Cena da novela Dancin´Days. O diplomata Cacá e a solidão em Brasília.

Excelente dica do Daniel




BsB. Amém.


"A ponte é até onde vai o meu pensamento".


11/07/2012 17h24 - Atualizado em 11/07/2012 19h59

Grupo 'rebatiza' ponte em Brasília 



com homenagem



a Bezerra da Silva


Coletivo diz querer chamar atenção para fato de que militar dá nome à ponte.
Projetada por Oscar Niemeyer, ponte Costa e Silva foi inaugurada em 1976.

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Coletivo de arte de rua 'rebatizou' ponte de Brasília (Foto: Luiz Filipe Barcelos / Reprodução)Coletivo de arte de rua 'rebatizou' ponte de Brasília
(Foto: Luiz Filipe Barcelos / Reprodução)
Um coletivo de arte urbana “rebatizou” na noite de segunda-feira (9) a ponte que liga o Setor de Clubes Sul e o pontão do Lago Sul, em Brasília. No lugar do sobrenome do marechal Artur da Costa e Silva eles colocaram o nome do sambista pernambucano Bezerra da Silva.
De acordo com Cauê Maia, que integra o Coletivo Trans-verso, a ação busca chamar atenção para o fato de que a ponte homenageia um presidente que não foi eleito de forma democrática.
“Nós queríamos homenagear alguém mais importante para a história e para a cultura brasileira do que o ditador militar que instituiu o AI [Ato Institucional número] 5. Queríamos trazer uma luz para esse local, porque as pessoas passam diariamente ali e não notam”, afirmou Maia.
Projetada por Oscar Niemeyer, a Ponte Costa e Silva foi inaugurada em 1976 e tem 400 metros de extensão.

Quase invisíveis.


Atravessando a rua. Rodoviária do Plano.


IPI e Davi. Se depender deles, ninguém mais vai andar a pé em Brasília.

Parada de ônibus. Setor Bancário Norte.

Luz na passarela/ que lá vem ela.


Passagem subterrânea. Asa Norte.

A nossa calçada a gente inventaaaa...

Esta obra arquitetônica chamada "atalho" não foi criada pelo Oscar. Nem pelo Lúcio. É arte coletiva, feita pelos pés de quem anda a pé em Brasília. Todos os dias. Ou ao menos tenta.


Na fé em Brasília.
De um lado, os carros velozes do Eixo Norte.
Lá embaixo, mais carros fazendo a "tesourinha".

Bras-Ilha.


Trecho do poema Bras-ilha de Marina Mara


Asa Sul ganha unidade especializada em atender moradores de rua.

Agência Brasília
06/07/2012 
 

 (Agência Brasília/Divulgação)


O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, inaugurou nesta sexta-feira (6/7) o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). A cerimônia contou com a presença do ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, além das ministras do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

“Essa inauguração tem um grande significado. Nesses espaços há o acolhimento e se estabelece o vínculo, a relação de confiança e o respeito profundo pelas pessoas. Abrimos a porta para uma nova perspectiva social”, destacou o governador Agnelo Queiroz. Durante o ato de inauguração, ele assinou o Decreto que institui a Política de Inclusão Social para População em Situação de Rua do Distrito Federal e a Ordem de Serviço para a construção de Unidade de Acolhimento, em Ceilândia. O governador garantiu que até o fim do ano não haverá pessoas dormindo nas ruas do DF.

O centro, que fica na SGAS 903, funciona das 8h às 18h em dias úteis, oferece atendimento médico e psicossocial, banheiros, guarda de pertences, oficinas e cursos de capacitação. Por dia, 80 pessoas podem ser atendidas e para elas são oferecidas duas refeições diárias: café da manhã e almoço. Às 17h, haverá transporte para abrigos.

Uma das equipes do Núcleo Especializado em Abordagem Social (Nuaso), que realiza ações nas Regiões Administrativas de Brasília, Cruzeiro, SIA, Lago Sul, Lago Norte e Sudoeste/Octogonal, será integrado à unidade.

O Centro POP faz parte do Plano DF Sem Miséria e da Política do Governo do Distrito Federal para população em situação de rua e é parte fundamental do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

“O nosso principal objetivo é identificar as demandas emergenciais da população em situação de rua”, destacou a coordenadora de Proteção Social Especial da Sedest, Adriana Carvalho. “Queremos estimular a desvinculação e construir em conjunto projetos para que a população deixe a rua.”

O governador recebeu das mãos da recicladora Antônia Abreu, coordenadora do Movimento da População de Rua, uma carta escrita pela estudante Mariana do Socorro Belo, de 10 anos. A menina pediu a Agnelo Queiroz uma casa para a família e escola para os cinco irmãos que moram com a mãe em um barraco, em uma invasão em Taguatinga.

“Vamos fazer, durante esses quatro anos, 100 mil habitações. Já estão em construção 30 mil. Vamos poder atender não só a Mariana, mas também a todas as crianças, com creches e com escolas em tempo integral”, disse Agnelo Queiroz.

Mariana tem o sonho de ter uma casa no Riacho Fundo II, onde mora uma irmã já casada. “O governador ficou emocionado. Senti que ele estava confiante no que estava falando”, disse.