BSB (DF), siglas complicadas e perfeitinhas.

from Marcelo Torres hide details 12:49 (7 hours ago)
date 11 Jul 2009 12:49
subject As siglas de Brasília
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Marcelo Torres, baiano, mora em BSB, jornalista.

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blog http://marcelotorres.zip.net


Em Brasília, não tem jeito, você mora numa quadra que é uma sigla, trabalha num local que é uma sigla, se diverte em locais que são siglas e faz amor em endereços que são siglas. Se você for andar a pé, de carro, de buzu ou de metrô, não adianta correr, você estará sobre siglas (EPTG, Epia, Sia) ou sobre uma letra e um número (L2, W3, L4).

As quadras são siglas que variam apenas no número de letras. No Lago Sul e no Lago Norte, você tem biglas, ou seja, siglas de duas letras (QI, QL). Já nas Asas Sul e Asa Norte a pessoa mora em triglas, ou seja, siglas de três letrinhas, SQS, SQN. E no Sudoeste, o Sudoca, mora-se em siglas de quatro (SQSW) e de cinco letras (SHCSW).

Logo quando cheguei aqui, ouvi alguém dizer ”Gilberto Salomão é QI 5”, o que me levou a pensar que, em se tratando da capital do poder, esse QI 5 fosse “Quociente de Inteligência 5”. Estando em Brasília, não descartei que QI5 fosse “Quem Indica 5”.

Só depois me informaram que se tratava de um tradicional centro comercial localizado na QI 5 do Lago Sul. Estive lá e perguntei a 10 pessoas quem foi o Gilberto. Só duas responderam – e falaram a mesa coisa: ”Foi quem construiu este shopping”. Decidi fazer, mas ainda não fiz, uma busca ao Gilberto Salomão no Santo Google.

Mas o tradicional e simpático centro comercial nem precisa de sigla. É o Gilberto e pronto. Se alguém fala que vai “No Gilberto Salomão”, não quer dizer que ele vai à casa de Gilberto Salomão. Até as garças da ponte e as emas do recanto sabem o que é. Aliás, até meu filho Lucas, de quatro anos, vive pedindo para levá-lo ao Gilberto Salomão.

Ah, sim, voltando ao QI, soube que significa Quadra Isolada, enquanto eu cheguei a pensar fosse “Quadra Interna”, um indício de que meu QI é de cinco para baixo.

Pois é, meu caro, não tem escapatória, Brasília é uma cidade siglada, uma siglatura. Um chão, um ar, um mar de siglas. Pra ir ou pra vir, pra sair ou pra voltar, por retas e curvas você estará pisando em siglas, tropeçando nelas e decifrando-as, para que elas não o devorem - elas são complicadas e perfeitinhas, bonitinhas e ordinárias.

A cultura da sigla é tão forte e tão presente no cotidiano que as siglas DF (de Distrito Federal) e BSB (que é o código do aeroporto no sistema aéreo internacional) já foram incorporadas como sinônimos da cidade, além de darem nome a muita coisa por aqui.

Este é um dos ônus por Brasília ser uma cidade oficial, pública, estatal, burocrática, planejada, organizada, sendo a sede dos três poderes e de suas instituições, que são siglas a perder de vista (STF, STJ, TCU, PGR, MEC, TST, TSE, CGU, AGU).

Talvez nenhuma outra unidade da Federação tenha tamanha ligação com as suas duas letrinhas iniciais como tem o Distrito Federal com a sua bigla DF. Tudo bem que SP e RJ são biglas muito comuns também, mas não são tão usadas como é DF. O governo paulista, por exemplo, é Governo do Estado de São Paulo, não é GSP como é o GDF.

Talvez você, brasiliense (adotado ou natural), já esteja aí querendo me mandar a uma sigla – à PQP – ou me achando um bom FDP. Mas não tome isso como galhofa ou zombaria, pois eu, apesar de não ter QI nem PN, sou um apaixonado por Brasília, pelo DF, por BSB, enfim, pelas siglas – esses enigmas que me atraem, que me chamam, que amam.

Nenhuma cidade no mundo é conhecida interna e externamente pelo código do seu aeroporto como Brasília é por BSB. Um recifense, por exemplo, não diz que mora em REC; um paulistano e um carioca não são doidos de dizer que moram em CGH ou SDU (códigos internacionais dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont).

