- As pegadas misteriosas no Eixão.

12 de abril de 2009
Texto e fotos: Uirá Lourenço




- Os passos pintados indicam o caminho de travessia dos pedestres.


- Sujeira e mau cheiro infestam as passagens subterrâneas.

- Passos pintados no asfalto apareceram no Eixão. No feriado da Páscoa, quem aproveitou a tranquilidade do Eixão sem os carros pôde notar as pegadas no asfalto, na altura da 113N.
As marcas brancas de sapato parecem reivindicar paz e espaço para os sofridos pedestres que precisam cruzar a via. Eis o dilema diário da travessia: arriscar-se nas passagens subterrâneas fétidas e escuras ou enfrentar a pressa habitual dos motoristas.
Na via em que os carros correm a 80 km/h nos pontos próximos aos pardais (radares eletrônicos) – longe deles, a velocidade passa facilmente dos 100 km/h –, é louvável a iniciativa das pessoas que idealizaram e puseram em prática essa criativa intervenção urbana. Uma pergunta não sai da cabeça: haveria em Brasília uma Pedestrada? De forma análoga à Bicicletada, um movimento que reivindica mais espaço e respeito para os pedestres. Caso exista, entrem em contato conosco, afinal a caminhada também é uma forma saudável e não poluente de deslocamento
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- Dica do Daniel

- Fonte Blog Bicicletada DF

- Veja o post original aqui

- Caminhante do nada.

- Andança.

- " Você tem um blog sobre andar a pé em Brasília? Então é um blog sobre nada ! É um blog Seinfeld !"

- Frase ouvida por um paulistano, morador de Brasília, numa festa ontem, quando falei que este blog existia. 

- Acima, o mencionado comediante norte-americano, Seinfeld, a pé em Nova York
- Seinfeld, que já publicou livro, ficou famoso por causa do engraçadíssimo programa de humor que leva o seu nome, do canal Sony , um programa que faz piada sobre nada.

- A pé para Brasília: crônicas de uma marcha.




- Livro A Pé para Brasília - Crônicas de Uma Marcha, de Alfredo de Souza Coutinho Filho.  A publicação, que contou com o apoio da FAPERJ e foi editada pela Relume Dumará, narra um fato da história do Brasil até então pouco conhecido dos brasileiros: a marcha realizada por fuzileiros navais entre o Rio de Janeiro e o planalto central em homenagem à inauguração de Brasília.

Sobre o livro, aqui.

- Poesia concreta.

- Este rabisco na Agenda tem uma história.


-   Saiba aqui.

- Móveis e imóveis.

- Dica do Vítor.


A qualidade de vida dos moradores das grandes cidades - e a própria sustentabilidade das metrópoles - está ameaçada pela falta de mobilidade. 
Qual é a saída?

- No que diz respeito ao controle dos automóveis e respeito ao pedestre, quem tem algo a ensinar é Brasília. A capital federal é reconhecida por ter estabelecido, ao longo de anos, um padrão de educação no trânsito no qual a faixa de pedestres é respeitada. A mudança de cultura, de acordo com o senador Cristovam Buarque, que coordenou o projeto quando governador do Distrito Federal, baseou-se em repressão com educação. “Quando eu assumi, as vítimas de acidentes lotavam os hospitais. Quando eu saí, havia até leitos sobrando”, vangloria-se Buarque. “A receita para essa mudança contou com fortes multas para quem infringisse o limite de velocidade e uma campanha de educação.”

Mais aqui

- Poeminha pruma cidadezona.


http://marcelotorres.zip.net

Poeminha pruma cidadezona


Ê, Brasília
Ovo de codorna
Cidadezinha
Terra de ninguém
Cidadona
Filhos da mãe
Cidadezona

Um deserto
Do mar é longe
Do céu é perto

Ê, Brasília
Singular e plural 
Capital e interior
Letrada, iletrada
Passado, futuro
Esplanada, Catedral
O mato e o concreto
O poder sem pudor
É um ódio, é um amor

Brasília
- Ame-a ou deixe-a

Brasília
Distrito Federal
Detrito fede, uai!

Patrimônio Cultural da Humanidade

Ê, Brasília
Miséria rodeando palácios
Sol e chuva sob o mesmo teto
Um luxo aqui, um lixo ali

Em Brasíli tudo é perto
Mas tudo é longe
Como assim?
Sim, senhor

Ê, Brasília
Gente, tanta gente
Goiano, catarinense, baiano
Argentino, canadense, palestino
Oriente, Ocidente
Gente de toda parte
Brasília é arte
Verso e prosa
Verbo e verba

Eita, Brasília!
Curvas, retas
Quadras, quadros
Eixos, blocos
Letras, siglas, números
SQS, SOS

O motorista pára na faixa
- Na passarela desfila a cidadania

Brasília, onde não se dá boa noite
Nem boa tarde, nem bom dia.
- Brasília é cidade fria!
- Brasília é muito calor!

Aqui não se buzina
Cidade sem esquina
Nem menina na janela
Nem bairro, nem rua
Cidade nua e crua

Numa casa chove
Na outra faz sol
Numa hora faz frio
Na outra faz calor

Num dia é chuva que não vem
No outro é a chuva que não vai

Brasília
Pássaro que não voa
Tesoura que não corta
Balão que não sobe
Pardal que não canta

Sexo, droga, rock'n'roll

Ê, Brasília
Este céu que é um mar
O coração do Brasil
Provinciana, cosmopolita
Cartesiana, bonita
Traço do arquiteto
Obra de sonhador
Estética futurista
Concretista
Pós-modernista

Brasília é uma merda
Brasília é um sonho
Brasília de todos os sons

Plebe Rude, Legião Urbana,
Paralamas do Sucesso
Capital Inicial

Brasília
Balzaquiana, mãe solteira
Linda e gostosa até no nome
Palavra mais que feminina
Brasília é Brasil no feminino
Brasília é nome de mulher

Brasília
Esse corpo de avião
Essas asas para voar

Brasília, brasis!


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Marcelo Torres.
Graduado em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal da Bahia, pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário e Gestão da Comunicação, Universidade Católica de Brasília; baiano, mora em Brasília. 
http://marcelotorres.zip.net