ANTES DE LER A MATÉRIA ABAIXO, LEIA ESSE COMENTÁRIO, DEIXADO AQUI NO BLOG PELA ROSANE, MÃE DO PAULO EM 25 DE JANEIRO DE 2011
[comentário original no rodapé desse post]
Eu sou Rosane a mãe do Paulo.Gostaria de corrigir:o autor do atropelamento não é reu primário,tem uma condenação em sua ficha criminal,não colaborou com a polícia pois foi encontrado graças a nossa iniciativa e a colaboração da população de Brasília que se dispôs a dar pistas sôbre onde ele se encontrava escondendo seu carro amassado e não está sendo julgado por homicídio ninguém sabe porquê.O autor está sendo julgado por omissão de socorro e evazão do local.Gostaria de saber quantos outros filhos ainda correrão risco com um irresponsável ao volante como ele.Gostaria de saber porquê o Detran ainda não tirou sua carteira de motorista...e sim, gostaria de saber porquê tirar a vida de alguém parece tão banal...
Enfim é verdade...meu filho sempre foi um anjo do bem...
Obrigada pelo espaço para o comentario...caminhem com cuidado..."o acaso vai me protejer..." será?
Vestindo blusa branca com um pequeno laço azul — cor favorita de Paulo —, Rosane se emociona ao lembrar do acidente. Ela não conseguiu trabalhar durante o dia de ontem. Ao fim da tarde, participou de uma celebração ecumênica na Legião da Boa Vontade (LBV), cercada de familiares e amigos próximos ao rapaz. “Tem um orelhão aqui perto, um posto policial também. Por que o motorista não avisou à polícia ou aos bombeiros, mesmo sem se identificar? Quanto tempo será que meu filho demorou para morrer? Ele deve ter sentido muita dor. A negligência é um crime muito grave, na minha opinião”, desabafou. Em 2008, outro filho de Rosane também sofreu um acidente de carro. “Mas dele eu pude cuidar.”
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Ao chegar em casa, Rosane viu que o filho não estava lá e ficou preocupada. Depois de vários telefonemas sem resposta, os outros filhos saíram em busca do irmão. Passaram pelo local do acidente, mas não viram o corpo de Paulo, que estava no meio do mato, próximo à cesta de lixo da entrada de um condomínio. Quando o jornaleiro avisou à polícia, a família ficou dilacerada.
Falta de visibilidade
Sem testemunhas, a única pista material era o retrovisor direito do carro encontrado no local. A perícia da Polícia Civil identificou que a peça pertencia a um Corsa Wind verde. Em 8 de janeiro deste ano, Nemésio da Rocha Fonseca Júnior se apresentou à polícia. Segundo a investigação, o motorista teria alegado falta de visibilidade por causa da chuva. E, depois da colisão, teria ido até a casa de um parente, onde tomou remédio para se acalmar.
Morador de Arniqueiras, Nemésio foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e pode pegar até três anos de detenção. Mas há um agravante: como ele fugiu sem prestar socorro, a pena pode aumentar em um terço ou até a metade. Como é réu primário e colaborou com a apuração policial ao se apresentar voluntariamente, Nemésio — que não foi encontrado ontem para dar entrevista — se livrou da prisão preventiva. Ou seja: ele aguarda o julgamento em liberdade. Daí parte a indignação da família de Paulo. As faixas com frases de dor voltaram ao local do atropelamento: “Saudades! Aqui, o abandono do rapaz atropelado há um ano. Pedestre, cuidado! O motorista continua dirigindo”. A família, agora, exige que a morte de Paulo não fique impune.
No Código
Classifica-se como omissão de socorro, de acordo com o artigo 135 do Código Penal, deixar de prestar assistência — quando possível fazê-lo sem risco pessoal — a criança abandonada ou extraviada e a pessoa inválida, ferida, desamparada ou em iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública. A pena prevista varia de um a seis meses de detenção, ou multa. Mas a punição pode ser aumentada se a lesão for grave ou em casos de morte.
Criança em estado grave
Uma menina de 3 anos foi atropelada ontem em Vicente Pires e está gravemente ferida. Ela atravessava sozinha a Rua 5, quando foi atingida pelo Logus, de placa KAW 4756 (DF) conduzido por Thiago Alves Rodrigues, 21. Por volta das 15h, os pais da criança, Gustavo Leal, 22, e Catilene Venâncio (idade não informada), estavam um de cada lado a pista — ele à direita, ela à esquerda. A menina Ana Luíza, que segurava a mão da mãe, se soltou e correu em direção ao pai.
Após o choque, a vítima foi atendida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, em seguida, transportada de helicóptero para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Exames constataram traumatismo craniano, e a garota segue internada.
Testemunha do acidente, Marcos Carvalho, 33, contou que o motorista do carro freou três vezes antes do atropelamento. Segundo Marcos, a garota se assustou com a primeira brecada, enquanto atravessava e tentou se afastar do veículo, sem sucesso. O condutor estava acompanhado do irmão de 14 anos no carro.
À polícia, Thiago Rodrigues alegou que o pai chamou a filha para o outro lado e ela teria atravessado sem olhar os veículos da pista. “Ele chamou a criança e mãe não segurou a mão dela”, disse. De acordo com o delegado-adjunto da 38ª DP (Vicente Pires), Tamis Queiroz, “o motorista alega que vinha em velocidade moderada”. Os resultados da perícia devem revelar a velocidade do carro na via, de até 50km/h. Os pneus imprimiram marcas de frenagem por 35m da pista, segundo peritos. Thiago deve ser indiciado por lesão corporal grave ou, caso Ana Luíza não resista aos ferimentos, por homicídio culposo (sem intenção de matar).


O pedestre, por aqui, é um ser invisível. Se você não tem um carro, de preferência uma Tucson de sete lugares (dos quais, em 99% do tempo, você só usa UM), você não é ninguém. O pedestre não importa a ninguém porque ele não existe. Ele só se tornou visível, temporariamente, na faixa, graças a uma maravilhosa campanha da época do Cristóvam. O único remédio para reaver a visibilidade é a perspectiva de punição, pois sensibilidade o brasiliense médio já perdeu há muito tempo.
ResponderExcluirputs o paulo era um irmaãozaço! se tinha algum defeito era bondade demais! esteja com Deus!!!
ResponderExcluirnem se 500 Nemésios da vida forem pra cadeia vai adiantar, Brasil pais da impunidade! nada trará o paulo de volta...
der e pedaladas, obrigada pelos comentários. a indignação de vcs tbem é a minha. e a tristeza, tbem, embora não o conhecesse. mais um nome numa lista imensa...
ResponderExcluirEu sou Rosane a mãe do Paulo.Gostaria de corrigir:o autor do atropelamento não é reu primário,tem uma condenação em sua ficha criminal,não colaborou com a polícia pois foi encontrado graças a nossa iniciativa e a colaboração da população de Brasília que se dispôs a dar pistas sôbre onde ele se encontrava escondendo seu carro amassado e não está sendo julgado por homicídio ninguém sabe porquê.O autor está sendo julgado por omissão de socorro e evazão do local.Gostaria de saber quantos outros filhos ainda correrão risco com um irresponsável ao volante como ele.Gostaria de saber porquê o Detran ainda não tirou sua carteira de motorista...e sim, gostaria de saber porquê tirar a vida de alguém parece tão banal...
ResponderExcluirEnfim é verdade...meu filho sempre foi um anjo do bem...
Obrigada pelo espaço para o comentario...caminhem com cuidado..."o acaso vai me protejer..." será?