Não acho feia essa característica da cidade; ao contrário, muitas vezes é algo bonito, diferente, charmoso, objetivo, carinhoso – embora exótico e excêntrico também. Portanto, não me fiquem P da vida nem me mandem à PQP nem me chamem de FDP.

Eu morei na siglona SHCSW, que ao pé das letras significa Setor de Habitações Coletivas Sudoeste, mas ninguém fala a sigla nem o nome por extenso, diz apenas Sudoeste, um bairro novo e emergente, que no início era “Barroeste”, mas que hoje é o Sudoca, um xodó, um dengo de morada.

O SHCSW – essa sigla que a gente só usa quando preenche o campo 'endereço' em algum formulário, não sem antes consultar uma conta de luz ou telefone -, na verdade é o que chamam de Sudoeste “econômico”, um eufemismo que arranjaram para designar o primo pobre da sudoestada.

Há a parte 'mais ou menos' do Sudoca, que é o SQRSW, esse siglão que por extenso significa Setor Quadra Residencial Sudoeste. Tem a área nobre, que é a SQSW, ou Super Quadra Sudoeste. E tem a parte mista, que é QMSW, ou seja, Quadra Mista Sudoeste.

Depois do SHCSW, mudei para a trigla SQN, Super Quadra Norte. Lá, sempre que alguém de outro estado ligava pedindo o endereço, eu dizia “Mande para SQN 314, E-505 que chega”. Mas ninguém acreditava, todos riam, duvidavam, pediam para eu explicar, repetir, 'traduzir' letra por letra.

Brasília tem um lago, que é o Paranoá, mas que acaba sendo dois – Lago Sul e Lago Norte ou SHIS e SHIN, respectivamente, Setor de Habitações Individuais Sul e Setor de Habitações Individuais Norte. Mas é uma sigla que só se usa em campo 'endereço' de correspondências ou formulários. Ninguém diz que mora na SHIS 10.

Aliás, não seria nada mal se essas siglas com vogal fossem lidas como uma palavra. Já não se lêem “Sia”, “Sig” e “Epia” como uma palavrinha? Então, por que não se lê SHIS como “xis” ou SHIN como “chin”? Pelo menos os moradores poderiam falar “Fulano, venha aqui no xis” ou “Eu moro no chin”.

Depois do SHIS ou SHIN vem QL ou QI. E é aí que está o Q da questão. Quando alguém lhe convida para uma visita à casa dele, ele fala “É na QI 5-6-9 do Lago Sul”. Você só precisa gravar que é QI e não QL e a seqüência 5-6-9, que quer dizer Quadra 5, Conjunto 6, Casa 9. Você nem precisa saber o que é QL nem QI, até porque nas plaquetas só aparecem as siglas.

Um dia desses, uns amigos que moram numa república no Lago Sul me chamaram para uma festinha na casa deles. “É na QI 18-8-9”, um deles falou. “República faz lembrar 1889”, reforçou o outro, para que eu memorizasse o 18-8-9. Ou seja, além das siglas, há essas senhas, esses macetes.

As moradias mais antigas, mais tradicionais estão na Asa Sul, identificadas pela sigla SQS. Aí vem o poeta Nicolas Behr e faz um trocadilho com humor e fina ironia: “SQS ou SOS, eis a questão”. É que às vezes você pede socorro mesmo, em meio a siglas e mais siglas. Curitibano de nascença e candango desde pequeno, Behr brincou com as siglas em outros versos:

“tô namorando uma sigla

MSPW

conhecem?

uma gracinha de sigla

ela é minha

emeessepêdabelhuzinha”


[extraído de Poesília, poesia pau brasília, Nicolas Behr]


Aqui, só se trabalha em instituições que são chamadas como siglas: STF, TCU, TSE, STJ, AGU, MMA, PGR, TST, MJ, MPDFT, HFA, HRAN, MDA, CGU, CCBB, STM, MRE, FNDE, MDS, BNDES, Infraero, Ipea, Anac, Anvisa, Anatel e por aí vai. E a própria sede física do local de trabalho são siglas. SIA, SIG, SBS, SBN, SCS, SCN.

- Onde você trabalha?

- No “agá-u-bê”.

- Onde???

- No “Agá-u-bê... Hospital Universitário de Brasília.

- Mas você não estava em outro hospital?

- Sim, estava no “agá-rã”...

