BIENAL DO LIVRO.
22 de abril.
Sábado.
No dia do aniversário de Brasília ("Descobrimento" do Brasil e Dia da Terra)
tem exibição de 2 vídeos com o Chiquinho, livreiro e figuraça
da Livraria do Chico, que fica no ICC (Minhocão) da UnB.
Sábado.
No dia do aniversário de Brasília ("Descobrimento" do Brasil e Dia da Terra)
tem exibição de 2 vídeos com o Chiquinho, livreiro e figuraça
da Livraria do Chico, que fica no ICC (Minhocão) da UnB.
Às 14h. Abertura do debate
"Literatura brasiliense".
"Literatura brasiliense".
A Palmatória - Episódio 3
15 de abril 2012
"O livreiro Chiquinho
O livro é uma tecnologia iniciada aproximadamente no século II a.C. O livro serve para o registro de escritos e imagens. O livreiro é uma atividade que surgiu em decorrência da existência do livro. Quem escreve o livro que o livreiro vende é o autor. Quem faz o livro que o autor escreveu é o editor. Já quem compra, ganha, pega emprestado ou consome a tecnologia do livro é o leitor. Então é assim o ciclo da sociabilidade do livro: autor, editor, livreiro e leitor. Não necessariamente nessa ordem, e isso é o que atormenta e confunde o livreiro Chiquinho, um dos últimos heróis dessa profissão. Chiquinho é o proprietário-livreiro da Livraria do Chico, que fica na Universidade de Brasília, em Brasília. Nem todo proprietário de livraria ou de livros é livreiro. Também nem todo mundo que lê é leitor. Pode-se escrever livro e não ser um autor, ou fazer um livro e não ser editor. Essa trama complicada é a vida do livreiro Chiquinho e suas elucubrações.
Mesmo envolto em tantas elucubrações o Chiquinho tem memória o suficiente para conhecer professores e alunos da Universidade de Brasília: ele sabe tudo sobre os interesses de estudos de seus clientes/leitores. Segundo ele, o bom livreiro precisa conhecer os livros que vende. Isso demora muito, não é uma profissão que se aprende da noite para o dia. Se algum cliente pede um livro que ele não tem, ele vai atrás e consegue entregar o pedido. Quando o cliente volta para apanhar o livro pedido, o Chiquinho já tem uma resenha da obra pronta para ser apresentada ao leitor.
Uma elucubração que agora acomete os dias de Chiquinho é a invenção do tablet. Uma consultora pedagógica afirma que com os tablets o livro está com os dias contados. Será mesmo? O que será da vida do livreiro com a chegada dessas tecnologias digitais de registro de palavras e imagens? Chiquinho acredita que com ele não tem essa de fim do livro. Ele vai “morrer vendendo livro” e muitas pessoas irão morrer lendo coisas impressas. Têm leitores que gostam, ou se habituam ou preferem os livros de papel, com lombada, página, orelha, capa, autógrafo.
O livreiro Chiquinho, por exemplo, tem um monte de livros autografados. Autores importantes lhes dedicam palavras em português, espanhol, francês…os garatujos dos autores, as palavras desenhadas de Cora Coralina ou os rabiscos de Baudrillard. Essa relação entre os autores e o livreiro atesta a importância dessa atividade. Mas isso é outra história de um outro encontro com o Chiquinho."
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