Macarrão na Rua. 206 Norte.


Quem passa de carro, só vê algumas barracas. Se andar a pé e chegar mais perto, o que a gente encontra é gente que se encontra, em um dos muitos cantinhos de Brasília, que não aparecem no mapa previsível da cidade sem esquinas. Massa 100% caseira. Noite do Nhoque todo 29 do mês. Atendimento gentil e ágil. Música ao vivo entre as opções do cardápio."É meio unidos venceremos", disse um. "Que nada. Tá demais isso aqui", retrucou outro. "Quero dois molhos: pesto e quatro queijos", pediu alguém. A julgar pelo movimento, a maioria (e põe maioria nisso) aprova as receitas.




Em cada mesa, uma vela. "Os restos da cêra são reciclados. Uma senhora faz as velas pra gente", contou a atendente. Bom, o preço médio de 9 reais pode ser um pouco salgado, se comparado às opções de shopping center. Mas é alegria e vida ao ar livre, mudando o astral de uma das quadras mais apagadas e esquisitas da capital: a 206 Norte. E pra compensar a seca, litros e litros de programação musical. Funciona desde o ano de 2002 e foi reinaugurado em 2011. Não sei se é ilegal ou imoral, mas certamente engorda : )



Macarrão na Rua.
De segunda à sábado.
Das 18h às 23h30min.
SCLN 206, perto do balão.
(61) 9218-2253
Facebook e Orkut
@macarraonarua


"De tão popular no século XVIII, o espaguete, o mais conhecido dos tipos de macarrão, já conquistava a Europa de tal forma que os aristocratas ingleses eram capazes de viajar até Nápoles só para se refestelar com a iguaria, servida em barracas no meio da rua"

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