- “Agá” o quê??

- “Agá-Ran”, é a sigla do Hospital Regional da Asa Norte, entendeu?

- Ah, sim, entendi. Pensei que era algo sobre rã. E onde fica mesmo o hospital?

- Fica lá no MHN.

- Lá no quê???

- É a sigla de Setor Médico Hospitalar Norte, fica na Asa Norte.

- Ah, tá. E você sabe onde fica a Controladoria Geral da União?

- A CGU?

- Sim, a CGU.

- Acho que fica no SAUS.

- No “sal”?

- Não é “sal”, seu bobo, é SAUS, Setor de Autarquias Sul.



O fundador de Brasília é uma sigla – JK -, que é o nosso Jotakristo, segundo Vicente Sá, citado por Nicolas Behr. Assim como a trigla ACM é nome de tudo quanto é coisa na Bahia, a bigla JK dá nome a trocentas coisas em BSB, no DF. Rádio, colégio, ponte, aeroporto, memorial, busto, prédios e mais prédios, inclusive um tipo de edifício residencial em que o térreo tem apartamento.

Quem vem para cá de avião desembarca no JK, o nome do aeroporto internacional. Na PTP, ou seja, na Praça dos Três Poderes, tem um monumento em homenagem ao fundador. Já na “cauda do avião” há o Memorial JK.

Se o visitante chega de buzu, desembarca no TRF, que nada tem a ver com Tribunal Regional Federal, trata-se do Terminal Rodoferroviário, a rodofê, aquele terminal que é feio que é uma beleza, uma 'rodofeia'.

Quando chega, você parece não entender PN, mas depois você tira de letra, tira de sigla. Você logo vê que a Epia não pia nem é piada. É apenas a sigla da Estrada Parque Indústria e Abastecimento, que corta o SIA, o Setor de Indústrias e Abastecimento. “Põe sia nisso” é o título de um dos livros do poeta Behr.

O governo local atende por uma sigla, aliás, é uma trigla - GDF. Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, no clube, no boteco, no shopping, no metrô, no parque e até na barraca de churrasquinho de gato as pessoas a toda hora falam no tal GDF.

Tem hora que você pensa que o tal GDF é uma pessoa, um ser humano, gente verdade, pessoa de carne e osso. E deve ser pessoa boa, pois você ouve toda hora no rádio e na televisão: “O GDF pensa em você, o GDF trabalha para você”. Tão bonzinho...

Você lê a notícia “GDF demite o gerúndio” e logo imagina que o GDF é um CDF cabeção da UnB e que o demissionário Gerúndio, que nem sobrenome tem, só pode ser um servidor corrupto, demitido por justa causa e sem aviso prévio.

Mas tem hora que você pensa que o GDF é uma pessoa má, vingativa, ressentida e sem coração. À boca miúda, fala-se que o GDF multou, o GDF bloqueou, o GDF fechou, o GDF demoliu...

E o dono da cidade também é uma sigla – PO, que é raça de cavalo, cavalo de sigla, Puro de Origem. Só que muita gente o vê como o “pê-ó” político. Já pensou se PO for GDF? Aí um amigo lembrou da ex-ministra e me aconselhou a ficar no RG, ou seja, no “Relaxe e Goze”.

Idoso morre ao ser atropelado na EPNB.


Um senhor de 82 anos foi atropelado na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), por volta das 5h26, desta quarta-feira (8/7). José Gomes da Costa foi atingido por um Audi prata, DAL 6218-DF, em frente à Igreja Ministério da Fé. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, parte do corpo da vítima foi jogado a uns 70 metros do veículo. O idoso morreu no local. 

José Gomes seguia em direção a uma loja de material de construção, onde trabalhava. O veículo atingiu o idoso próximo a um semáfaro, em seguida, o motorista perdeu o controle do carro, rodou uns 70metros e bateu em uma placa de sinalização. Com o impacto, o corpo da vítima foi dilacerado. As pernas foram parar no canteiro central da via e o tronco no para-brisa. 

Levado a 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), com sinais de embriaguez, o condutor do veículo Pedro Gabriel Dias Melo, 21 anos, se recusou a fazer o teste do bafômetro. Com isso, ele seguiu para Instituto Médico Legal (IML), onde passará pelo exame de alcoolemia. De acordo com policiais militares, que atenderam a ocorrência, o rapaz foi agressivo durante o socorro. 

