- Por quê o ‘Dia sem Carro’ falhou - o q vc está vendo nas ruas

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Noticia do Blue Bus - 22/09/09
Marinho
16:03

A quantidade excessiva de carros nas ruas nao é exclusividade de cidades como Rio e SP. Mesmo lugares que até poucos anos atrás eram tranquilos, como Salvador e Brasília, sofrem hoje com o trânsito. Para você ter idéia, pesquisa divulgada na 6a feira passada pelo Ibope revelou que os paulistanos perdem em média 2 horas e 43 minutos diariamente nos deslocamentos pela cidade, quase 15 minutos a mais que no ano passado. Nao é para menos. Em SP metade da populaçao possui ao menos 1 veículo de passeio. Na faixa acima de R$ 2.300 mensais de renda familiar esse percentual sobe para 83%. Tem mais – 1 em cada 5 paulistanos possui 2 carros. E a coisa deve piorar ainda mais, na medida que a economia vá melhorando. Vale dizer que 1/3 desses donos de carros de passeio compraram o seu automóvel nos últimos 12 meses, com crise e tudo. 22/09 Luiz Alberto Marinho

Sendo o trânsito um dos maiores problemas dos habitantes das grandes cidades, causador de desconfortos e também de uma poluiçao bem nociva a saúde das pessoas, seria de se esperar uma enorme adesao ao ‘Dia sem Carro’, comemorado hoje, nao acha? Pois é, mas nao foi bem isso o que aconteceu. O volume de automóveis nas ruas ficou igual. Oficialmente a desculpa é a precariedade do transporte público - e também a insegurança das cidades, pressa, chuva etc. Mas na verdade isso ocorre principalmente porque estamos todos de acordo quando o assunto se refere ao que os outros precisam fazer pelo planeta. Mas quando somos nós que temos que abrir mao de algum conforto, tudo muda. Nos esquecemos que sem o sacrifício de cada um, um dia o trânsito vai parar de vez, o ar ficará irrespirável, a água potável acabará e por aí vai.

O problema é que a gente sempre pensa que isso está longe de acontecer e vai adiando o consumo sustentável, da mesma maneira como adiamos o início da dieta, a retomada dos exercícios físicos e o dia de abandonar o cigarro.

Um comentário:

  1. Pois acho que nem isso é. Não esperamos nada do outro. Apenas não damos a mínima. O importante é seguir o padrão. Ter carro é normal, e as pessoas querem ser normais. O império da mediocridade. Pouca gente sabe o que é pedalar, botar o corpo para se mexer, sentir o vento na cara, encontrar com outro ciclista e bater um papo furado na rua. Não sabe e não quer saber. Andar a pé é apenas um fardo, nunca um ato lúdico e divertido. O legal é andar de carro.

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