Erros de engenharia transformam as faixas de pedestres do DF em armadilhas.

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Lilian Tahan
Ana Maria Campos
19/12/2011
Correio


Às vezes, a imprudência no trânsito vem do próprio Estado. Dirigir com cautela, sóbrio, respeitando as normas e os limites de velocidade é da conta dos motoristas. Ao pedestre, cabe dar o sinal de vida, atravessar quando os carros param no semáforo, guiar seus filhos e apresentá-los às regras e aos perigos das pistas. 
É obrigação do poder público cuidar para que 
1,2 milhão de carros 
em circulação não trombem entre si e com as pessoas — 
o DF tem 2,6 milhões de habitantes
Mas há flagrantes de erros de engenharia ou de omissão que causam mortes. Um setor do Departamento de Trânsito (Detran) se dedica a desvendar as causas dos acidentes. Faz um trabalho investigativo, sem procurar culpados, mas em busca dos motivos. O objetivo: evitar a repetição de tragédias. À caça dessas respostas, os técnicos são capazes de apontar contradições que só poderiam ser evitadas por uma ação coordenada do Estado em seus vários órgãos que lidam com a urbanização.



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