Um amigo do motorista - que preferiu não se identificar - contou que os dois voltavam do bar Roda do Chopp, no Núcleo Bandeirante, quando ocorreu o acidente. Ele afirmou que o carro não estava em alta velocidade. "Paramos no semáfaro vermelho, foi quando o senhor atravessou a uns 300m de distância, o sinal abriu e jogamos luz alta. Não vimos mais ele". Ele ainda garantiu "Estávamos devagar porque tinhamos acabado de deixar o sinal. Uma outra prova disso é que o airbag do carro nem abriu", justificou. 

O delegado da 11ª DP (Núcleo Bandeirante), Fábio Costa dos Prazeres, disse que na delegacia o condutor não apresentou sinais de embriaguez. "Vamos depender da perícia porque aparentemente ele não devia estar rápido. O motorista passará pelo exame e isso será determinante para o inquérito", concluiu. 

Gabriel Dias poderá responder pelos crimes de embriaguez ao volante e homicídio culposo ou doloso, o que dependerá das investigações. 

Sem gravidade

Por volta das 7h50, também na EPNB, sentido Riacho Fundo/ Plano Piloto, um motociclista se acidentou na pista. A vítima teve apenas ferimentos leves. Os motoristas que passam pela área enfrentam aproximadamente 2,5km de congestionamento. 

Resultado de exame do IML aponta que motorista não estava sob o efeito do álcool

Cecília de Castro

Raphael Veleda

Publicação: 08/07/2009 12:01 Atualização: 08/07/2009 12:49


O resultado do exame clínico de alcoolemia do Instituto Médico Legal (IML) divulgado no início desta tarde (8/7) constatou que Pedro Gabriel Dias Melo, 21 anos, não estava sob o efeito do álcool quando o veículo que ele conduzia, um Audi prata, placa DAL 6218-DF, atingiu José Gomes da Costa, 82 anos. O idoso morreu no local do acidente. A colisão ocorreu por volta das 5h26, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). José Gomes seguia em direção a uma loja de material de construção, onde trabalhava, quando foi surpreendido 

Após o acidente, Pedro Gabriel se recusou a fazer o teste do bafômetro na 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante). Com isso, ele seguiu para Instituto Médico Legal (IML), onde passou pelo exame de alcoolemia por pelo menos cinco horas após o ocorrido. Policiais militares que atenderam a ocorrência afirmaram na delegacia que o motorista estava agressivo e apresentava sinais de embriaguez. 

Com o resultado do exame, o motorista responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 
Pedro Gabriel já foi liberado.

O veículo atingiu o idoso próximo a um semáfaro, em seguida, o motorista perdeu o controle do carro, rodou uns 70metros e bateu em uma placa de sinalização. Com o impacto, o corpo da vítima foi dilacerado. As pernas foram parar no canteiro central da via e o tronco no para-brisa.
 
 - (Kleber Lima/CB/D.A Press)



- Anotações Planaltinas. Por Alexandre.


Do Blog Empty Spaces Chronicles

SEGUNDA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2009

anotações planaltinas
por alexandre


Minha mais nova estada na capital federal está chegando ao fim. 10 dias que passaram mais rápido do que eu imaginava. Mas na medida do possível deu pra aproveitar o tempo, e a cidade. Dessa vez com um diferencial, eu pude "viver" Brasília, e não só ser mais um turista.

Tirando uma gripezinha que me deixou uns três dias detonado, consegui desenvolver uma certa rotina, o que implica andar de busão pela capital federal, uma verdadeira aventura medieval. Aliás, taí um grande problema local, se você não tiver um carro ou moto, tudo fica muito mais complicado. Brasília não tem calçadas, ouso arriscar que uns 60%, 70% das ruas aqui não possuem calçamento lateral, é tudo gramado e/ou jardins. E o transporte público é pra lá de deficitário. Se virar à pé por aqui é bem escroto, mas eu consegui.

Em termos eminentemente humanos, Brasília "pulsa" na tríade formada por sua famosa rodoviária central e os dois shoppings laterais que a circundam. Esse foi o meu circuito: Super Quadras Asa Norte - Shopping Pátio Brasil / Brasília. Ali deu pra conhecer mais do cerne urbano da cidade, as pessoas, as fisionomias, o "viver" brasiliense. Uma mistura muito interessante de "caras" nordestinas, indígenas e "sul-caucasianas", tudo ali na bagunça do cruzamento do Eixo Monumental com o "Eixão" Norte-Sul. Ali eu enxerguei realmente Brasília, com um incipiente cosmopolitismo que lembra vagamente São Paulo. Até "emos" eu visualizei perambulando pelos shoppings locais.

