AGOSTO - Brasília não terá VLT e vai construir rodovia para a Copa
Projeto do Veículo Leve sobre Trilhos segue nos planos da cidade; nova obra viária já está licitada
VLT de Brasília terá nova licitação e está fora dos planos para a Copa (crédito: Divulgação)
O Ministério das Cidades e o governo do Distrito Federal (GDF) definiram hoje (14) as medidas para iniciar as obras de mobilidade urbana destinadas à Copa do Mundo de 2014 e à Copa das Confederações de 2013. O Veículo Leve sobre Trilhos não está incluído no cronograma, já que só ficará pronto depois da Copa do Mundo, que terá Brasília como uma das 12 cidades-sede.
Em lugar do VLT, a Copa contará com um corredor de transporte urbano que interligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao início da Asa Sul, por meio de um conjunto de pistas e viadutos e dará maior agilidade ao deslocamento das delegações que virão aos dois eventos esportivos e ao transporte na cidade em geral. A obra já está licitada e as propostas serão abertas no dia 20 deste mês.
O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, que representou o GDF na reunião com o ministro das Cidades, Aguinado Ribeiro, e técnicos do ministério, disse que para construir o VLT será feita uma nova licitação, já que a primeira, feita no governo de José Roberto Arruda, foi anulada pela Justiça devido a uma série de irregularidades no processo licitatório.
A nova rodovia custará R$ 100 milhões, de acordo com as estimativas feitas na reunião, e o VLT está orçado em R$ 260 milhões, mesmo valor da licitação anulada.
As obras terão seus custos a cargo do governo federal, por intermédio do Ministério das Cidades, com verbas do PAC da Copa, de acordo com Filippelli. Apesar de não contar com o VLT para a Copa, o vice-governador disse que ele será muito importante para a cidade, “pois não há mais como estruturar o transporte de Brasília sem esse meio de transporte”.
Filippelli disse que, mesmo sem o VLT, não haverá problema de transporte para a Copa em Brasília, porque o projeto original previa sua conclusão até 2014 apenas no trecho que vai do aeroporto ao terminal da Asa Sul, mas o sistema que será adotado agora, com ônibus articulado e outros meios de transporte, “supre perfeitamente as necessidades”.
A reunião com o GDF foi a primeira de uma série iniciada hoje pelo ministro das Cidades com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.
ABRIL - Brasília desiste de inaugurar VLT para a Copa 2014
Obra incluída na Matriz de Responsabilidade do Mundial terá recursos subsidiados
Projeção do VLT de Brasília, obra que fica pronta só depois da Copa (crédito: Divulgação)
Da redação - São Paulo
27/04/2012
Depois de uma série de irregularidades envolvendo denúncias de fraude na licitação, o governo do Distrito Federal admitiu que o primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília ficará pronto somente depois da Copa do Mundo de 2014.
Orçada em R$ 277 milhões, a obra foi incluída na Matriz de Responsabilidades do Mundial, documento que lista os projetos de transporte público essenciais para o bom andamento da competição.
Por figurar entre as obras da Copa, o VLT de Brasília conta com financiamento do PAC da Mobilidade Urbana, que usa recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece prazos mais longos e juros menores aos encontrados no mercado.
Ontem (26), o secretário de Obras do Distrito Federal, David de Matos, confirmou que os turistas e a população de Brasília não poderão contar com o VLT durante o Mundial.
Durante audiência na Comissão Especial da Copa do Mundo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Matos declarou que o cancelamento da licitação e o prazo de 18 meses para a entrega dos trens inviabilizaram a inauguração do empreendimento no tempo previsto.
A Matriz de Responsabilidades previa que a obra começasse em março deste ano e terminasse em dezembro de 2013.
Com 6,5 quilômetros de extensão, o primeiro trecho do VLT vai ligar o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul da capital federal. Apesar de estar incluído entre os projetos da Copa, o ponto final da linha fica a mais de seis quilômetros de distância do Estádio Nacional Mané Garrincha, palco das partidas do Mundial.
Fraude
Os problemas do governo com o VLT começaram em abril de 2011. À época, a Justiça do Distrito Federal confirmou que houve fraude na licitação e suspendeu a obra (saiba mais).
Segundo o tribunal, a concorrência foi direcionada para beneficiar empresários ligados ao então presidente do Metrô do Distrito Federal, José Gaspar de Souza.
Vencedor da licitação, o consórcio formado pelas empresas Daclon, Altran/TCBR e Veja Engenharia entrou com recurso contra a suspensão em agosto do ano passado.
O atraso no VLT provoca um efeito cascata. A duplicação da rodovia DF-047, que dá acesso ao aeroporto JK, também foi incluída no pacote da Copa. Mas o projeto depende das obras do VLT para sair do papel.
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