Quem vai a pé? - Webserie Cadê - Episódio 1
Será que andar a pé em São Paulo é uma tarefa simples? Confira o primeiro vídeo da webserie Cadê e saiba como um plano de mobilidade urbana adequado pode fazer a diferença. Saiba mais sobre mobilidade urbana e o que você pode fazer em www.greenpeace.org.br/cade
Um dos atrativos da Rota do Pedestre, Brasília a Pé.
Venha e experimente o Sítio Histórico de Brasília
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A pé se vai longe.
08.04.2013
A pé se vai longe
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De tanto argumentar com muitas pessoas sobre a importância de andar a pé para conhecer a cidade, os amigos e moradores de São Paulo Edson Silva, Letícia Sabino, Renata Eschiletti e Victor Mendes decidiram organizar caminhadas guiadas. E fundaram o SampaPé, com o objetivo de melhorar o relacionamento dos cidadãos com sua cidade por meio do conhecimento e experimentação das ruas.
Desde agosto de 2012, eles levaram 12 turmas a bairros como Bexiga, Pinheiros, Capão Redondo e Ipiranga e tiveram cerca de 350 participantes, entre paulistanos e turistas de todas as idades.
Além de conhecer os pontos mais movimentados e importantes de cada lugar, a equipe do SampaPé conta a história e as curiosidades dos bairros. Em março, depois de uma votação na internet, foram à Penha, na Zona Leste. “É um bairro riquíssimo em histórias e com um passado que deveria ser mais divulgado e valorizado. É uma pena considerarmos “exótica” a ida até lá. Deveria ser natural”, diz Letícia. Ela conta que na Cidade do México um dos bairros mais visitados é Coyoacán, mesmo sendo afastado do centro da capital mexicana, porque soube valorizar o seu passado colonial. “Vejo a Penha exatamente da mesma forma, e com esse potencial”, diz.
O “carrocentrismo” e o medo da violência, segundo ela, são as principais razões por ter tornado a cidade pouco convidativa aos pedestres.
As ações do SampaPé vão além dos passos dados. No site sampape.com.br, é possível encaminhar denúncias de calçadas irregulares a vereadores e ao projeto Guardiões das Calçadas, da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB). Segundo Letícia, o canal “Desembucha!”, que faz parte do site, ainda é pouco aproveitado pelas pessoas – que, mesmo gostando de reclamar, não estão acostumadas a usar um canal oficial
de comunicação com o poder público.
Conheça a sua cidade a pé.
Conheça sua cidade… a pé!
21/03/13 por raquelrolnik
Em várias cidades brasileiras e do mundo, são muitos os grupos de pessoas que se organizam para andar de bike, promover discussões sobre a bicicleta como meio de transporte e sobre novas formas de percorrer as cidades e se deslocar. Menos conhecidos, mas também se multiplicando, são os grupos que se organizam para andar a pé… isso mesmo! No ano passado, por exemplo, visitei o “Tenement Museum” no Lower East Side, tradicional porta de entrada de imigrantes em Nova York, e tive a grata surpresa de, ao invés de percorrer salas fechadas com exibição de fotos e documentos, participar de uma caminhada pelas ruas do bairro, guiada por um monitor que ia, ponto a ponto, esquina a esquina, contando a história da cidade e da imigração.
Na semana passada, recebi de um leitor informações sobre a “Jane’s Walk”, uma iniciativa surgida em 2007, em Toronto, no Canadá, em homenagem à urbanista e ativista Jane Jacobs (1916-2006), cujo livro – “Vida e morte das grandes cidades” – tornou-se, há décadas, uma verdadeira ode à vida nas ruas par vida nas ruas e sua importância para as cidades. Anualmente, no mês de maio, para coincidir com o nascimento da urbanista, são realizadas caminhadas em grupo para explorar e conhecer diversos bairros. Para se ter uma ideia, da criação do grupo, em 2007, até maio de 2011, a iniciativa se expandiu, alcançando 75 cidades em 15 países do mundo. Além do evento anual em maio, as caminhadas podem acontecer em qualquer época do ano, desde que grupos locais se organizem.
Coincidentemente, na mesma semana, uma leitora entrou em contato para divulgar uma iniciativa semelhante em São Paulo. Trata-se do grupo SampaPé, que organiza caminhadas temáticas em diversos bairros, a fim de estimular o conhecimento dos caminhos a pé que a cidade oferece. A última caminhada aconteceu no dia 16 de março, no bairro da Penha. No site do grupo, além da agenda de caminhadas, é possível denunciar problemas nas ruas e calçadas, acessar materiais – como um mapa das feiras de rua e das obras de arte espalhadas pela cidade – e aplicativos.
Outra iniciativa que conheci recentemente é o “Rios e Ruas”, que realiza expedições a pé ou de bike para descobrir córregos e rios ocultos na cidade. O próximo passeio será no dia 30 de março, com concentração às 14h, na praça do Ciclista (Paulista x Consolação), com destino à Vila Pompeia, a fim de explorar o curso do córrego Água Preta.