Enfim, essa viagem mais longa me deu a oportunidade de conhecer o lado urbano da capital do país que não está na propaganda nem no estereótipo. O "tempero" humano que normalmente é eclipsado pela grande e magnífica arquitetura local. Pude constatar finalmente que a propalada "frieza" do centro do poder nacional fica ali mesmo, nos gabinetes e prédios burocráticos, nas grandes, opulentas e vazias mansões que circundam o lago Paranoá. Brasília "pulsa" no seu núcleo. Com pessoas de todos os tipos e estirpes buscando seu lugar ao sol (e que sol!), vivendo, sorrindo, gritando, cochichando, fofocando nos pontos de ônibus, nas esquinas, nas pequenas lojas. Brasília é humana, e confesso que isso foi uma bela e entusiasmante descoberta.

- Pedestres em Brasília.

- Imagem que achei no blog Empty Spaces Chronicles


Correioweb
5 DE JULHO DE 2009


Clique aqui para o vídeo


Aviões no céu de Brasília escrevendo " O i " com a fumaça.



*** Fiz estas fotos com o meu celular.
*** Vi a cena quando estava andando no Eixão no domingo.
*** Se entendi bem, o céu-patrimônio de Brasília virou espaço comercial para o mesmo merchandising que já acontece por aí.
*** A Oi está chegando no DF e realiza o "Expressões" no Parque da Cidade.


Uso do GPS em Brasília.

*** Outro dia me perguntaram sobre o uso do GPS em Brasília. Não entendo nada sobre o assunto, mas sei que por aqui muitos carros também já entraram nessa febre.
*** Ninguém usa o GPS para se deslocar pelas Super Quadras Residenciais Norte (SQN) e Sul (SQS). Seria bobo. Mas ele é utilizado para avisar quando tem Pardal e para puxar a orelha do motorista que excede a velocidade.
*** Onde tem um carro, tem sempre um monte de quiquilharia eletrônica, né?
*** Os carros da Polícia do DF também terão GPS e ainda um "Terminal remoto embarcado". Assista o vídeo para entender o que é isso.  Até junho de 2010, a parafernália deve ser instalada em 300 carros, custando 7 milhões e meio de reais do orçamento do GDF.

Lançamento do Boulevard Shopping na Asa Norte. A história de Brasília vista pelo marketing.



Para saber mais sobre o novo "fato histórico" de Brasília, aqui.

Brasília é uma cidade fria.

*** Recebi por email estas imagens surpreendentes do inverno 2009 na capital do Brasil.










(fotos s/ crédito)

Há o tempo dos carros. Há o tempo das pessoas. Às vezes, esses tempos não coincidem.


Dona Naildete estava a pé em Brasília.
Foi atravessar a rua.
Mas tropeçou e caiu.
Não deu tempo de se levantar.
Havia um carro na pista.
O carro não teve tempo de parar.

Morre mulher atropelada na Ponte JK
Correio
Da Redação
02/07/2009

A mulher atropelada próximo ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) na manhã desta quinta-feira (2/7) morreu logo após dar entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). De acordo com informações do Posto Avançado do Corpo de Bombeiros do hospital, Naildete da Silva Alves, 54 anos chegou com dificuldades de respirar e com diversas fraturas externas e internas.Naildete foi atropelada por volta das 7h30, na pista da Ponte JK, sentido Lago Sul/ Plano Piloto. O motorista do Renault Clio prata (placa JGE-5392), Benedito de Oliveira Barreiros, disse que a mulher tropeçou enquanto atravessava a rua e caiu. "Só deu tempo de desviar da cabeça. Não consegui evitar passar por cima dela", disse.

O carro passou por cima do tronco e das pernas de Naildete. Ela foi socorrida pela viatura dos bombeiros e levada para o HBDF em estado grave. A Polícia Militar e agentes do Departamento de Trânsito (Detran) controlaram o trânsito no local, que ficou intenso após o acidente, já que uma das faixas ficou interditada.

Para saber mais, aqui