- Do Blog Mulher que Maravilha
- Minha amiga voltou do almoço, esbaforida. Ela estava de carona com outra amiga e tiveram um pensamento verde: pra que ir em dois carros se vamos almoçar juntas? Na volta para o trabalho, o carro da tal amiga quebrou. Em plena Esplanada. Em uma das muitas horas do rush que Brasília passou a ter nos útimos anos. Lá ficaram as duas, tostando sob o sol do cerrado, precisando do help, que não veio. Algum cavalheiro parou para ajudar? Não. "Fiquei apavorada com a indiferença dos homens!" - disse ela. Pensei um pouco. "E alguma dama parou"? - perguntei. "Também não". Hmmmm. Então não se trata de uma questão de gênero-feminino-masculino. Se tem algum "gênero" aí pra se questionar é o "gênero" ser humano, mesmo. Sabe o que me surpreenderia? Se a minha amiga chegasse contando: "Hoje fui almoçar com uma amiga, fomos no carro dela e na volta, o carro quebrou. Ainda bem que 100 pessoas pararam pra ajudar a gente". Se isso acontecesse, eu pensaria: "Eram 100 aliens". Beijo, Josi.

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