Assim como no caso dos grupos de bikers, os grupos urbanos de caminhada apontam para outro tipo de relação com a cidade: ao invés de um cenário de passagem entre um ponto e outro de um deslocamento, o espaço da cidade passa a ser um espaço vivido. É evidente que a cidade, tal qual se organiza hoje, é absolutamente hostil a essa prática, uma vez que claramente a prioridade no espaço público é a circulação e, particularmente, a circulação de automóveis. Entretanto, quem busca conhecer a cidade a pé tem a oportunidade de se reconectar com a cidade, sendo capaz de fazer a crítica desse modelo e exigir outro, no qual estar será tão importante – ou mais – do que passar!
Texto publicado originalmente em Yahoo! Blogs.
Caminhar não é um crime.
O texto está em inglês, mas tentarei traduzir e postar aqui (assim que puder).
Aqui.
* super dica da renata *
Walking is Not a Crime: Questioning the Accident Axiom
By David M Nelson
Walking is not a crime.
Aqui.
* super dica da renata *
Walking is Not a Crime: Questioning the Accident Axiom
By David M Nelson
Walking is not a crime.
Caminhar é alternativa ao transporte urbano.
18 de Fevereiro de 2013 • Atualizado às 17h30


Quem percorre trajetos a pé descobre novos pontos de interesse, como feiras livres, parques e obras de arte espalhadas no meio do caminho. | Foto: Dê Preferência à Vida/Flickr
Assim como andar de bicicleta, caminhar pela cidade é uma alternativa simples de transporte e que traz inúmeros benefícios ao corpo e ao planeta. Por meio das caminhadas, é possível conhecer melhor o local em que se vive e ainda colaborar para uma cidade com menos automóveis.
Embora um carro novo ainda seja sonho de consumo para muitos brasileiros, os meios de transporte alternativos têm ganhado um número de adeptos cada vez maior. No entanto, nem todo mundo tem coragem de se aventurar pelas ruas movimentadas montado em uma bike – e muitos ainda escolhem os automóveis, ignorando as caminhadas de um ponto a outro.
“O motorista é pedestre, o ciclista também é pedestre. Toda pessoa anda a pé, é inevitável”, lembra Letícia Sabino, integrante do movimento SampaPé!, que incentiva as pessoas a aderirem às caminhadas, em São Paulo.
Quem percorre trajetos a pé descobre novos pontos de interesse, como feiras livres, parques e obras de arte espalhadas no meio do caminho. Além de conhecer os pontos estratégicos, as pessoas que andam por aí se tornam melhores motoristas e ciclistas, uma vez que passam a integrar a cidade de uma maneira diferente.
A fim de fazer com que as pessoas respeitem pela faixa de pedestres, o SampaPé! realiza caminhadas mensais em diferentes bairros históricos da cidade, para que os participantes fiquem por dentro da influência cultural da capital paulista. No site do movimento, é possível fazer denúncias sobre irregularidades nas ruas – como buracos na calçada, falta de iluminação e semáforos quebrados.
Letícia acredita que, em primeiro lugar, as pessoas precisam tomar posse do local em que vivem para que as cidades fiquem melhores. “Não é de uma hora para outra, mas a atitude das pessoas é o que vai ampliar os espaços direcionados a elas. Se mais pessoas ocupassem as ruas, teríamos menos carros”, finaliza a integrante do SampaPé!.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo
Embora um carro novo ainda seja sonho de consumo para muitos brasileiros, os meios de transporte alternativos têm ganhado um número de adeptos cada vez maior. No entanto, nem todo mundo tem coragem de se aventurar pelas ruas movimentadas montado em uma bike – e muitos ainda escolhem os automóveis, ignorando as caminhadas de um ponto a outro.
“O motorista é pedestre, o ciclista também é pedestre. Toda pessoa anda a pé, é inevitável”, lembra Letícia Sabino, integrante do movimento SampaPé!, que incentiva as pessoas a aderirem às caminhadas, em São Paulo.
Quem percorre trajetos a pé descobre novos pontos de interesse, como feiras livres, parques e obras de arte espalhadas no meio do caminho. Além de conhecer os pontos estratégicos, as pessoas que andam por aí se tornam melhores motoristas e ciclistas, uma vez que passam a integrar a cidade de uma maneira diferente.
A fim de fazer com que as pessoas respeitem pela faixa de pedestres, o SampaPé! realiza caminhadas mensais em diferentes bairros históricos da cidade, para que os participantes fiquem por dentro da influência cultural da capital paulista. No site do movimento, é possível fazer denúncias sobre irregularidades nas ruas – como buracos na calçada, falta de iluminação e semáforos quebrados.
Letícia acredita que, em primeiro lugar, as pessoas precisam tomar posse do local em que vivem para que as cidades fiquem melhores. “Não é de uma hora para outra, mas a atitude das pessoas é o que vai ampliar os espaços direcionados a elas. Se mais pessoas ocupassem as ruas, teríamos menos carros”, finaliza a integrante do SampaPé!.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo
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