreira - 19 março 2012 - Jornal de Brasília
Nos 130 atropelamentos do ano passado, 136 pessoas morreram
Enquanto carros disputam espaço nas vias do Distrito Federal, pedestres precisam correr para se livrar de acidentes. Como o lado mais vulnerável dessa história, eles continuam a aparecer nas estatísticas como vítimas e o número de atropelamentos com morte no DF ainda é alto. Em 2011 ocorreram 130 registros desta natureza (31,1% do total de acidentes de trânsito com morte no ano). Nesse acidente, foram 136 pedestres mortos, levando em consideração que dois ou mais morreram no mesmo acidente. Trata-se de 29,2% do total de vítimas de 2011.
“O pedestre, muitas vezes, é um dos principais responsáveis, alguns estão bêbados. Outras vezes, a sinalização é ineficiente. Também há os atropelamentos noturnos que acontecem devido a falta de iluminação”, avalia José Alves Bezerra, diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
A culpa dos atropelamentos pode ser tanto do pedestre como do motorista ou de ambas as partes. Isto porque para economizar tempo as pessoas acabam desrespeitando as normas de segurança em trânsito. “Se o motorista dirigisse na velocidade recomendada e com atenção redobrada também conseguiria evitar alguns casos. No trânsito, o pedestre não deve ser precipitado”, recomenda Bezerra.
A culpa dos atropelamentos pode ser tanto do pedestre como do motorista ou de ambas as partes. Isto porque para economizar tempo as pessoas acabam desrespeitando as normas de segurança em trânsito. “Se o motorista dirigisse na velocidade recomendada e com atenção redobrada também conseguiria evitar alguns casos. No trânsito, o pedestre não deve ser precipitado”, recomenda Bezerra.
Especialista em transporte pela UnB, Artur Morais diz que o motorista deve conduzir pensando no pedestre. “O fato é que muitos deles nunca dirigiram e não têm noção de como funciona. Por isso, a formação do condutor não deve ser apenas na escolinha, mas sim desde o ensino básico. Isto é para a vida toda. É tarefa do Estado repassar este conhecimento”, esclarece.
Cizino Oliveira, 44 anos, motorista, reconhece o perigo de desrespeitar as normas de segurança, entretanto, confessa ser imprudente. “Acabei optando por passar por debaixo da passarela, mas é por conta da chuva. Mas sei que ao tentar economizar tempo posso ter consequências terríveis”, avalia. Ele inclusive já presenciou uma morte por atropelamento. “A vítima estava a poucos metros da passarela. Às vezes, erramos por impulso e sei que o pedestre não pode se comparar com o veículo”, lembra.
Trabalho contínuo
Para Morais, uma só pessoa atropelada já é muito. “Há sentimentos e família envolvidas. As autoridades nunca devem cruzar os braços”, enfatiza. “Os estudos devem ser feitos para melhorar sempre, porque são 136 famílias que se recordam dessa tragédia”, esclarece.
Bezerra lamenta que ainda haja tantas mortes. “Eu, como profissional e pessoa, não quero que ocorra uma morte sequer. Se pudéssemos, reduziríamos a zero”, diz. E aconselha: “O que se pode fazer é respeitar o trânsito, não ingerir bebida alcoólica e fazer uma travessia segura. Já o Estado deve melhorar iluminação, sinalização e campanhas de conscientização”, sugere.
O vendedor Antônio Marques, 34 anos, comenta que uma boa medida por parte do governo seria a instalação de telas próximo às passarelas. “Assim as pessoas não teriam como atravessar pela pista como fiz agora. É perigosa a tra- vessia, esses dias eu vi o atro- pelamento de uma mulher”, conta.
A pé na ditadura.
Documentos mostram como os passos de Niemeyer eram seguidos pela Ditadura
Helena Mader - Correio
Publicação: 22/07/2012
O artista das formas ousadas e dos monumentos repletos de curvas nunca escondeu suas posições políticas. Oscar Niemeyer dedicou a vida a duas de suas grandes paixões: a arquitetura e o comunismo. De suas mãos, saíram os traçados de projetos inovadores, como os prédios monumentais de Brasília, mas também manifestos em defesa da democracia, cartas a amigos do antigo partidão e inúmeros artigos em que ele não hesitava declarar: “Eu sou mesmo um comunista”. A sua ideologia sem disfarces era um incômodo e um motivo de constrangimento para os militares durante a ditadura. Mas o enorme prestígio internacional de Niemeyer livrou-o de prisões e de interrogatórios mais duros.
Documentos sigilosos do governo militar guardados no Arquivo Nacional comprovam que todas as atividades do arquiteto eram monitoradas e que as declarações, os projetos e as entrevistas de Oscar causavam enorme desconforto entre os integrantes da alta cúpula. O Correio teve acesso a arquivos liberados graças à Lei de Acesso à Informação que revelam a visão dos militares a respeito do arquiteto: Niemeyer era considerado um inimigo, com contato próximo aos “escalões avançados da subversão estudantil” e dono de um perigoso discurso antiamericanista. Além das posições políticas, nem mesmo o trabalho de Oscar escapou de questionamentos e acusações. Os documentos revelam uma grave acusação que teve repercussão entre os militares da época: um coronel se empenhou em divulgar o boato de que trabalhos de Niemeyer seriam um plágio dos projetos do arquiteto suíço Le Corbusier.
Um documento do Serviço Nacional de Informações (SNI) de 1973, cujo assunto era “Oscar Niemeyer”, esmiuça em quatro páginas os passos do arquiteto. O ofício detalha principalmente entrevistas, encontros e suas atividades. “O presente documento de informações trata dos aspectos ideológicos das atividades de Oscar Niemeyer, não tendo sido focalizados os casos de natureza técnico-administrativa ligados a Brasília, como o plágio de Le Corbusier”, diz o documento localizado pela reportagem no Arquivo Nacional.
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Um documento do Serviço Nacional de Informações (SNI) de 1973, cujo assunto era “Oscar Niemeyer”, esmiuça em quatro páginas os passos do arquiteto. O ofício detalha principalmente entrevistas, encontros e suas atividades. “O presente documento de informações trata dos aspectos ideológicos das atividades de Oscar Niemeyer, não tendo sido focalizados os casos de natureza técnico-administrativa ligados a Brasília, como o plágio de Le Corbusier”, diz o documento localizado pela reportagem no Arquivo Nacional.
Ex-morador de rua supera as dificuldades e comanda restaurante na Asa Norte.
Correio 22/07/2012
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Leia mais notícias de Cidades Essa história poderia ter desfecho óbvio, como a maioria das que começam da mesma maneira. Durley, entretanto, não aceitou o que alguns consideram a única opção para quem vive nessas condições. Disposto a escrever a própria história, ele tornou-se dono do próprio negócio. De menino de rua, passou a dono de uma tapiocaria, que abriu tendo apenas R$ 700 próprios e um empréstimo no banco, conquistado com insistência, uma de suas características marcantes.
Tapoiocaria Raízes do Sertão
SCLN 309 Bloco “E” Lojas 08/09
- de segunda a sábado
- das 8hs as 00:00
- domingos e feriados
- das 16:00 as 00:00
- (61) 3037.9433 - 8137.3681
- (em frente ao Pão de Açúcar,
- de frente para a quadra)
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