- O seu João é taxista em Brasília.
- "O amor do seu João"
- Mais cedo ou mais tarde, eu acabaria postando sobre o tema do dia dos namorados aqui. Embora dia 12 seja também o pouco romântico dia de qualificação da minha tese. Mas isso é assunto de outro blog.
O que eu não contava é que eu faria isso hoje.
Meu post sobre o dia dos namorados é uma homenagem para o seu João e a sua história de amor.
Peguei o táxi do seu João e ele me disse que estava cansado de Brasília.
- Nasci aqui, mas ainda bem que logo, logo vou embora.
Quis saber mais. Para onde, como.
- Eu e minha esposa compramos uma casa em Arembepe na Bahia. Na praia.
Foram dez anos. Dez anos entre bater o olho e se apaixonar pelo lugar até que, finalmente, no final do ano, vamos mudar para lá. A irmã dela foi morar na praia, fomos visitá-la e decidimos: vamos morar aqui também.
Deixamos de viajar uns quatro anos para segurar a grana. Inventamos desculpas para os amigos que sempre faziam happy hour. Enxugamos o orçamento, mas não demais. Sempre sobrava um troquinho pra se divertir com alguma coisa. Daí, vendi a placa do táxi, ela conseguiu a aposentadoria, fizemos um financiamento.
Compramos o terreno. E lá ficou o terreno esse tempo todo, esperando pela construção. Agora, conseguimos construir. Em novembro, ela vai na frente, para pintar a casa do jeito dela. Depois eu vou.
Não quero mais trabalhar com transporte. Não sei o que vamos fazer. A única coisa certa é que, como somos espíritas, queremos trabalhar com alguma coisa social.
Os filhos já estão casados - eu tenho dois filhos -, já estão formados.
O que eu não contava é que eu faria isso hoje.
Meu post sobre o dia dos namorados é uma homenagem para o seu João e a sua história de amor.
Peguei o táxi do seu João e ele me disse que estava cansado de Brasília.
- Nasci aqui, mas ainda bem que logo, logo vou embora.
Quis saber mais. Para onde, como.
- Eu e minha esposa compramos uma casa em Arembepe na Bahia. Na praia.
E fui ficando envolvida pelo papo.
Foram dez anos. Dez anos entre bater o olho e se apaixonar pelo lugar até que, finalmente, no final do ano, vamos mudar para lá. A irmã dela foi morar na praia, fomos visitá-la e decidimos: vamos morar aqui também.
Deixamos de viajar uns quatro anos para segurar a grana. Inventamos desculpas para os amigos que sempre faziam happy hour. Enxugamos o orçamento, mas não demais. Sempre sobrava um troquinho pra se divertir com alguma coisa. Daí, vendi a placa do táxi, ela conseguiu a aposentadoria, fizemos um financiamento.
Compramos o terreno. E lá ficou o terreno esse tempo todo, esperando pela construção. Agora, conseguimos construir. Em novembro, ela vai na frente, para pintar a casa do jeito dela. Depois eu vou.
Não quero mais trabalhar com transporte. Não sei o que vamos fazer. A única coisa certa é que, como somos espíritas, queremos trabalhar com alguma coisa social.
Os filhos já estão casados - eu tenho dois filhos -, já estão formados.
Agora, é uma coisa só nossa, entende?
A nossa casa em Arempebe.
Durante o trajeto Esplanada-Asa Norte, ele me deu uma aula sobre como usar a grana, a ser persistente, trabalhar e economizar um pouquinho todos os dias, sem deixar de curtir o hoje, para realizar os sonhos. Ele me deu uma aula sobre o quanto sonho e realidade não estão tão longe assim um do outro. Ele me ensinou que um amor de sonho e a rotina não precisam ser inimigos mortais.
- Quero ver você realizando os seus sonhos, hein? - disse o seu João, quando paguei a corrida.
- O senhor não vai estar aqui pra ver! Vai estar na sua casa em Arembepe! - brinquei.
A nossa casa em Arempebe.
Durante o trajeto Esplanada-Asa Norte, ele me deu uma aula sobre como usar a grana, a ser persistente, trabalhar e economizar um pouquinho todos os dias, sem deixar de curtir o hoje, para realizar os sonhos. Ele me deu uma aula sobre o quanto sonho e realidade não estão tão longe assim um do outro. Ele me ensinou que um amor de sonho e a rotina não precisam ser inimigos mortais.
- Quero ver você realizando os seus sonhos, hein? - disse o seu João, quando paguei a corrida.
- O senhor não vai estar aqui pra ver! Vai estar na sua casa em Arembepe! - brinquei.
Ele riu, feliz.
Saí do táxi e caminhei até o meu Bloco, completamente enamorada pela vida.
Um beijo, Josi.
Oi Josi,
ResponderExcluirParabéns pelo blog!
Gostei muito da história do Sr. João, deu vontade de conhecer Arempebe.
Também vou na próxima bicicletada :)) rsr' yeah/
: )
ResponderExcluirvaleu, zéder.
muito bacana essa troca virtual de idéias.
eu tbem fiquei com vontade.
boa sorte pro seu joão, né?
boa idéia ir no bicicletada.
beijo.